Reavalindo a compra… do piso laminado (Durafloor/ Pallas Dobbin)

saga do apartamento 2 anos

Como vocês podem ver aí no print, há exatos 2 anos eu publicava meu primeiro post aqui, que levava o mesmo nome do blog. Confesso: é estranho reler algo que escrevi aqui antes. Me faz lembrar do quão difícil foi chegar aqui, em casa, no fim do dia, e ver tudo do jeito que está. Ler aquele primeiro post é quase doído, foi uma época bem angustiante. E o blog me ajudou muito a lidar com isso, e me fez conhecer muita gente legal. Como já disse aqui antes, esse mundo dos blogueiros de decoração é um muito delicioso de se fazer parte, são todos como bons vizinhos.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu, essa época parece incrivelmente distante de mim, mas é bom saber que toda a trajetória está aí pra auxiliar quem está passando pela(s) mesma(s) coisa(s).

Me deixa feliz quando me dizem que estou ajudando – bem, obrigado, vocês também me ajudaram muito. E vamos que vamos!

Hoje vou postar algo que já me pediram diversas vezes: uma reavaliação do piso laminado.

* * *

“Reavaliando a compra…” é uma série de posts onde revisito minhas escolhas para o apartamento criticamente, focando na durabilidade dos produtos, na assistência técnica e no suporte pós-vendas das lojas e fabricantes.

FATO: A primeira vez que eu enxerguei meu apartamento como “LAR” foi quando eu vi meu piso laminado, tão sonhado, finalmente instalado. Coisa que eu ilustrei, na época, com essa foto aqui no blog:

carvalho-dover3

Que lembrança boa. Eu sempre soube que queria piso de madeira; mas daí até chegar no modelo específico, e depois finalmente vê-lo prontinho… foi uma longa jornada. Isso tudo vocês podem, se tiverem interesse, ler detalhadamente nos posts onde falo sobre o assunto: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5.

Mas e agora, mais de um ano e meio depois da compra, como eu me sinto em relação ao piso, no dia-a-dia?

***

AVALIAÇÃO #5 : Piso Laminado Durafloor (Linha Studio, Padrão Carvalho Dover)

EMPRESAS RESPONSÁVEIS: Pallas Dobbin (Loja), Durafloor (Fabricante)

TEMPO DE USO: 1 ano e 8 meses

Bem, antes de mais nada: ninguém compra piso para durar um, dois anos. Pois bem, avaliar *de verdade* eu só poderei depois de pelo menos uns 5 anos de uso, mas como sempre me perguntam sobre o que estou achando do laminado, aqui vai essa review, preliminar, da minha experiência com ele até o momento.

Em primeiro lugar, preciso falar sobre a praticidade do laminado, que é uma mão na roda quando falamos de manutenção! A limpeza, conforme indicação do próprio fabricante, era pra ser somente com um pano úmido… e pronto. Por alguns meses eu segui a recomendação, até que um vizinho, que também tinha laminado, me apresentou isso aqui:

destac

Eu não conhecia o Destac, então fui procurar saber do que se tratava. Chequei no site da Durafloor, e vi que eles dão essa informação: “Conforme consta no Certificado de Garantia, o limpador Destac poderá ser utilizado diariamente, porém não deve ser aplicado diretamente no piso, sempre no pano; caso apresente marcas ou manchas, suspender o uso; poderá também diluir na água, pois é um produto como detergente” (Fonte: Durafloor). Já que era recomendado pelo fabricante, resolvi testar.

Adorei o resultado! O cheiro do produto é excelente, lavanda; deixa o apê com leve cheirinho de limpo. E, claro, sendo uma espécie detergente, é ainda mais eficaz na limpeza que simples pano úmido. Tem uma série de produtos Destac, e esse aí em cima é o específico para laminados. Aqui embaixo o piso logo após o Destac ter sido aplicado.

destac aplicado piso laminado durafloor

Bem, agora em relação à resistência/durabilidade do laminado em si, também sou só elogios. Não que ele não arranhe de forma alguma, isso é mentira; mas é muito menos suscetível à arranhões, obviamente, que um piso de madeira, por exemplo. Dependendo da escala de resistência à abrasão (que no mercado brasileiro, entre os pisos laminados, varia de AC-2 para o mais frágil e o AC-5 para o mais resistente), pode ser bem duro. O meu, Durafloor Studio, é um AC-4, e tive só pequenos problemas com arranhões. Vale lembrar que cada linha da Durafloor (e outros) tem uma resistência específica, sendo essa a razão pela qual são direcionadas ao uso doméstico ou público de alto tráfego, por exemplo.

O maior dos problemas que tive foi numa ocasião bem infeliz onde a prateleira que fica acima da minha bancada da cozinha veio abaixo (ela não tinha sido bem afixada pela montadora dos móveis, olha o perigo!), e com ela vieram também taças e outras coisas de vidro. Triste, mas felizmente, pelo menos, ninguém se machucou. Enfim, o impacto foi bem grande, e nas fotos que tirei, os arranhões são imperceptíveis.

E esse foi um caso extremo. Entretanto, acho que a COR que escolhi também favorece isso, disfarça possíveis arranhões.

O piso continua muito bonito e até agora, eu não me arrependo, de forma alguma, de tê-lo colocado. Ainda mais quando o comparando com o porcelanato da cozinha, que dá bem mais trabalho… Mas aí já é assunto pra outro post.

Então é isso, querid@s! Espero que tenha sanado suas principais dúvidas.

Até a próxima, abraços,

Thiago S.

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Dividindo ambientes com luz

O post de hoje é diferente dos demais pois está sendo publicado no mesmo dia em que comecei a escrevê-lo: quis logo compartilhar com vocês o que aconteceu quando resolvi trocar a lâmpada do pendente da sala de jantar.

Quando me mudei, não pensei duas vezes antes de comprar somente as lâmpadas fluorescentes para o apartamento, por uma série de vantagens que já estamos cansados de saber (menos gasto de energia e maior vida útil, por exemplo). Só que essas lâmpadas tem uma simples desvantagem: deixam o ambiente menos acolhedor que as tradicionais lâmpadas incandescentes.

Daí que, um belo dia, ao sair da casa de um vizinho que usa as lâmpadas tradicionais e ser surpreendido com o contraste de luminosidade entre nossos apartamentos, resolvi ir atrás de outras lâmpadas, para, pelo menos, testar o efeito que causariam aqui.

Testei a luz incandescente em cada ambiente, mas, por fim, resolvi manter as fluorescentes em seus devidos lugares. Acabou que achei que a luz não estava de acordo com o estilo do apartamento. Isso é, exceto em um lugar: na sala de jantar.

Assim que eu troquei a lâmpada e a acendi, o ambiente se transformou com.ple.ta.men.te. Foi como se eu estivesse vendo aquela sala do jeito que era pra ser vista, pela primeira vez. Fiquei, literalmente, boquiaberto.

Bem, a sala antes, como já mostrei aqui algumas vezes, ficava assim…

pendente sala de jantar lampada fluorescente

… e eu realmente acho que ela tinha seu charme exatamente assim, desse jeito.

Mas vamos ver a sala agora?

sala de jantar nova

Não sei se consegui captar exatamente o “feel” do lugar (a câmera deixa a luz mais ‘branca’ do que é, também). Mas ficou completamente diferente, muito mais intimista que antes. Claro que esse efeito foi causado, em grande parte, pela luminária. O pendente craquelado agora projeta sombras por toda a sala de jantar, criando um clima único. Antes, com a luz fluorescente, o mesmo não acontecia, era uma luz bem difusa.

Como disse, essa foi a única lâmpada que troquei, e resolvi deixar as outras fluorescentes. Imaginei que pudesse ficar estranho, mas até gostei do resultado, pois a luz da sala de jantar demarca exatamente o que é a sala de jantar e o que não é. O ambiente ganhou uma interessante divisão natural, vejam:

divisao sala de jantar sala de estar

É interessante lembrar que há diferentes formas de delimitar ambientes, sem separá-los com barreiras físicas (divisórias, paredes, biombos etc.). Pisos diferentes, tapetes, tetos e até a iluminação podem setorizar cada ambiente, mostrando o que é o que, dividindo por função. E claro, isso é bom pois evita que os espaços pareçam menores do que são, coisa que acontece com as barreiras físicas.

Por fim, também é preciso mencionar o fato de que há lâmpadas fluorescentes que produzem uma luz branca “quente, remetendo às lâmpadas incandescentes tradicionais. Não é difícil encontrá-las em lojas de decoração. Cheguei a testar a luz amarela fluorescente no pendente da sala de jantar, e, realmente, o ambiente ficou mais aquecido, só que sem o efeito de sombras que tanto gostei com a luz incandescente. Mas para a varanda, por exemplo, resolvi trocar para a fluorescente amarela, pois dá um acolhimento maior e é mais econômica.

Mas enfim, o que vale é conhecer as opções, testar, e analisar o que mais tem a ver com o que você quer para o ambiente. Recomendo mudar: você pode se surpreender com o que vai acontecer!

Abraços,

Thiago S.

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