Reavaliando (e Reformando) o Roupeiro do Quarto

Hoje escrevo um pouco sobre a compra do Roupeiro do meu quarto, em mais um capítulo da série “Reavaliando a Compra…”, onde lanço um olhar, em retrospectiva, sobre algumas das escolhas que fiz para o apartamento. O foco aqui é a durabilidade dos produtos, assistência das lojas no pós-vendas e satisfação de forma geral.

Vamos lá?

 

AVALIAÇÃO #10 : Roupeiro Branco em MDF/MDP com Espelho (Referência: Ônix)

EMPRESAS RESPONSÁVEIS: Móveis Europa (Fabricante) / Kasamix (Loja)

TEMPO DE USO: 2 anos e 3 meses até a publicação do post

 

Em primeiro lugar, preciso lembrar que a razão pela qual escolhi comprar um Roupeiro pronto (e não fazê-lo planejado) foi, principalmente, o fato de que tinha tido uma experiência péssima com móveis planejados. Todo mundo já sabe, certo? Então, queria a certeza de um prazo de entrega bem menor, e saber que o produto estava em estoque imediatamente.

E lá fui eu correr atrás de alguns roupeiros prontos. O modelo que escolhi, por fim, foi esse, da Móveis Europa:

roupeiro branco espelhado

E o roupeiro, preciso dizer, se adequou bem às minhas necessidades: era branco e bem neutro; tinha portas de correr espelhadas que davam amplitude ao ambiente; era do comprimento e largura ideais; e tinha um cabideiro bem amplo dos dois lados.

Entretanto, demorou menos de um ano para eu perceber que a qualidade de alguns acabamentos era abaixo do esperado.

Por exemplo, o trilho das portas de correr.

Frequentemente, a rodinha da porta saía do lugar, o que fazia que ela corresse no lugar errado dos trilhos. As vezes nem dava para perceber que isso tinha acontecido. Como consequência? Mostro:

problema com trilho

Onde estão apontadas as setas é por onde a rodinha passava indevidamente, meio que “cortando” o trilho de alumínio. E, com o tempo, mesmo colocando sempre a porta no lugar (o que não deveria ficar acontecendo pra começo de conversa!), o trilho foi empenando, como dá pra ver na foto da direita.

Gente – menos de um ano.

Claro que entrei em contato com a loja, a Kasamix, para tentar solucionar o problema. Só que após falar com o gerente, fui informado que o armário só tinha garantia de 6 meses. Não sei vocês, mas não acho que alguém compre um armário pra ter por um ano ou dois. Muito menos por 6 meses.

Depois de muito conversar com o SAC e com o gerente,  ficou acertado (como “favor”) que um técnico iria vir aqui pra ver a condição do trilho (favor que custou 30 reais, a visita do técnico). Vocês acham que eles trocaram o trilho? NÃO!!! Pregaram o trilho de volta no armário, ‘desamassando’ o mesmo. Ou seja: o trilho continuava riscado, e a porta continuava saindo com uma certa frequência.

Meio decepcionante, porque eu tinha tido uma impressão muito boa da loja, que tinha até mesmo concedido desconto para alguns leitores do “A saga do apartamento” na época. Tá certo que não são eles os fabricantes, mas acho que poderiam ter muito bem resolvido o problema de maneira mais definitiva, se prontificando a repor a peça defeituosa. Afinal— vamos reforçar — menos de 1 ano de uso.

Outra coisa que me irritou bastante: o cabideiro. Fotos dizem mais que palavras nesse caso.

cabideiro alumínio

Olha a inclinação dele: dá pra perceber claramente que estaria prestes a desabar a qualquer momento.

– “Ah, mas também, tem tanta roupa ali!”, me disseram.

Desculpa, eu achei que aquilo fosse um ROUPEIRO. E que aquele espaço fosse reservado à cabides com… ROUPAS. Se aquele material (que parece (é?) plástico pintado de alumínio) não resiste ao peso, ou você – fabricante Móveis Europa –  troca o material, ou faz uso dele de forma que seu arco não seja tão extenso.

Enfim, ou eu comprava outro Roupeiro, ou mandava reformar esse que tinha.

Mas como o roupeiro de forma geral continuava atendendo minhas necessidades (só esses acabamentos pobres me estressavam), e como de fato acho incrivelmente cedo para pensar em trocar o Roupeiro, resolvi pedir para um marceneiro fazer alguns ajustes.

*

Vamos falar então sobre a Reforma do Roupeiro.

A primeira coisa que pedi a meu marceneiro foi que trocasse o sistema completo de deslocamento das portas de correr. Dessa vez, olhem a diferença:

rodas porta de correr

As rodas novas (2a foto no detalhe), ao contrário das antigas (1a foto no detalhe) se encaixam perfeitamente nos trilhos, por onde deslizam. É bem mais difícil ocorrer o deslocamento da mesma. Sem falar que, agora, elas correm muito mais suavemente.

A outra coisa que pedi para ele fazer, óbvio, foi trocar o cabideiro, dessa vez por algo resistente e de qualidade. Então, ele comprou um tubo de aço inoxidável e instalou no lugar do de “alumínio”.

cabideiro aço inoxidável roupeiro

Uma enorme diferença!!!

Notem, também, o estado do suporte do cabideiro anterior e do atual:

suporte cabideiro metal

 

Ok, vamos pensar um pouco.

Esse não foi um roupeiro caro, de forma alguma. Algo planejado ficaria pelo menos 3, 4 vezes mais caro. Mas será que realmente encareceria TANTO colocar um suporte decente no cabideiro? Algo de ferro, que não estragaria fácil como foi o caso do de plástico? Hm… não. A resposta é não.

Fazendo então um balanço geral, a compra teve prós (entrega rápida, modelo ideal, espaçoso internamente sem ocupar muito espaço externamente, esteticamente agradável etc.) e contras, como os acabamentos pobres que mostrei aqui. No fim, tive que investir mais uma quantia para deixá-lo como queria- mas, ainda assim, ficou bem mais barato que algo planejado, e, potencialmente, com menos dor de cabeça também. O que mais me chateou foi a atitude da loja, que poderia ter se prontificado a me ajudar com o problema, mas não o fez.

No fim, deixo em aberto se “recomendo” ou não a compra, em especial esse armário dessa fabricante – as informações estão aí, cabe a vocês colocarem na balança e decidir o que valeria mais a pena.

Grande abraço, queridxs, e até a próxima!

Thiago S.

 

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