Redecorando a sala – parte 4: Sobre Peças Marcantes, Quadros e Telas Decorativas

Pode observar: quando a gente entra num ambiente pela primeira vez, nosso olhar costuma ser magneticamente atraído para a direção de um quadro ou tela decorativa, e não é por acaso.

Na composição do ambiente, o quadro geralmente tem um espaço privilegiado, bem no meio da sala de estar ou de jantar. Ele muitas vezes se encontra no que chamamos de ponto focal, e, justamente por isso, pode ser uma oportunidade fantástica para se mostrar um statement piece, termo comum usado na língua inglesa que descreve algo que deliberadamente chama a atenção, seja porque foge do lugar comum, pela beleza singular, ou pela mensagem que transmite. Vou identificá-lo aqui como Peça Marcante – uma peça que pode ser qualquer item decorativo: uma cadeira feita de retalhos, uma poltrona em estilo provençal, um simples centro de mesa exótico… que tem o poder de capturar o olhar e a atenção de quem a vê. Marcante.

Idealmente, ela se integra ao ambiente, complementando-o (seja ele consoante ao resto da decoração ou deliberadamente contrastante) e dizendo algo que tem a ver com o estilo que você quer imprimir ao ambiente ou sua personalidade.

Bem. Quando mudei as cores das paredes na redecoração da sala, me deparei com um problema: a cor nova de uma delas mostrou-se mais intensa do que eu previ:

parede sala de estar verde cinza Coral Pinheiro Inglês

… sim, gostei muito do resultado, mas achei que se eu trouxesse essa mesma cor – mais fechada – para a parede do sofá também, iria deixar o ambiente pesado. Então resolvi pintar a parede do sofá de branco, como forma de de neutralizar a cor mais forte e deixar o ambiente equilibrado.

Esse não era meu plano original, e não fiquei totalmente feliz com o branco: ainda por cima, achei que minha tela antiga (que era preto & branco) ficava muito apagada na parede. Era essa a tela:

tela com luzes LED

Depois que a parede tornou-se branca (na foto acima, a parede ainda estava cinza, como era antes da redecoração da sala), senti que precisava de mudar o quadro, pois faltava algo ali: vida. E para dar vida… nada melhor que cor.

Eu sabia que, o que quer que entrasse ali – fosse uma paisagem ou algo abstrato; uma pintura ou uma fotografia; fosse o que fosse – precisava ter muita cor. E foi assim que comecei a procurar, com esse filtro principal em mente.

Olha, há muitos quadros bonitos por aí, mas é difícil achar um que realmente capture alguma coisa além do “ah, gostei”. Procurei por lojas físicas de quadros e nada me encantou; resolvi então buscar algo na infinidade de possibilidades da internet. Vi muita coisa legal em sites diversificados como o Elo 7 (que inclui reproduções originais, por encomenda, de artistas interessantes), o All Posters (site em português, mas os pedidos vêm dos EUA e podem ser taxados; infinidade de possibilidades, há tudo o que você pode imaginar) e o AliExpress (o famoso site da China; sabendo procurar você acha coisa bem interessante com bons preços, também sujeitos a serem taxados pela Receita).

Durante essas buscas, fui salvando algumas imagens que me chamavam a atenção; mas uma em especial tinha algo que sempre capturava meu olhar: me fazia querer olhar para ela. Por algum motivo. A tal da peça marcante.

Resolvi arriscar e, 1 mês e meio depois da compra… aí está a tela dando a vida que eu procurava na sala:

tela com flores moderna sala

tela floral

A tela é pintada à mão e traz uma explosão de cores muito bem vinda ao ambiente. Eu sentia falta de algo assim, mais alegre, uma vez que meu apê é repleto de tons mais sóbrios (pois não cansam, ampliam ambientes, e claro, são elegantes). Entretanto, foi só agora, com a parede branca, que essa necessidade ‘gritou’.

Gostei muito do fato da tela ter essa textura:

tela colorida quadro sala

… que dá um ar meio caótico à pintura, meio despretensioso, e, ao mesmo tempo, um pouco mais ‘artístico’ do que seria uma pintura ‘perfeitinha’.

E outra coisa, sob o reflexo da luz do dia, a tela fica completamente diferente, quase que em 3-D, as flores ‘saltam’ aos olhos. Tentei capturar:

tela texturizada colorida

… e amei esse resultado inesperado. Comprar na internet tem disso: você nunca sabe exatamente o que vai receber, ainda mais quando são peças pintadas à mão, uma nunca vai ser igual à outra. Eu dei sorte dessa vez de ter ficado super contente com o resultado final na parede, ainda que a tela que eu comprei aparecesse no site bem diferente.

Ah, outra coisa: comprando em sites, na maioria das vezes, as peças vem em tubos, enroladas; e aí cabe a você, depois, esticá-las colocando chassi (no caso das telas) ou emoldurá-las de acordo com sua preferência (caso dos quadros) – o que pode encarecer bastante a peça (Comprar em lojas tem essa vantagem, o preço já é final).

E aí, gostaram? Acho que encontrei minha peça marcante! Escolher algo a dedo, entre tantas opções, é quase que apostar; mas quando dá certo, é muito gostoso. Aquela peça específica está ali porque ela te disse algo.

Então, queridos e queridas, minha ‘redecoração’ está quaaase acabando… só faltam alguns pequenos- mas notórios- detalhes que quero acertar antes de dizer, “that’s all, folks!“. Tem sido maravilhoso voltar a escrever aqui e já estou quase ficando com saudade! :)

Até breve!

Thiago S.

Se você gostou desse post, também vai gostar de:

Redecorando a Sala – parte 3: Nova Bancada Americana

Quando introduzi essa série de posts sobre esse processo de redecoração da sala, disse que essa vontade de mudança pode ocorrer por diversos motivos – sejam eles relacionados à funcionalidade (“encontrei um uso melhor para isso”), à estética (“acho que isso traria mais destaque ao ambiente”), ou simplesmente pela nossa vontade inerente de mudar

Enquanto os dois primeiros posts da série estão mais relacionados à questão estética (pintura nova das paredes, molduras de teto), o assunto de hoje se encaixa principalmente dentro do âmbito da funcionalidade, mas, claro!, a gente pode sempre tentar unir o útil ao agradável (literalmente, nesse caso rs) e tentar aprimorar também a parte estética, no que pensamos em algo mais funcional.

Bem: gostava muito da minha bancada americana antiga, que funcionava como transição entre a sala e a cozinha. Pra quem não lembra, esse aqui é o ANTES:

bancada cozinha americana

Como vocês podem ver, a bancada era extremamente clean e discreta. Ficaria com ela por mais tempo, não fosse um pequeno grande porém: Eu. Preciso. Otimizar. Espaço (mantra dos apartamentos pequenos). Minha cozinha é pequena, e, ainda que meus móveis tenham sido planejados para tentar maximizar esse espaço,  mesmo assim… sinto falta de espaço.

Então resolvi que aproveitaria o espaço da bancada para incluir, embaixo dela, um armário. O espaço era precioso: Com 1 metro de comprimento, 1,20 de altura e 50 cm de profundidade, o armário teria espaço para guardar muita coisa. Já estava decidido, então só faltavam os detalhes de acabamento: queria algo que fugisse do tampo branco, pois já que era pra mudar, queria mudar mesmo.

Vou mostrar então algumas fotos e fazendo os comentários!

2

bancada cozinha americana madeira linheiro grigio

Como vocês podem ver – é linda! ;) – o acabamento escolhido, chamado Linheiro Grigio (que é facilmente encontrada no catálogo de qualquer loja ou profissional que trabalha com madeira), é um tom acinzentado e todo riscado de madeira que remete muito ao piso laminado da sala (o Carvalho Dover). O fundo do armário, branco, faz com que a bancada continue em harmonia com a prateleira superior, que se manteve no lugar.

Note também, nas fotos acima, que o armário interno é 10 cm menos profundo que o tampo (o tampo da bancada tem 50cm, o armário 40cm), deixando mais confortável sentar ali.

passa prato linheiro grigio madeira

Como disse, sendo o tom bastante próximo ao do piso, a bancada funciona bem como transição entre os ambientes.

Outra coisa que podemos perceber pela foto é que a profundidade do tampo é maior que o da bancada branca original (que tinha apenas 30cm). Essa área de trabalho um pouco maior faz uma boa diferença!

bancada armario cozinha americana

A divisão interna dos armários foi pensada para maximizar todos os espaços. O armário tem portas de correr (fundamental para espaços pequenos) e, dentro dele, 1 prateleira que separa os 2 vãos de 1 metro de comprimento cada. A profundidade interna do armário é de 40 cm (o que dá pra organizar os itens em fileiras). Acima do armário, podem perceber que há outro vão, de apenas 15 cm de altura, bastante funcional: pode servir para armazenar temperos, panos de prato, garrafas de vinho, enfim, o que você quiser.

vidro bancada cozinha americana

Para finalizar, mandei fazer numa vidraçaria um vidro nas mesmas dimensões do tampo da bancada. Isso foi por experiência própria: ali, do lado da cozinha, acabamos sempre colocando algo molhado. Para proteger o tampo, quis colocar um vidro transparente, que valorizasse a beleza do padrão de madeira escolhido.

Na verdade, se repararem bem, o vidro é um pouquinho de nada menor que o tampo:

11

… o que foi pensado para prevenir qualquer tipo de acidente. A aderência do vidro à madeira se dá pelos silicones que você também pode ver na foto acima. E, claro, vidro é bem prático de limpar, o que o torna não só esteticamente agradável como também funcional.

Bem, pessoal, é isso! Fiquei super feliz com minha bancada nova, principalmente por sua funcionalidade, mas acabei amando o visual novo que ela conferiu à sala/cozinha.

cozinha americana moderna bancada madeira e vidro

Abraços e até breve!

Thiago S.

Se você gostou desse post, também vai gostar de:

Redecorando a sala – parte 2: Instalação das Molduras de Teto (ou ‘Roda-teto’)

Antes de mais nada: que alegria foi ler os comentários tão carinhosos aqui e no Instagram do blog sobre essa minha pequena aventura redecorando as salas de jantar e estar. Fico realmente feliz ao ver que ao lado de pessoas que estão chegando aqui pela primeira vez, há outros que estão por aqui há anos, sempre deixando uma palavra de incentivo (quando não um puxão de orelha, “posta mais, desgraça!” rs). Valeu, gente. <3

Bem, ao assunto de hoje: Ao contrário da maioria das modificações que estou fazendo nesse momento, o tópico do dia é algo que de fato não havia antes no apartamento, mas que, aos meus olhos, fazia uma certa falta. Falo das molduras de teto, o tal do “roda-teto“.

Surgindo como uma alternativa extremamente prática e econômica às tradicionais sancas de gesso, esse tipo de moldura, que pode parecer um simples detalhe, acaba conferindo um resultado estético bem diferenciado ao ambiente; fazendo uma transição harmoniosa entre as paredes e o teto.

A vantagem das sancas de gesso, claro, é que podemos trabalhar com rebaixamento e iluminação embutida, fazendo diversos tipos de jogos de luz. Entretanto, além de ser um investimento significativamente maior, o gesso faz uma sujeira descomunal, algo que seria completamente fora de questão para mim nesse momento.

Quando conheci essas molduras em poliestireno – um material leve, que pode ganhar um acabamento super liso (sem aquelas bolinhas feias características do isopor) e que pode até ser pintado com a cor de sua preferência – fiquei encantado. O efeito estético é idêntico ao que seria uma moldura em gesso. Então, sabia que quando chegasse a hora de repensar a decoração do apartamento, iria incorporá-las.

Aqui, um detalhe de como tinham ficado as paredes novas das salas de jantar e estar, algo que falei no post anterior, sem o roda-teto:

delimitação de ambientes por cor (2)

E agora, com ele:

rodateto poliestireno k1

Como podem ver, a diferença faz uma diferença!

moldura teto gart K1

Agora, um detalhe mais de perto do modelo específico que escolhi:

detalhe roda-teto K1

Engraçado que eu achei que, nas paredes brancas, ele não fosse sobressair, iria praticamente desaparecer. Não foi o caso!

moldura teto decoflair

O roda-teto trouxe uma certa imponência ao ambiente que não havia antes; é um acabamento que realmente diz que prestaram atenção nos detalhes, sabe? E, como disse: sem gastar muito tempo ou dinheiro.

Toda a colocação do roda-teto (uma área de 20 metros lineares) demorou menos de 3 horas (sem sujeira! sem pó! ô glória!) e o investimento ficou por volta de R$300, já incluindo o material *e* a mão de obra. Por sinal, a instalação é tão prática que é fácil encontrar tutoriais para que você mesmo instale, como esse:

O modelo específico que usei é o K1 da Gart; gostei do fato de que ele não é muito ornamentado, são traços retos como os da minha sala; mas há também vários outros modelos interessantes, de outras marcas também.

Espero que tenham gostado :)

rodateto gart K1

Até breve, pessoal!

Thiago S.

Se você gostou desse post, também vai gostar de:

Redecorando a Sala – parte 1: Pintura das Paredes e Portas

Sempre há um momento em que nós olhamos para algo e pensamos, “é, chegou a hora de mudar”. Acredito que mudanças são coisas boas; nos fazem sair do lugar-comum, da mesmice; nos desafiam.

Preciso dizer que nada aqui no apartamento foi pensado como “provisório”: tudo que foi para o lugar, foi como definitivo. Se eu não tinha condição de fazer determinada coisa em determinado momento, eu preferia adiá-la até poder realizá-la como tinha em mente, evitando deixar uma solução provisória “tapa-buraco”, pois muitas vezes ela acaba tornando-se definitiva. Sabe como é.

Mesmo assim, em algum momento… a vontade de mudança chega. Pode aparecer por uma questão de funcionalidade (“encontrei um uso melhor para isso”),  por uma questão estética (“acho que isso traria mais destaque ao ambiente”), ou simplesmente por que você quer mudar. Acontece. E aqui em casa, um pouquinho disso tudo tem acontecido.

É por isso que, com o post de hoje, inauguro essa série de posts sobre a Redecoração das salas de jantar e estar. Ainda estou feliz com muitas de minhas escolhas: a mesa de jantar, o papel de parede, o piso, o rack… todos foram escolhas acertadas, felizmente!! Mas há outras coisas que irei repensar, e compartilho aqui com vocês, agora, a primeira delas.

E vou lhes dizer: é tão bom estar escrevendo sobre isso de novo! Tive muita saudade de escrever aqui no blog, então abrir essa série de posts me deixa muito feliz.

Vamos lá?

* * *

Foi no final de 2011 que recebi as chaves do apartamento, e, logo a seguir, a primeira coisa que quis fazer foi pintar o apartamento. As cores já tinham sido decididas (na verdade, elas já estavam compradas até mesmo antes da entrega das chaves, naquela ansiedade que ficamos de entrar logo em casa), então o processo foi rápido e o resultado me deixou bastante satisfeito.

Caso queiram (re)visitar os posts originais, falo sobre a pintura do quarto aqui e da sala aqui.

Assim como aconteceu originalmente há alguns anos, o primeiro passo que dei quando resolvi que iria repensar a decoração do apartamento foi em relação à seleção das cores. Em primeiro lugar, quis refazer a pintura porque: (a) ela realmente estava precisando ser refeita – especialmente a das paredes brancas, que sujam mais fácil e (b) eu queria experimentar outras nuances no apartamento. Elas são fundamentais para todo o resto.

Precisava pensar bastante sobre elas, pois é complicado você mudar a cor das paredes de um ambiente pronto, que já dita as suas próprias necessidades de cor. Bem diferente de quando o apê está vazio e você pode decorar à partir das cores que colocar na parede.

Queria algo que trouxesse novidade, mas sem contrariar a identidade visual já estabelecida da sala.

Então, em primeiro lugar, queria pintar essa parede aqui:

sala parede branca

… que é a parede da porta de entrada do apartamento. Queria uma cor diferente do branco. Ao pensar sobre minhas possibilidades, e ciente do fato de que a nova cor precisava estar consoante ao resto da decoração (especialmente se tratando de um ambiente pequeno!), fui buscar a resposta… no meu papel de parede. A resposta estava lá, há anos.

papel de parede verve italiano

Fazia sentido: O papel de parede tinha as nuances que se fazem presentes no resto da decoração: o cinza – lá desde sempre – e agora, esse outro tom que está nas folhas do papel.

Foi assim que cheguei nessa cor da Coral:

Coral Bege Vale do Deserto

Gostei dela pois ela é um tom neutro que não tem nada de insosso – não é claro demais (sendo que a mudança seria quase imperceptível) mas também não é escuro demais. Ele tem personalidade, mas não grita.

E aí, eis que, um galão de tinta depois, essa é minha nova parede de entrada:

parede sala de jantar bege Coral Vale do Deserto

Quanta diferença, gente! Eu adorei o resultado! Ficou exatamente como eu tinha em mente. É impressionante o que um pouco de tinta não faz por um ambiente. Notem que a moldura do espelho, branca, realmente se sobressai agora com a parede em cor diferente.

Outro detalhe que vocês podem perceber é o fato de que eu precisei trocar a cor do caixonete da porta (comparem a 1a foto com a 2a). Enquanto o caixonete cinza funcionava muito bem com a parede branca, ele não combinaria com a cor nova. Assim, resolvi mudar a cor dele para a cor original, branca – pois assim está mais de acordo até mesmo com a moldura do espelho. Dessa vez, usei esmalte com acabamento acetinado ao invés de alto brilho, uma tinta que remete à própria laca, bem menos brilhoso do que aquele esmalte comum.

Já que estamos falando de portas, aproveitei para repintar todas as portas dos quartos e do banheiro, também. O esmalte branco, com o passar dos anos, vai ganhando um tom levemente amarelado. Vamos ver a diferença do que estou falando?!

pintura porta esmalte fosco

Dá pra ver claramente a diferença: À esquerda, a porta pintada em esmalte com acabamento fosco; à direita, a porta sem ser pintada, ainda em esmalte de alto brilho. Fica realmente gritante a diferença quando começamos a pintar.

pintura porta esmalte fosco branco

Como dá para perceber, o acabamento fosco, mesmo sob incidência de luz, praticamente não a reflete; o que o faz um acabamento elegante.

E agora, vamos pra sala de estar.

Lá atrás, quando pintei o apartamento pela primeira vez, as paredes do sofá e da TV ganharam esse tom de cinza:

coral toque de cinza personalizada 2

Dessa vez, quis ousar um pouquinho mais, e trazer uma cor um pouco mais forte. O cinza que escolhi antes era muito agradável; não cansava, relaxava. Queria manter essa beleza sutil do cinza, só que com uma cor que trouxesse um tom um pouco mais terroso e que também remetesse à mesma paleta da cor nova, a Vale do Deserto.

Cheguei no tom Pinheiro Inglês, também da Coral. Ele, nas amostras, parece ter muito de cinza e algo de verde escuro; já na parede, o tom revelou-se como tendo uma presença pronunciada do verde escuro, e o cinza lá no fundo. Vamos ver??

parede sala de estar verde cinza Coral Pinheiro Inglês

Cores são coisas realmente fantásticas; é impressionante como mudam completamente a dinâmica de um ambiente. É outra sala! Inicialmente, fiquei reticente em relação à cor e pensei em mudar (pois ela ficou diferente do que tinha em mente), mas acabou que gostei bastante do fato de que apesar de ser uma cor forte, ela traz algo de acolhedor também.

Minha ideia era trazer o mesmo tom para a parede do lado oposto, onde fica o sofá; na mesma configuração do cinza anterior. Só que enquanto o cinza era bem claro e discreto, esse Pinheiro Inglês é mais fechado e marcante. Assim, imaginei que se ele fosse para os dois lados da parede, iria deixar uma sensação de ambiente mais pesado – diferente do clima clean que tento sempre imprimir ao espaço, que é restrito.

Lógico que não poderia deixar o cinza original também (pois aí seria um carnaval!), então, preferi trazer de volta o branco como forma de equilibrar o todo e aumentar a sensação de amplitude. (Depois mostro essa parede branca, em outra ocasião – pois tem outras coisas que quero mudar em relação à parede do sofá. Aguardem…).

* * *

Acho que, no fim, as cores novas ficaram muito bem casadas (mesmo que a segunda tenha saído um pouco diferente do que imaginava): uma das paredes da sala de estar ganhou esse tom forte e marcante, mas que foi neutralizado pela presença da parede branca onde não havia antes; o branco está também na moldura do espelho e na nova moldura da porta de entrada.

delimitação de ambientes por cor (2)

Observemos também que a cor Vale do Deserto delimitou claramente o espaço da sala de jantar, enquanto o Pinheiro Inglês ditou o espaço da sala de estar. São cores diferentes mas que se dão muito bem juntas; ambos tem um quê de terroso nelas.

Gostei bastante dessas mudanças que trouxeram um ar completamente novo ao que já estávamos acostumados. É bom saber que com uma ideia na cabeça e uns galõezinhos de tinta, a gente faz praticamente qualquer coisa! :)

Nos vemos em breve… vem mais ideias e novidades por aí. Enquanto isso, não esqueçam de nos seguir no Instagram: @asagadoapartamento.

Abraços!

Thiago S.

 

Se você gostou desse post, também vai gostar de:

Dando cara nova ao lar, sem gastar muito!

Em primeiro lugar, queria responder a alguns de vocês que me escrevem perguntando o porquê de eu não ter escrito tanto quanto antes por aqui. Nesses anos em que venho escrevendo o blog, já falei sobre muita coisa: sobre a espera interminável pela entrega das chaves (e toda a ansiedade que cerca esse momento), sobre a eventual entrega das chaves (e aquela sensação de mal saber por onde começar), sobre a escolha de cada um dos acabamentos e de cada móvel (pensados em c-a-d-a espaço), sobre as empresas confiáveis com as quais lidei (e aquelas que devem ser evitadas a todo custo), sobre os problemas que surgiram (e sobre as soluções que encontrei)… já falei até sobre a minha experiência olhando criticamente para muitas das decisões que tomei. Ou seja, já falei muito!

A resposta para a pergunta tem a ver com o fato de que sempre me pergunto, “qual seria o alcance desse post, quem estaria interessado nisso? A quem ajudaria? Daria um post interessante?” É verdade que sempre estou mudando alguma coisa ou outra aqui em casa; mas eu não vou justificar um post inteiro aqui para falar sobre um relógio de parede novo que eu comprei pra colocar na cozinha (por mais lindo que ele seja rs). Não dá!

Foi até em parte por isso que eu criei o Instagram do blog (@asagadoapartamento): lá sim eu me sinto mais à vontade para colocar essas novidades menores do apê, e também compartilho alguns ambientes inspiradores e coisas da decoração de outras pessoas, que se encaixam na ‘ideologia’ do blog (criatividade, otimização de espaços, etc etc). Já aqui, como vocês sabem, me dedico exclusivamente a falar sobre minhas escolhas para o apê.

Agora , pra mim, tem sido um prazer pensar nos detalhes da decoração, ir aparando as arestas e tornando as coisas ainda mais práticas e funcionais… sempre mantendo em mente a ‘identidade estética’ que tentei conferir ao meu lugarzinho. Então, nossa conta lá no Instagram é uma companhia para o blog e realmente tenho ficado mais ativo por lá. Vou fazer um apanhado das novidades que postei por lá para quem ainda não segue ou não tem conta no aplicativo; novidades essas que ajudam à dar uma cara nova ao lar, sem necessidade de obras, de dor de cabeça, e o melhor… sem gastar muito! (todos os itens decorativos a seguir custaram, pasmem!, menos de R$100).

* * *

porta rolhas moderno

A primeira coisa que queria mostrar é esse porta-rolhas lindo que importei pelo Amazon, pois ele faz parte do layout novo do blog.

Já mostrei aqui e aqui antes que esse tema tem sido recorrente na decoração do apê, um reflexo do fato de que cada vez mais eu me aproximo e apaixono pelo mundo dos vinhos.

Escolhi esse porta-rolhas pois não só ele é lindo como também carrega essa mensagem “bons amigos, bons momentos, bons vinhos”, que é algo que traduz muito do que desejo experienciar aqui em casa. E tem coisa melhor? ;)

* * *

adesivos de ladrilhos varanda

Outra coisa muito legal, cujo resultado até superou minhas expectativas, foram esses adesivos que imitam ladrilhos decorativos.

Comprei-os numa campanha da Westwing por um preço ótimo, e achei que, na teoria, ficaria legal colocá-los na varanda, abaixo da floreira, para dar uma cara diferente ao ambiente.

O resultado realmente me agradou bastante, e o melhor é que os adesivos até que tem durado um bom tempo, considerando que estão numa parte externa sujeita à ação do tempo. É uma opção legal para quando queremos dar aquela repaginada a algum ambiente ou objeto.

Outra coisa que encontrei numa das campanhas da Westwing foi esse vaso lindíssimo:

vaso westwing centro de mesa

Como já mostrei aqui antes, utilizo vasos  com flores como centros de mesa aqui em casa; o resultado fica muito  vivo e ajuda a quebrar um pouco os tons mais sóbrios que  predominam no apartamento.

Sempre utilizei o mesmo vaso de cristal como centro de mesa,  ocasionalmente mudando somente as flores. Resolvi que estava na  hora de comprar um novo para mudar um pouco, e esse foi o  escolhido!

* * *

papel de parede floral
Certo dia estava passeando sem compromisso pelos corredores da Leroy Merlin quando vi, com a capa meio sujinha, um único rolo papel de parede perdido numa caixa de objetos marcados como ‘liquidação final’.  O preço original era R$199,90, e ele estava por R$39,90. Olhei bem para o papel. Era um papel de parede vinílico (assim como o que tenho na sala de jantar), o que significa que a qualidade era ótima. Era de uma coleção importada e eu não sabia o que ele estava fazendo ali. Não pensei duas vezes. Nem sabia o que iria fazer com ele, onde iria colocar. Mas por aquele preço, valeria a pena pensar nisso depois. Acabou que coloquei o papel na pequena coluna que existe num dos quartos; quando abrimos a porta dele, é a primeira coisa que vemos. Melhor custo-benefício EVER! Então lembrem de sempre estar de olhos bem abertos às promoções que aparecem! Sempre!

* * *

relogio de parede astronomico

E finalmente, esse é o tal relógio de parede lindo que mencionei no início do post. Ele foi um souvenir que trouxe de uma viagem esse ano. É um relógio de madeira feito e pintado à mão; o cuidado e detalhes são impressionantes!

Ele é inspirado no Relógio Astronômico de Praga, e como eu adoro incorporar na decoração objetos que me trazem boas memórias de lugares que tive a oportunidade de visitar, não pude deixar de trazer essa belezura (tá vendo? Não há necessidade de um post exclusivo sobre ele! já disse tudo! rs)

a saga do apartamento revista E pra terminar… acho que não cheguei a mencionar aqui que o blog saiu na revista Casa Linda! Achei muito legal por que eu mesmo havia usado revistas como essa para me inspirar na decoração do meu apartamento, e agora o meu apê está lá, inspirando sabe-se lá quem. Muito legal!

Acho que por enquanto é isso, pessoal. O resto das novidades vocês podem ir conferindo no Instagram do blog. Eu disse antes que a frequência dos posts aqui naturalmente diminuiu, maaaaas, como nosso lar é algo vivo, quando um ciclo se fecha não se fecha para sempre.

E isso é muito interessante: temos sempre a capacidade de reinventar nosso lar, para refletir melhor certo momento de nossas vidas. Nesse momento, curtir o apartamento tem sido bom. Tenho algumas ideias borbulhando em minha mente, e quando for a hora… podem ter certeza ABSOLUTA que ficarão sabendo de tudo ;)

Até breve… estou sempre por aqui!

Abraços, Thiago S.

Adega vertical

Pouco espaço, muitas necessidades. Grande dilema que faz parte da realidade de muitos de nós. Gosto de pensar assim: a falta de espaço força você a ser… criativo.

Eu queria muito ter uma adega. Primeiro porque, óbvio, sempre tenho uma quantidade razoável de garrafas de vinho em casa e seria legal ter um lugar específico para elas. Segundo porque… elas são lindas, não são?! :)

Quando pensamos em adegas, pensamos basicamente em dois tipos: aquelas tradicionais de carvalho e/ou madeira, em forma de barril; e as climatizadas, mais modernas e sofisticadas:

adegas

As primeiras tem seu charme: remetem ao armazenamento antigo de vinhos em grandes barris de carvalho para seu amadurecimento, e dão um ar bem rústico ao ambiente. Entretanto, essa opção simplesmente não combinaria numa sala com traços mais contemporâneos como a minha, por exemplo (e realmente não há outro lugar onde ela pudesse ficar). As últimas, posso dizer que seriam ‘ideais’ para o armazenamento de garrafas de vinho mais caras, especialmente aquelas que vão ficar armazenadas por um tempo maior: alguns meses, talvez até anos. Vinhos de colecionadores, vinhos que evoluirão com o tempo. Como faço uso do vinho de forma mais ‘despretensiosa’, no dia-a-dia, e para socializar com amigos em jantares informais, não vejo grande necessidade da adega climatizada (pelo menos ainda… quem sabe no futuro? quando tiver um apartamento maior? quando estiver comprando garrafas de 200 reais? rs). Outro fator a ser considerado, contra essa opção, é o consumo de energia (é preciso pesquisar bem qual modelo comprar, e qual seria o impacto dele na sua conta de luz).

Bem, tanto uma quanto a outra opção não me satisfazem plenamente e, mesmo que fosse o caso, eu simplesmente não *teria* onde colocar essas adegas. Em cima do rack? Ficaria estranho. Por onde olhava, ficaria estranho, estranho, estranho.

Então…. o que fazer?

Aí, vendo um daqueles programas americanos de renovação de espaços, vi uma ideia interessante: as garrafas eram dispostas em módulos em uma parede, fazendo parte da decoração. Depois, fui procurar na internet os tais módulos e encontrei:

adega modular parede

Aí você vai colocando quantos forem necessários, dá pra fazer uma parede inteira disso e fica bem legal esteticamente. Em minhas pesquisas, vi também muitos outros modelos de adegas verticais, até que encontrei uma bem simples, mas que dava um efeito muito legal. Vamos ver?

IMG_88741

 

Adorei! Notem que a adega é super clean, não pesa no ambiente; o destaque acaba ficando para as garrafas em si, que viram parte da decoração. E o legal, também, é que aqui ficou super bem casado com os adesivos da cozinha, integrando a sala e a cozinha tematicamente.

E o melhor, sabe onde a adega está? Atrás da porta de entrada, num espacinho que, antes, era completamente morto!

IMG_88751

E, agora, a impressão que fica era que aquele espaço estava esperando por essa adega esse tempo todo (e é essa justamente a intenção por trás de todo problema que eu encontrei aqui no apê até hoje… fazer parecer que era intencional, desde sempre!). Até pensei em colocar duas, uma em cima da outra, mas achei que seria exagerado, pois eu não sou ‘colecionador’ de vinhos, eu compro para beber mesmo, como já disse, no dia a dia. Um tá bom! A adega no detalhe:

IMG_8871

 

Taí, uma solução tão simples, que fez uma grande diferença aqui!

E ah — pra quem estiver interessado, eu comprei a adega através do Mercado Livre; é só procurar por “adega vertical” que vocês vão encontrar essa e outras opções de adegas de parede.

Por hoje é só, pessoal! Gostaram?

Abraços,

Thiago.

 

Se você gostou desse post, também vai gostar de:

Novidades do Apê no Instagram

Queridos leitores, tudo bem?

O post de hoje é um apanhado de algumas novidades que postei recentemente no Instagram do blog (@asagadoapartamento). E por que só lá? Bem, acredito que algumas dessas novidades simplesmente não justificam um post inteiro aqui no blog, então postar a foto por lá e fazer alguns comentários sobre ela já são o suficiente! A conta no Instagram realmente funciona como uma “companhia” para o blog, então o que você vê por lá, não necessariamente verá aqui e vice-versa.

Algumas dessas coisas que vou mostrar agora, eu postei por lá:

adesivo vinho armário

Como vocês talvez lembrem, não é a primeira vez que faço uso de adesivos na decoração. Já usei na sala, como podem ver aqui:

banco alto vermelho

Quando bem escolhidos, os adesivos são muito eficientes pois conferem um ar único a qualquer ambiente.  Mais importante, eles devem refletir algo da personalidade dos donos da casa, das coisas que gostam etc. Colocar um adesivo só porque achou bonitinho não é bom o suficiente. Eles chamam muito a atenção e vão ser notados por qualquer visita.

Bem, como enófilo confesso, sempre tenho várias garrafas de vinho em casa. Sabe aquela história de que uma tacinha de vinho tinto por dia faz bem? É uma máxima aqui. Então foi uma escolha lógica os adesivos com temas de vinho nos armários da cozinha. Simplesmente adorei o resultado.

Usei num dos módulos da cozinha, que tem frente em vidro (acima), e também na bancada que divide a cozinha e a sala de jantar, abaixo:

adesivo vinho bancada

 

Outra coisa que postei por lá, recentemente, foi essa pequena modificação que ficou bem marcante:

instasaga2

Há um tempo atrás falei sobre a nova porta de entrada do apartamento. Ao contrário da anterior, que era pintada com esmalte para madeira, essa nova é toda laqueada. Só que o caixonete continuou pintado com esmalte branco, o que causou uma diferença significativa no tom de “branco”, lado a lado. O branco do esmalte ficava amarelado perto do branco puro da laca.

Então resolvi que, já que não dava pra ficar igual (e não estava disposto a pagar mais 200 reais para um simples caixonete ser laqueado!), faria completamente diferente.  Comprei esmalte cinza (uma latinha de R$15) e eu mesmo pintei o caixonete.

Taí um before and after.

porta entrada   instasaga2

O resultado me agradou muito: o cinza emoldurou a porta, destacando-a ainda mais. E, claro, ele remete à cor de algumas paredes da sala, das cadeiras da sala de jantar e do papel de parede. Ficou bem apropriado.

No Instagram, também posto fotos de pequenas aquisições; do que tem figurado no jardim atualmente, e por aí vai.
  gerberas e kalanchoe   rolhas na decoração

 

Outra coisa que acontece no Instagram (e que não acontece no blog) é o fato de que, por lá, me permito compartilhar ideias e fotos interessantes de outras fontes, ao contrário da proposta do blog, onde foco exclusivamente no meu apartamento, nas minhas fotos, e no que influenciou diretamente as minhas escolhas. Então você vai ver por lá coisas do tipo:

mesinha amarela   estante feita de nichos

E, finalmente, abro também espaço para os próprios leitores compartilharem algumas imagens de seus espaços preferidos em casa. É só marcar @asagadoapartamento em uma de suas fotos no Instagram! :)

 decoração do leitor   decoração do leitor

 

Bem, caros, é isso!

Nos vemos por aqui, nos vemos por lá… :)

Abraços,

Thiago S.

 

O blog no Instagram: @asagadoapartamento

O blogueiro no Instagram: @thisardenberg

A saga do ar condicionado na sala (sem quebra-quebra!)

O post de hoje é dedicado a pessoas que, assim como eu, não conseguem ficar sem uma das maiores invenções do homem: o ar condicionado. Nele, vou responder basicamente duas perguntas: a primeira, se de fato vale a pena investir num ar condicionado portátil como alternativa ao split; e a segunda, como instalar um split sem precisar quebrar parede (o que meio que já responde a primeira pergunta, né?). Também vou falar sobre minha experiência (complicada) comprando nas lojas virtuais PontoFrio.com e CompraCerta.

Vamos lá?

***

6 longos meses. Esse foi o tempo que demorou do momento em que fiz o (primeiro) pedido do ar condicionado para minha sala até a publicação desse post.

Sendo bem realista, parece que está cada vez mais complicado fazer obra no nosso país. É fazer o pedido e rezar para que ele seja entregue no prazo; é rezar também para que não dê nenhum problema, pra não precisar contar com a boa vontade da loja pra realizar a troca. Pagamos, e parece que estão nos fazendo um favor.

E eu, que tinha me programado para passar o verão com a casa climatizada, me vejo publicando esse post… no outono. Legal.

Ainda bem que existe A Saga do Apartamento, minha válvula de escape. Hora do show.

 

Parte I – A novela do ar condicionado portátil

Antes de decidir comprar o ar condicionado split, fiz a compra, através do site Ponto Frio, de um ar condicionado portátil da Olymplia Splendid. Aqui no condomínio, não é permitido quebrar as paredes nem para colocar ar condicionado split, pois ele é em alvenaria estrutural. Logo, descartei a ideia de colocar um split, mas fui atrás da alternativa, pois o calor no RJ já ultrapassou os limites do suportável. E aqui verão é quase o ano todo, afinal.

Então, comprei o ar, e quando chegou, percebi que de ‘portátil’ aquilo não tinha nada.

ar condicionado portatil olimpia splendid

 

Por  fotos promocionais como essa, somos levados a acreditar que o dito cujo não ocupa tanto espaço. Mas não só ele é enorme (tanto em altura quanto em profundidade), como também é muito pesado, o que dificulta demais ficar levando-o de um lado pro outro. Outra coisa: A foto aí de cima nem mostra o tubo enorme que você precisa acoplar no aparelho para fazer a saída de ar quente (a gente sabe que ele existe, mas não tem noção de quanto espaço ocupa). Algo assim:

ar condicionado portatil tubo

Ou seja, no fim, você ainda tem que contar com um espaço extra para poder deslocar o tubo extensor.

E, claro, sem falar que, muitas vezes, vai precisar fazer um furo no vidro (da porta, da janela) para poder fazer a passagem e fixação do tubo. Apesar dessas dificuldades, eu persisti e fiz mesmo assim (entendam que o calor dessa cidade amplamente conhecida como Hell de Janeiro chega aos 50 graus, tá bom pra você?).

Mandei fazer um furo no cantinho da porta da varanda, que fica escondido atrás do sofá:

abertura no vidro

E coloquei o ar condicionado, que tinha 13.000 BTUS, para funcionar. Resultado?

Meu ar condicionado do quarto, de 7.500 BTUS, gelava mais que esse trombolho de 13.000. Esse parecia mais um climatizador que um ar condicionado. Vamos lembrar que o ar condicionado portátil é um produto muito caro, chegando a ser mais caro que um split. Ou seja, se é pra pagar caro, que o produto pelo menos funcione como esperado. Não é o caso.

E, acreditem ou não, na segunda vez que liguei o ar, ele parou de funcionar. Simplesmente. Em retrospectiva, acho que foi melhor assim, caso contrário ainda estaria com aquilo aqui em casa.

Aí o problema seguinte foi lidar com a Ponto Frio, que demorou mais de 2 meses(!!!!!) para recolher o produto defeituoso. Agora você imagina, ficar com algo desse tamanho ocupando precioso espaço em um apartamento e sem funcionar? Liguei para a operadora do cartão, cancelei a compra (porque imagina, ficar esperando eles recolherem um produto para fazer o estorno? E se não recolhessem?) e, muitas semanas depois, o produto foi recolhido. Isso depois de marcarem várias vezes e não aparecerem. E quando finalmente apareceram…. não avisaram. Parabéns pela completa falta de organização e profissionalismo, PontoFrio.com,  perderam um cliente pra sempre.

E depois dessa palhaçada toda, fui atrás da outra alternativa.

*

Parte 2 – Como instalar ar condicionado split na sala, sem quebra-quebra

Como disse antes, só não optei direto pelo split pois o condomínio não permitia quebrar a parede. Entretanto, conversando com um vizinho, conseguimos pensar numa forma de contornar o problema, me aproveitando daquele furo na porta de vidro que fiz.

Comprei o split no Compra Certa. Já havia comprado na loja virtual antes, mas dessa vez eles extrapolaram o prazo significativamente (que já era longo, 25 dias úteis), o que me causou um pouco mais dor de cabeça. Enfim ele chegou, e o que fiz foi o seguinte:

Ao invés de quebrar a parede e esconder a fiação nela, a fiação ficaria, inicialmente, aparente, passando para fora pela abertura existente. Assim:

IMG_7740

 

IMG_7742

E agora ficava faltando pensar na parte estética, sobre como esconder a tubulação aparente.

A primeira coisa que pensei foi fazer uma coluna em gesso. Cheguei até a cotar com alguns gesseiros quanto cobrariam pelo serviço (cerca de R$200), mas eles mesmos me alertaram para o fato de que qualquer manutenção que precisasse ser feita no ar condicionado, a coluna teria que ser quebrada e o serviço refeito.

Decidi, então, conversar com um marceneiro sobre fazer uma coluna de madeira, removível, para esconder a tubulação do ar.

Melhor ideia ever.

split na sala sem quebrar parede

Não só o resultado ficou muito parecido com o de uma coluna de gesso, como também saiu significativamente mais barato, metade do preço cotado com o gesseiro. Podem perceber, também, que já havia uma coluna de gesso horizontal no teto, e essa nova coluna em madeira se assemelha muito a ela, formando meio que uma moldura na parede. Talvez, no futuro, isso possa servir para fazer algo decorativo, pintando essa “moldura” com uma cor diferente, algo do tipo. Quem sabe.

O split, da Consul, tem 18.000 BTUS, e gela muito bem a sala de estar e de jantar, assim como a área da cozinha e o corredor. Se eu deixar a porta do banheiro aberta, ele também fica geladinho. Ou seja, a potência foi suficiente para dar conta do apartamento inteiro, fora os quartos; uma área de 30m2.

Finalmente, preciso falar sobre a condensadora, a parte externa que fica na varanda.

Ela tomou um espacinho precioso na varanda, que não é enorme, mas já que ela ficou justamente embaixo da floreira, resolvi aproveitar a oportunidade pra integrar a condensadora ao ambiente.

disfarçar condensadora split varanda

Gostei muito de como ficou, “parte do jardim”. E mais uma vez a gente vai encarando essas pequenas dificuldades que aparecem, tentando torná-las favoráveis de algum jeito.

Pode parecer tão simples, mas é impressionante o quão complicado pode se tornar algo como instalar um ar condicionado na sala. Espero que com esse post eu possa facilitar de alguma forma a experiência de vocês.

Grande abraço e até a próxima,

Thiago S.

 

 

 

…porque um pouco de cor não faz mal a ninguém!

Oi querid@s, tudo bem com vocês?

O post de hoje é rápido; na verdade, não iria escrever um post sobre o assunto, mas uma leitora me lembrou que as coisas menores também merecem ser compartilhadas. Muitas vezes são elas que fazem a diferença!

Há um tempo atrás, houve um acidente com a prateleira superior da bancada que divide a cozinha da sala. Ela veio abaixo com o peso (única reclamação que tenho em relação aos móveis que comprei na Italínea, até agora), e como consequência a banqueta alta ficou com algumas rachaduras, por causa do impacto com o vidro. Com o tempo, as rachaduras ficaram um pouco maiores, até que decidi finalmente trocá-las.

Cheguei a colocar no carrinho de compras as mesmas banquetas brancas que tinha antes, mas depois pensei: “por que não aproveitar a oportunidade pra mudar um pouco?”. Um pouco de mudança não faz mal à ninguém. Nem um pouco de cor….

O ambiente da minha sala/cozinha é predominante e deliberadamente composto por cores neutras, como o branco, o cinza e o bege, que dão uma sensação de espaço, acalmam, e também conferem um ar mais moderno. Daí resolvi testar puxar uma cor mais forte para quebrar um pouco o clima de paz mundial ali.

Antes era assim….

bancada cozinha americana

Agora ficou assim:

banqueta alta vermelha

Essa foi a foto que compartilhei alguns dias atrás no Instagram do blog (@asagadoapartamento), e que chamou atenção de alguns leitores. Podem ver que a cor é bem marcante e, para potencializar o efeito, tratei logo de achar um jogo americano que combinasse.

banco alto vermelho

 

Pequenos detalhes que fazem uma diferença na impressão final. E o vermelho é ecoado em alguns outros pontos de decoração da sala, como podemos perceber no adesivo das caixas organizadoras. Detalhes, detalhes.

Mês que vem, entretanto, tenho uma novidade bem maior, e acho que vai ajudar bastante gente por aí. Fiquem ligados ;)

 

Abraços,

Thiago.

Instagram @thisardenberg

 

Se você gostou desse post também vai gostar de:

Reavalindo a compra… do piso laminado (Durafloor/ Pallas Dobbin)

saga do apartamento 2 anos

Como vocês podem ver aí no print, há exatos 2 anos eu publicava meu primeiro post aqui, que levava o mesmo nome do blog. Confesso: é estranho reler algo que escrevi aqui antes. Me faz lembrar do quão difícil foi chegar aqui, em casa, no fim do dia, e ver tudo do jeito que está. Ler aquele primeiro post é quase doído, foi uma época bem angustiante. E o blog me ajudou muito a lidar com isso, e me fez conhecer muita gente legal. Como já disse aqui antes, esse mundo dos blogueiros de decoração é um muito delicioso de se fazer parte, são todos como bons vizinhos.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu, essa época parece incrivelmente distante de mim, mas é bom saber que toda a trajetória está aí pra auxiliar quem está passando pela(s) mesma(s) coisa(s).

Me deixa feliz quando me dizem que estou ajudando – bem, obrigado, vocês também me ajudaram muito. E vamos que vamos!

Hoje vou postar algo que já me pediram diversas vezes: uma reavaliação do piso laminado.

* * *

“Reavaliando a compra…” é uma série de posts onde revisito minhas escolhas para o apartamento criticamente, focando na durabilidade dos produtos, na assistência técnica e no suporte pós-vendas das lojas e fabricantes.

FATO: A primeira vez que eu enxerguei meu apartamento como “LAR” foi quando eu vi meu piso laminado, tão sonhado, finalmente instalado. Coisa que eu ilustrei, na época, com essa foto aqui no blog:

carvalho-dover3

Que lembrança boa. Eu sempre soube que queria piso de madeira; mas daí até chegar no modelo específico, e depois finalmente vê-lo prontinho… foi uma longa jornada. Isso tudo vocês podem, se tiverem interesse, ler detalhadamente nos posts onde falo sobre o assunto: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5.

Mas e agora, mais de um ano e meio depois da compra, como eu me sinto em relação ao piso, no dia-a-dia?

***

AVALIAÇÃO #5 : Piso Laminado Durafloor (Linha Studio, Padrão Carvalho Dover)

EMPRESAS RESPONSÁVEIS: Pallas Dobbin (Loja), Durafloor (Fabricante)

TEMPO DE USO: 1 ano e 8 meses

Bem, antes de mais nada: ninguém compra piso para durar um, dois anos. Pois bem, avaliar *de verdade* eu só poderei depois de pelo menos uns 5 anos de uso, mas como sempre me perguntam sobre o que estou achando do laminado, aqui vai essa review, preliminar, da minha experiência com ele até o momento.

Em primeiro lugar, preciso falar sobre a praticidade do laminado, que é uma mão na roda quando falamos de manutenção! A limpeza, conforme indicação do próprio fabricante, era pra ser somente com um pano úmido… e pronto. Por alguns meses eu segui a recomendação, até que um vizinho, que também tinha laminado, me apresentou isso aqui:

destac

Eu não conhecia o Destac, então fui procurar saber do que se tratava. Chequei no site da Durafloor, e vi que eles dão essa informação: “Conforme consta no Certificado de Garantia, o limpador Destac poderá ser utilizado diariamente, porém não deve ser aplicado diretamente no piso, sempre no pano; caso apresente marcas ou manchas, suspender o uso; poderá também diluir na água, pois é um produto como detergente” (Fonte: Durafloor). Já que era recomendado pelo fabricante, resolvi testar.

Adorei o resultado! O cheiro do produto é excelente, lavanda; deixa o apê com leve cheirinho de limpo. E, claro, sendo uma espécie detergente, é ainda mais eficaz na limpeza que simples pano úmido. Tem uma série de produtos Destac, e esse aí em cima é o específico para laminados. Aqui embaixo o piso logo após o Destac ter sido aplicado.

destac aplicado piso laminado durafloor

Bem, agora em relação à resistência/durabilidade do laminado em si, também sou só elogios. Não que ele não arranhe de forma alguma, isso é mentira; mas é muito menos suscetível à arranhões, obviamente, que um piso de madeira, por exemplo. Dependendo da escala de resistência à abrasão (que no mercado brasileiro, entre os pisos laminados, varia de AC-2 para o mais frágil e o AC-5 para o mais resistente), pode ser bem duro. O meu, Durafloor Studio, é um AC-4, e tive só pequenos problemas com arranhões. Vale lembrar que cada linha da Durafloor (e outros) tem uma resistência específica, sendo essa a razão pela qual são direcionadas ao uso doméstico ou público de alto tráfego, por exemplo.

O maior dos problemas que tive foi numa ocasião bem infeliz onde a prateleira que fica acima da minha bancada da cozinha veio abaixo (ela não tinha sido bem afixada pela montadora dos móveis, olha o perigo!), e com ela vieram também taças e outras coisas de vidro. Triste, mas felizmente, pelo menos, ninguém se machucou. Enfim, o impacto foi bem grande, e nas fotos que tirei, os arranhões são imperceptíveis.

E esse foi um caso extremo. Entretanto, acho que a COR que escolhi também favorece isso, disfarça possíveis arranhões.

O piso continua muito bonito e até agora, eu não me arrependo, de forma alguma, de tê-lo colocado. Ainda mais quando o comparando com o porcelanato da cozinha, que dá bem mais trabalho… Mas aí já é assunto pra outro post.

Então é isso, querid@s! Espero que tenha sanado suas principais dúvidas.

Até a próxima, abraços,

Thiago S.

Se você gostou desse post, também vai gostar de: