Organizando o Open House, parte 1: Quem/Como/Quando convidar + O Que servir

Dia de gala no “A saga do Apartamento”.

Recentemente, abri as portas da minha simple home for two para meus amigos pela primeira vez. Sim, tem bastante coisa para contar. Desde o planejamento das festas – no plural, pois seria impossível ter um único open house  considerando nosso espaço – passando por escolha de cardápio até a decoração da casa. Como não quero passar batido por nada, resolvi desmembrar o post, que estava ficando gigantesco, em dois.

Nesse primeiro post, falarei um pouco sobre Open Houses em geral (até porque acho que estarei expandindo um pouco o conteúdo do que já vi na internet, que me pareceu um pouco repetitivo e formalzinho demais). Falarei também sobre convites e lista de convidados e, por fim, sobre o cardápio do evento.

I

Open House – O que é? Quando fazer?

Desde que compramos nosso novo apartamento ou casa, acho que já imaginamos o momento em que tudo estará pronto para começar a receber os amigos. É a melhor fase! Geralmente esse intervalo leva mais tempo do que o planejado, pois sempre há coisas que fogem do nosso controle e acabam atrasando os planos.

Então fica a pergunta: Qual o momento certo para chamar as pessoas para o Open House, uma espécie de “inauguração social” de sua casa? Bem, a resposta é que não há resposta certa para a pergunta, mas acredito que é melhor segurar um pouco a ansiedade, e dispor pelo menos de uma estrutura básica para receber seus convidados confortavelmente.

Quando falo de estrutura, penso em: Há lugares suficientes para todos, mesmo que forem ficar sentados o tempo todo? Há lugar onde poderei servir as coisas? Há equipamento para entreter meus convidados? Esse tipo de coisa. Se as respostas são sim, você já pode começar a pensar no Open House. Caso não, talvez seja melhor esperar mais um pouco.

Isso não quer dizer que sua casa precise estar totalmente decorada, com todos os acabamentos perfeitos, e com todos os móveis e eletrodomésticos. Pouca diferença fará uma lavadora, uma estação de trabalho, ou um quadro no corredor em termos de Open House. Afinal, o Open House é uma celebração bem informal, onde você traz à sua casa seus amigos mais próximos; gente que, com certeza, retornará à sua casa posteriormente, e que vai gostar de notar as “novidades”.

II

Listas de Convidados, Convites e Listas de Presentes

Algo primordial no planejamento de um Open House é a lista de convidados. Tenha em mente sempre o número exato de lugares que você dispõe em sua casa, e evite chamar muito mais que esse número. Por exemplo, em meu apartamento tenho 12 lugares: sofá que cabem 4 pessoas, 4 cadeiras da mesa, e 4 banquetas – 2 na varanda e 2 na sala. Nenhuma lista de convidados que planejei excedeu 12 pessoas. Claro que nem todos ficarão sentados o tempo todo, mas você não quer que seus convidados temam ir no banheiro e ficar sem lugar o resto da festa, quer? E outra coisa – gente demais dá a sensação que o espaço é menor do que é.

Com isso em mente, pensei não em um, mais sim 3 Open Houses para meus amigos. Três círculos de amigos diferentes. Algo do tipo “amigos do trabalho”, “amigos da faculdade”, “amigos da escola” etc. Lembrando, claro, que você não precisa, nem tem a obrigação de, chamar todo o pessoal do seu trabalho, por exemplo. Chame apenas os mais próximos, e que se dão entre si; afinal, como é algo bem intimista, você não vai querer criar climão.

Pode parecer muita coisa, mas acredite, é perfeitamente possível com um pouco de planejamento, como vocês vão ver!

Agora que você já tem a sua lista de convidados, é hora de… convidá-los, oras. Mas como? Sendo evento informal, o Open House não requer um convite impresso, mas, se você quiser impressionar, bem, não há problema algum. Numa era de Facebook, entretanto, é muito simples criar um evento e adicionar seus convidados. O Facebook é também uma boa ferramenta pois permite que o convidado confirme ou não sua presença com antecedência, o que é essencial para seu planejamento. Inclusive, você pode pedir para seus convidados que RSVP até determinada data.

Tanto por Facebook quanto por e-mail, você pode personalizar um pouco mais o convite, adicionando uma imagem como essa, que encontrei na internet, e personalizei com meu próprio texto.

Pode também imprimir a própria imagem num papel apropriado e enviar aos seus amigos; ou, ainda, se preferir, pode convidá-los até mesmo por telefone, ou pessoalmente. É informal assim!

Agora, como puderam notar na imagem do convite modelo, há o “nossa lista de presentes” no convite. Já li na internet que Open House não se deve fazer lista de presentes. Bem, pensemos um pouco. A pessoa está te convidando para uma festa de inauguração na casa dela, com comes e bebes por conta dela. Mesmo que não houvesse lista de presentes, acho que nunca teria coragem de chegar de mãos vazias no evento. Já participei de alguns Open House, e é muito mais fácil quando o anfitrião disponibiliza a lista, pois aí você sabe o que de fato ele precisa. E, sem falar que, você pode fazer dos próprios presentes uma fonte de entretenimento, com brincadeiras tipo “descubra o que é” etc.

Agora: Talvez esse ‘não’ à lista se aplique caso o casal tenha se casado, e os convidados já deram seus presentes de casamento. Aí, de fato, uma nova lista de presentes não seja realmente de bom tom, ficando a critério dos convidados trazer algo ou não. Mas, como no meu caso e de muitas outras pessoas não tem casamento na jogada, então sim, há lista sim.

III

Cardápio do Open House

Na hora de escolher o cardápio, praticidade impera. É recomendável que você planeje o tipo de comida que seus convidados possam servir-se a qualquer momento, e que não te impeça de estar interagindo com todos durante o evento. Lembre-se, esse é um momento seu, e você tem que aproveitar tanto quanto seus convidados!

Vou dar uns exemplos práticos do que servi no(s) meu(s) Open House, para ilustrar:

a) Tábua de Frios – é uma mão na roda. Não só funciona como perfeito tira gosto, mas, se bem arrumada, também deixa a mesa muito bonita. Gostaria de poder dizer que eu mesmo arrumei essa belezura aí embaixo, mas não tenho tanta habilidade com frios! Encomendei a tábua na Art Pão.

b) Antepasto de Berinjela – Muito fácil fazer! São berinjelas cortadas em tirinhas; passas brancas; pimentão vermelho também cortado em tiras; azeitonas pretas sem caroço fatiadas; sal, vinagre e orégano à gosto; banhados pelo menos 250ml de azeite. É prático mesmo, e as pessoas ADORAM! Fica uma delícia mesmo, com uma torradinha…

c) Batatinha Calabresa – Fora a apimentada receita tradicional (que pode ser encontrada facilmente na internet) há um ingrediente extra na nossa receita: bacon!

f) Torta capixaba. A torta é uma delícia de frutos do mar, com recheio de camarão, siri, bacalhau e caranguejos desfiados. Cortesia da minha tia, uma chef de mão cheia! A torta foi cortada e servida em pratinhos pequenos, para todos experimentarem.

e) Tortas diversas; cortadas em quadradinhos, no convidativo estilo “pegue um guardanapo e sirva-se”

f) Pãezinhos recheados, alternativa prática para os salgadinhos. Não há a preocupação de ter que servir na hora com medo de esfriar.

g) Licuada (ou clericot); a licuada foi uma bebida que experimentei em Punta del Este, e adaptei aqui. É uma sangria com vinho branco e frutas cortadas (da sua preferência; mas combina bastante com morangos, maçãs e kiwis, por exemplo!). Sucesso entre os convidados!

h) Caipivodkas (com Absolut edição limitada, porque meus amigos não são muito chegados em cerveja, então caprichei nos drinks!)

i) Brigadeiro de colher. Até a sobremesa segue a regra da praticidade. Todo mundo adora o brigadeiro, e faz uma vista legal na mesa. Esse brigadeiro foi feito no microondas, e ficou uma delícia! Num pote de vidro fundo, coloque os ingredientes (achocolatado, leite condensado, manteiga), misturando-os bem até ficarem homogêneos. Leve ao microondas por dois minutos, tire, misture bem, e depois leve ao microondas por mais 1 minuto e meio. Pronto. O brigadeiro deve ser colocado imediatamente nos copinhos, antes de esfriar!!!

Bem, essas são algumas ideias… Por hora, ficamos por aqui; numa outra oportunidade, vou voltar a falar sobre Open House, só que focando na decoração, em como receber os convidados etc.

Espero que aproveitem as dicas!

Thiago

Leia também a continuação desse post:

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Escolhendo o Centro de Mesa: Vaso com Flores

Olá, blogosfera!

Hoje vou mostrar pra vocês como ficou a mesa de jantar com o centro de mesa eleito, mas antes irei mostrar rapidinho algumas outras opções que considerei antes de tomar minha decisão.

Pelo que tenho visto, a opção mais manjada usada é a fruteira. Não quero desmerecê-la, pois vi algumas fruteiras bem bonitas nas minhas andanças por lojas de decoração… Prefiro algo assim:

Linhas um pouco mais retas, que conferem ar mais moderno. Ainda assim, queria fugir um pouco do lugar-comum, então fui atrás das outras opções.

Temos também aqueles pratos com objetos decorativos. Algo nessas linhas:

Confesso que gostei inicialmente da ideia, pois essas bolas decorativas remetem diretamente ao pendente que fica em cima da mesa de jantar, tem o mesmo efeito craquelado no vidro.

Outra opção que, na teoria, me agradava, eram os castiçais de cristal e candelabros.

Só que na prática, não consegui achar nenhum pelo qual tenha me apaixonado, sabem como é…  A maioria que vi, tive a impressão de que eram ornamentados demais, ficando fora de sintonia com todo o resto do espaço.

Foi então que, numa dessas lojas, vi um maravilhoso arranjo com rosas brancas, que me chamou atenção à ponto de parar pra admirar. A verdade é que não sou fã de flores artificiais, e nem havia considerado esta como uma opção em momento algum. É difícil encontrar flores artificiais que realmente chamem a atenção por sua beleza; na maioria das vezes, só consigo pensar, “que coisa mais fake!”

Não era o caso desse arranjo. As flores e folhas pareciam incrivelmente naturais, e, em conjunto com o vaso de cristal, ficava uma peça realmente bonita de se admirar. O engraçado é que eu fiquei pensando, “ah, mas onde vou colocar isso….”. Nem me toquei que poderia colocar ali mesmo no centro da mesa (que era o que estava ali pesquisando)!!!

Quando me deu o estalo, perguntei para a vendedora o que ela achava da ideia, se achava que ficaria legal. Com o incentivo dela… resolvi que esse seria meu centro de mesa.

É engraçado como suas respostas estão onde menos se espera! Nem havia pensado em flores, em vaso para plantas… Mas agora, faz absoluto sentido que seja esta a peça escolhida, deu muita vida ao lugar, e, como vou mostrar, ainda brincou com o papel de parede.

Vamos primeiro para o detalhe do vaso….

… bem legal, né? O dia que quiser dar uma mudada, posso comprar algumas naturais e colocar ali, em ocasiões especiais…

E as flores em si…

… muito bonitas, né? Vou confessar que não foram baratinhas não, mas acho que o produto final valeu a pena.

E também, como podem ver na próxima foto, as folhas acabaram funcionando quase que como um espelho do papel de parede! Tenho que dizer que isso nem foi planejado, mas que quando percebi isso no apê, fiquei muito satisfeito!

Então, decorar também é isso, ser surpreendido de vez em quando, ter uma opinião que não é inflexível, podendo aceitar que há ideias mais interessantes do que as que você pode ter pensado inicialmente por aí…

Bastar estarmos atentos!

E esse é o centro de mesa. Espero que tenham gostado!

Abraços!

Thiago S.

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Decorando o Rack: Mini-Bar, TV Ambilight, Livros, Mala decorativa etc.

Num apartamento com dimensões não tão generosas como o meu, quanto menos móveis, melhor. E eu respeitei a regra firmemente: o único móvel da sala de jantar é a mesa; o único móvel (fora o sofá) da de estar é o rack. O resultado eu vejo quando entram aqui e falam: “nossa, mas é bem espaçoso!”. Menos… é mais.

Mas, como consequência, os móveis que existem (como o rack) acabam tendo que acumular funções de outros móveis. Afinal, já se foi o tempo em que a maioria das casas e apartamentos tinha espaço para aquela lindíssima cristaleira… ou aquele bar monumental. Na casa de meus pais tinha um bar lindo, e olha que eles nem eram lá tão chegados a uns ‘bons drinks’ como eu.

Minha ideia inicial era comprar um barzinho como esse da ETNA ou Tok&Stok:

O problema é que, por menores que sejam, ainda ocupam espaço precioso. Eu fiz uma escolha: meu sofá, suuuuper confortável e espaçoso, onde cabem 4 pessoas, ocupa exatamente o espaço da parede onde ele fica. Já o rack, sóbrio, baixo e em linhas retas, também faz isso. Por mais satisfeito que esteja com as escolhas, tenho que lidar com o fato de que não há mais espaço para nada ali.

Pensei em transferir para a área de jantar; ainda que haja espaço ali, acho que o espaço não iria “respirar” tão bem. Não queria aquela coisa de “ah, vou chegar um pouquinho pra cá, me apertar um pouquinho ali” na sala.

Resultado: Risca o móvel bar das opções, e vamos pensar num mini-bar sobre o rack.

Como disse, eu gosto das minhas bebidinhas. Então não queria uma bandeja que fosse meramente um enfeite, algo que existe puramente para embelezar. Queria uma bandeja espaçosa, onde eu de fato pudesse acomodar algumas bebidas.

E foi na ETNA mesmo que eu encontrei essa linda bandeja, num material que parece courino, com o mesmo tema de ‘viagens’ que está se tornando recorrente na decoração.

O preço estava bom, o tamanho era ideal, então não pensei duas vezes. Achei minha bandeja. E, finalmente, com as bebidas e copinhos decorativos no lugar, eis meu mini-bar:

Deu pra colocar bastante coisa, né??! Ali temos 4 garrafas de vodka, 2 de licor, 1 de cosmopolitan e 1 coqueteleira, fora o conjunto de copinhos em baixo à esquerda, o baldinho de gelo, e os copinhos à direita.

Ok! Mini-bar, check.

Agora vamos para o outro lado do rack, onde coloquei os livros de mesa (ou coffee table books).

Esses livros geralmente tem capa dura e edições caprichadas, e contém muitas ilustrações. Isso porque uma visita não vai parar para ler, por exemplo, o primeiro capítulo do seu livro preferido… a ideia é que a pessoa possa abrir numa página qualquer, folhear, e apreciar o trabalho da mesma forma.

Claro, se optar por utilizá-los, use livros cujo assunto lhe interesse bastante, afinal, estará na sua SALA, e todos verão aqueles livros.

No meu caso os eleitos foram “Art: The Definitive Visual Guide“, “New Orleans: Authentic Recipes Celebrating the Foods of the World” e “Fashion Now 2” da Taschen. Todos temas que eu me interesso: arte, culinária e viagens (New Orleans, meu lugar preferido no mundo), moda.

Vocês podem perceber que logo ali, atrás da Torre Eiffel, tem uma luz avermelhada, certo? A luz não é da Torre, nem de um abajur. Ela vem… da TV!

Trata-se do efeito Ambilight da Philips, conhecem?

Atrás da TV, há dois painéis de luzes LED, que projetam na parede as cores que estão aparecendo na tela. Por exemplo, se está vendo uma partida de futebol, sua parede ficará toda verde…. se está vendo um programa sobre o fundo do mar, sua parede ficará azul. É um movimento dinâmico muito interessante que amplia a imagem da TV.

E, se a TV está desligada, você pode muito bem deixar o Ambilight ligado, fazendo da TV uma espécie de abajur. Vejam num ambiente totalmente escuro como fica:

Você escolhe a cor do Ambilight também. Acho válido! Fica bem bonito.

Certo…. Agora para a parte inferior do rack!

Num dos cantinhos, uma lembrança de viagem:

Aposto que vocês não sabe o que isso era originalmente. Mero enfeite? Não. Talvez a foto a seguir dê uma luzinha….

Repararam que há um buraquinho nesses balões? Pois então… ali é onde você encaixa…. o canudo! Sim, esse balãozinho é vendido na frente do Casino Paris Las Vegas, no bar! Vocês não tem noção da quantidade de Piña Colada frozen que cabe aí dentro! É pra dividir com mais 2 amigos numa boa! Toda a parte de dentro é oca, muita gente acaba usando como potinho para biscoitos etc. Eu resolvi usar como decoração! O balãozinho remete ao próprio cassino:

E, do outro lado do rack, a linda mala que ganhei de presente de uma tia!

Essa mala (de madeira, muito pesada) é só pra decorar mesmo, mas é tão linda que deveriam fazer uma versão “mala de mão” dela! Adorei o padrão dela, que é revestida de couro, e combinou com tudo ali: com o vidro do rack, com a bandeja do mini-bar, até com o chão. E também remete, novamente, à ideia de viagens. Aproveitei para guardar ali dentro justamente os álbuns de fotos!

Sim, porque eu gosto de revelar fotos ainda! Estou na minoria, eu sei, mas para mim não é a mesma coisa ver fotos no PC e ver fotos num álbum legal…. Sempre tive o hábito de revelar e o mantive.

Bem, enfim, é isso! Espero que tenham gostado de como ficou o rack! A palavra de ordem era funcional, mas acredito que consegui deixar bem organizado e bonito também!

Uma foto dele por inteiro para terminar:

Abraços e até breve!

Thiago S.

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