Retoques na Pintura das Paredes: Erros e Acertos

Drama du jour:

“É errando que se aprende”. Pura verdade. Mas como “quem avisa amigo é”, a gente também sempre pode aprender um pouco com os erros dos outros, né? Vou falar hoje sobre os retoques na pintura das paredes, e algumas soluções criativas para minimizar os probleminhas que tive.

Primeiramente, ninguém me disse que retocar pintura era tão difícil. Será que as pessoas acham que esse conhecimento já vem conosco de nascença, que faz parte do inconsciente coletivo? Só pode ser, porque falei para várias pessoas sobre o fato de que faria alguns retoques e ninguém me avisou dos riscos. Que mesmo usando a mesma tinta, da mesma lata, pouco tempo depois, poderia dar diferença.

Haviam ficado faltando poucas coisas na pintura do apartamento. O último dia em que vi o meu ex-pintor Márcio, ele tinha ficado de voltar para fazer retoques em geral (em volta das tomadas que ainda não haviam sido instaladas; retocar pintura que eventualmente pudesse ser danificada com as obras etc.) Pois bem, depois que eu paguei a ele, nunca mais vi o mesmo, ele só me enrolou e enrolou. Até que parou de me atender.

(fica a dica: nunca pague tudo antes de o serviço completo estar terminado. Se eu tivesse deixado para dar 50 reais que fossem pra ele quando voltasse para fazer os ‘retoques’, aposto que teria sido muito mais fácil.)

Enfim, contratei outra pessoa para realizar o servicinho. Não achei que fosse ser tarefa complicada, pois tinha todo o material que o pintor havia usado. Ingênuo.

A primeira tarefa era pintar o espacinho que ficou sobrando em cima do papel de parede, como podem ver na evolução dessa foto:

Originalmente, esse espacinho de parede não teria nada, como se vê na foto 1. Mas acabou que sobrou um pedaço do papel de parede, que cabia magicamente ali. E o papel era lindo demais para desperdiçar! O problema era que ele não ia até o chão.

Aí tive a ideia de começar o papel de parede não do teto, mas sim um pouco abaixo, como podem ver na foto 2, e, futuramente, cobrir o pedaço restante com a tinta cinza (foto 3), de forma que parecesse que esse era o plano original desde sempre. Até aí tudo bem, não houve grande problema (deu uma diferença na cor, mas quase imperceptível).

O problema começou mesmo quando os retoques precisaram ser feitos por cima da pintura já existente.

Olhem bem essa foto.

Na verdade, nem precisam olhar bem para perceber que toda a área em volta do interruptor, que precisava ser retocada, ficou diferente né. A princípio, eu dei uma surtada quando comecei a perceber que esse tipo de coisa havia acontecido em algumas partes da casa. Pensei, “F&%%@#, vou ter que repintar tudo!”. Mas, no mesmo momento, ainda com o rapaz trabalhando, me forcei a pensar em estratégias não tão radicais para contornar o problema.

E aí, sempre com aquela ideia de que um grande problema pode acabar te dando uma ideia interessante (que você não teria tido de outra forma), lembrei de Friends.

Sim, a série de TV.

Estou falando daquela moldura tão famosa que eles usavam na porta, em volta do olho mágico, lembram?

Isso me lembrou que, hoje em dia, ainda vemos nas revistas de decoração que qualquer coisa pode ser emoldurada – até mesmo o nada (molduras vazias estão super em alta!)

Então peguei um porta-retrato, tirei o fundo dele, e coloquei, só para testar, a moldura em volta do interruptor.

Voilà! Não dava pra perceber mais a diferença! Era cinza fora, cinza dentro, mas não dava pra ver que eram cinzas diferentes rsrs….

No outro dia saí a procura do meu kit moldura:

Não queria pregar a moldura na parede, acho que nesse caso ficaria mais bonito se a moldura estivesse de fato ‘colada’ na parede. Foi assim que, pesquisando na internet, cheguei à fita dupla face para quadros Fixa Forte da 3M (foto acima)São uns quadradinhos dupla face que seguram (bem!) um quadro ou moldura na parede. Claro que se for algo muito pesado, é bom que esteja realmente fixo através do modo tradicional; mas, nesse caso, como era algo bem leve, a dupla face caiu como uma luva.

Já para a moldura em si, passei numa loja de quadros, comprei um porta-retrato com uma moldura branca bonita (achei que faria um contraste legal com o cinza da parede), e depois tirei o vidro, a parte de madeira e o gancho para pendurar na parede. O resultado?

Honestamente? Adorei! Se a meleca da pintura estivesse perfeita, a sala não teria ganho esse detalhe notável.

Ok, menos um problema. Vamos passar então para o problema com a tinta BRANCA. Sim, porque até a tinta branca deu diferença. Impressionante. O rapaz foi retocar algumas falhas causadas por mudanças e etc. e olha como ficou…

Essa primeira foto fica próxima da impressão que tínhamos quando olhávamos para a parede sob incidência da luz. Dava claramente para ver o que estava diferente. E o pior, ele foi retocando tudo né, quarto, sala, e só depois que percebemos que quando batia luz dava diferença. Outro momento TENSO.

Essa parede das fotos, resolvi abstrair, pois o armário esconderá completamente. Resolvo quando pintar o apê de novo, um belo dia. Mas e na sala… no corredor…. onde dá pra ver, abaixo dos quadros, logo que se entra no apartamento?

Não podia ficar daquele jeito. Então pintou uma ideia, que imediatamente sugeri ao ‘pintor’. Primeiro vou mostrar o resultado!

Então, mataram a charada? Se repararem bem, podem notar que há uma ‘faixa’ cortando a parede  logo abaixo dos quadros. Pois bem, novamente, minha ideia foi a de que tudo deveria parecer proposital. Então pedi para ele pintar uma faixa larga, de uns 80 cm, na parede toda. A diferença é bastante sutil, e só pode ser vista de dia. Mas, se alguém de fato notar, pode achar que está assim porque essa era a intenção, como que para brincar com diferentes nuances da mesma cor, entendeu?

Escondeu as pinceladas aleatórias completamente. Fiquei feliz com a ideia. Me ocorreu depois que o pintor deveria ter sugerido algo do tipo, talvez. Ele não é o profissional?

Enfim… acho que é isso. Alguns detalhes não ficaram perfeitos, mas acho que também acabamos focando em detalhes que nem a visita chata observadora seria capaz de perceber. Às vezes temos que relaxar um pouco!

No fim das contas, acho que consegui minimizar bastante os problemas e ainda ganhei um up na decoração. E bola pra frente!

Abraços!

Thiago S.

Se você gostou desse post, também vai gostar de:

A novela dos móveis planejados continua (Mais problemas com a New Móveis)

Queridos e queridas,

vocês não fazem ideia do que estou passando com a New Móveis. Mês que vem faz um ano que comprei os móveis numa loja da rede, e, até hoje, nem sinal deles. Essa novela fica cada vez mais complicada, e vocês vão ficar pasmos ao ler os desdobramentos da história neste post.

Breve recapitulação (expliquei o início mais detalhadamente no primeiro post sobre o assunto, “A novela dos móveis planejados“, há mais de 2 meses): Comprei meus móveis da cozinha, banheiro e quartos entre Junho e Agosto de 2011, numa loja própria da New Móveis em Nova Iguaçu. O prazo de “35 dias úteis” se expirou, e logo começaram as desculpas do gerente Rafael e da responsável pelo setor de entregas, a Andréa. Mentira atrás de mentira: “O problema é o recesso das festas de fim de ano”. “O problema é a fábrica!”. “O problema é a transportadora…”. “O problema é o carnaval!”.

Não, o problema é a loja.

Recentemente, após publicar aqui no blog um post sobre o assunto e enviar mensagens para todos os e-mails que conhecia tanto da New quanto da Unicasa (grupo dono da New, Dellano, Favorita etc.), alguns gerentes de lojas do Rio encaminharam minha mensagem para o supervisor comercial das lojas do Rio de Janeiro, que entrou em contato, e foi bem honesto:

A loja pegou o dinheiro dos clientes e usou para outros fins. O dinheiro não existe mais. O dono não nos dá notícias. Você não tem seus pedidos pagos diante à fábrica (*mesmo eu tendo pago tudo À VISTA no ato da compra!!!*), por isso ainda não recebeu.

Sim, UM PESADELO.

Fui tirar satisfação com o gerente da loja sobre isso, e sabem o que aconteceu? Ele, com a maior cara lavada do mundo, confirmou toda a história. Ou seja, basicamente me disse que tudo que havia me dito era uma mentira atrás da outra, que tudo era desculpa atrás de desculpa.

Sim.

Parece que agora eles estão esperando ou alguém assumir a loja (e consequentemente todo o rombo deixado pelo dono…), ou então a loja vai fechar mesmo, e aí, pelo que entendi, a fábrica UNICASA seria a responsável por entregar os móveis que não foram entregues. Só acredito vendo. Essa semana a loja nem abriu, só estava com esse “comunicado” (com português sofrível; quem pode levar a sério uma loja cujo comunicado formal é escrito sem nenhum tipo de cuidado/polimento/revisão?)

“Desculpe pelo transtorno”?

Não, eu não desculpo por vocês terem pego meu dinheiro e sumido com ele, e por eu estar sem meus móveis até hoje.

E a pergunta que fica: “E enquanto não resolvem isso?”

E enquanto isso, nós continuamos morando no Brasil, nesse país tão maravilhoso onde uma lambança (super eufemismo aqui) dessa não é punida imediatamente, e com todo o rigor que merece. Será que eles não entendem que cada dia que passa é um transtorno extra???

Enfim…. enquanto essa situação não se resolve, eu tenho a primeira audiência de “conciliação” marcada para julho. Vamos ver no que vai dar. Espero que a justiça seja feita.

Mas aqui é difícil se manter esperançoso.

É, blogosfera, fiquem ligados. Os mantenho informados sobre New, Unicasa e todo o mais. Vamos ver se vão de fato me ajudar ou só me enrolar mais, como já fizeram os lojistas.

Até breve,

Thiago.

P.S. Toda vez que vejo, através das estatísticas do site, que alguém digitou no Google “New Móveis” e foi redirecionado para meu blog, fico um pouquinho mais feliz. Estou fazendo meu trabalho, minha voz está sendo ouvida. E se souberem de alguém que pode se interessar em ouvir esse depoimento, avisem, divulguem, compartilhem!

Quadros para o Corredor

Outro dia, passeando por um shopping carioca, me deparei com 3 quadros muito interessantes. Eles faziam parte da mesma série, e cada um ilustrava um ponto de referência de 3 cidades diferentes: A Estátua da Liberdade em NY, o Big Ben em Londres, e o Cristo no Rio.

O que me chamou atenção, entretanto, foi a forma como eles eram apresentados: Víamos apenas a silhueta de cada um, com uma lua impossivelmente grande projetada atrás de cada ponto. Os quadros também faziam um interessante jogo de sombras: As atrações e o fundo pertencem à camadas diferentes do quadro, de forma que a atração projetava uma sombra real no fundo da foto. Muito legal. Os quadros poderiam ser utilizados tanto individualmente quanto juntos.

Parei, achei legal, e prossegui meu caminho. Até então não tinha me atentado para a necessidade de quadros no apê, estava priorizando as coisas maiores. Quando cheguei em casa, naquele dia, lancei um olhar diferente para ele. Só conseguia ver o grande vazio no corredor, e em cima do sofá. Mais nada! Nada de papel de parede ou espelhão ou qualquer outra coisa, só o vazio nas paredes! (meio psicótico, eu sei rs)

Resolvi que voltaria no shopping outro dia para buscar os quadros. Nisso, se foram 2 fins de semana. Claro que, ao voltar no shopping, imaginei, “alguém deve ter comprado”. Sabe como são essas coisas né? Se você não está interessado em algo, pode passar um ano inteiro numa loja que aquilo vai estar lá. No momento que você decide comprar, o negócio é comprado sem previsão de retorno ao estoque.

Não foi exatamente assim com os quadros. Dos 3 que vi, ainda havia dois disponíveis; mas o preço estava mais caro. Mais caro do tipo “comprando esses dois, daria para ter comprado os 3”. Olhei, olhei, olhei. Fui informado que esses eram os últimos e não deveriam receber mais da série. Pensei, saí da loja. Meu impulso inicial era, não vou pagar mesmo! Fiquei um pouco decepcionado pois já tinha em mente os 3. Sem falar no preço! Pagar por algo que você sabe que era mais barato dói!

Fui em outra loja de quadros. Mas sabe como é, né, eu sabia muito bem o que queria. Resolvi deixar o orgulho de lado e ir lá buscar o que já era meu. Já tinha deixado os quadros passarem uma vez; se deixasse agora, sempre iria ficar pensando nos “quadros que ficaram para trás!”

Comprei os quadros. Meu corredor é outro… agora tem identidade!

Notem a tal sombra que eu tinha mencionado anteriormente. O fundo fica numa camada diferente do primeiro plano (com o Big Ben), que projeta uma sombra na lua. Agora mais de longe:

… e agora o de New York…

Teria me arrependido muito caso não tivesse os comprado. Gosto de tê-los no corredor não só porque achei-os bonitos, mas também porque amo viajar, e esses quadros me lembram momentos maravilhosos. Acho que qualquer coisa que decidimos ser boa o suficiente para colocarmos na parede de nossas casas deve refletir um pouco do que/como somos e do que gostamos. É como se fosse uma frase impressa na parede, e ela fala um pouco sobre você. Então é bom que você goste (e muito) da ‘frase’. Bem, pelo menos é como eu vejo  🙂

E agora os quadrinhos no lugar– porque detalhes fazem a diferença.

Moral da história: Passou na loja, se apaixonou perdidamente por algum item qualquer? Compre-o, mesmo que esteja fora de seus planos imediatos. Ainda mais se for algo assim, mais difícil de achar. Pode ser que você não tenha outra oportunidade de ter aquele lindo quadro ou que quer que seja na sua casinha. É isso!

Think about it.

Thiago S.

Se você gostou desse post, também vai gostar de:

Persiana INOX

Hoje o post vai ser breve, mas, antes de irmos ao assunto principal, deixa só eu dizer que estou muito feliz e surpreso em ver como o blog está crescendo! Tivemos essa semana, pela primeira vez, mais de 1.000 acessos num único dia. Quando comecei a escrever o “A Saga do Apartamento“, eu não tinha ideia se daria conta de decorar minha casa por conta própria, sem ajuda profissional. Hoje já recebi convites para decorar apartamentos de outras pessoas. Hora de mudar de profissão, será?! hahaha Até parece.

Obrigado pelas visitas!

Hoje estou passando mesmo para mostrar rapidinho as persianas do meu quarto. Recentemente instalei a Persiana Romana na Sala, como mostrei no post anterior, e, como uma coisa acaba levando à outra, acabei resolvendo também escolher logo a persiana do meu quarto (já estava cansado do papel alumínio provisório colado nos vidros da janela).

Gosto de persianas. Acho fácil de limpar, acumula menos poeira, e, esteticamente, acho que dá um ar mais leve que as cortinas. Para a do meu quarto, queria fugir do branco, pois ele já prevalece nos móveis; e também precisava combinar com o azul da parede principal. Depois de estudar a paleta de possibilidades de cores, resolvi ficar com a cor estilo INOX, que é metalizada. É bem bonita, brilha bastante, e combina com outros elementos do quarto.

Gostei também do efeito que o espelho do Roupeiro deu, parece que a janela (e a persiana) se ampliou, como vocês podem perceber acima. E no detalhe….

É possível encontrar persianas desse estilo em grandes lojas como a ETNA, mas com certeza as cores serão ou branco ou bege ou cinza (fosco). E também tem a questão das medidas, que podem não atender a suas necessidades plenamente. De qualquer forma, vale a pena dar uma pesquisada.

Essa persiana foi feita sob medida na Decorarte de Nova Iguaçu, mesma loja onde fiz a Persiana Romana e o Papel de Parede. Achei que ficou bem bonita, gostaram?

Grande abraço e até a próxima!!

Thiago

Se você gostou desse post, também vai gostar de:

E não esqueçam de participar da nossa promoção: