Cortina de Plantas Dividindo Sala e Cozinha

Hoje venho, com esse post curtinho, mostrar pra vocês a cortina verde que coloquei na bancada americana, feita com trepadeiras e samambaias, e que deu uma vida nova pro ambiente da sala e cozinha.

Trazer plantas naturais para dentro de casa é algo que tenho feito aos poucos e cada vez mais; quem acompanha o blog deve se lembrar que já falei sobre isso anteriormente. Antes predominantemente presentes em varandas e áreas externas, as plantas naturais têm obtido cada vez mais espaço na decoração de interiores também; essa é uma tendência que venho demonstrando no Instagram do blog há algum tempo já:

iluminação é tudo! nesse caso, as arandelas fazem toda a diferença e destacam a textura diferenciada da parede.

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foi-se o tempo em que as plantas ficavam só em vasinhos discretos na decoração interna!

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plantas dentro de casa

De diferentes formas, as plantas podem ser usadas na decoração com diferentes propósitos: elas alegram, dão cor e vida ao ambiente; podem deixar o ambiente mais elegante ou mais descontraído, dependendo da forma como são usadas; renovam o ar de um ambiente pesado… enfim, são muitas as vantagens. Só há de ter o cuidado de escolher plantas que se adaptarão bem em ambientes internos, com atenção especial para a exposição ao sol que a planta terá (ou não). Uma pesquisa na internet ou melhor, falar direito com um floricultor resolve isso facilmente.

As plantas que usei na minha cortina verde são plantas que não necessitam exposição da luz direta ao sol – a jiboia verde e a samambaia. Minha ideia era colocá-las lado a lado na prateleira em cima da bancada americana, de forma que elas formassem uma espécie de cortina verde entre a sala e a cozinha.

Vamos ver o resultado?

cortina-de-plantas

Elas dão um ar completamente diferente para a sala, e ainda formam uma divisória muito interessante entre sala e cozinha. É uma delícia sentar ali na bancada e simplesmente conversar com alguém na cozinha e estar, dentro de casa, rodeado de verde.

plantas-decoracao-interna

É tão simples e tão significativo, sabe? Por isso fiz questão de não apenas compartilhar a ideia no Instagram, como também fazer um mini-post sobre isso aqui no blog também. 🙂 Espero que tenham gostado!

 

*Aaah, muito em breve eu continuarei com a segunda parte da Reforma do Banheiro aqui no blog! Fiquem ligados 😉

 

Um abraço,

Thiago.

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Reforma do Sofá: Em busca do estofado perfeito

Há quase 5 anos, eu comprava meu sonhado sofá retrátil com chaise dupla. Ainda hoje ele está em forma, continua sendo super confortável, mas o estofado de fato já sofreu com os inevitáveis efeitos do tempo (e das muitas festas, reuniõezinhas, afinal, acidentes acontecem).

Assim que eu comprei o sofá, mandei impermeabilizá-lo. Fundamental. E, duas outras vezes nesse meio tempo, mandei lavá-lo à seco, o que deu uma melhorada na estética. Mas, ainda assim, eu sabia que já estava na hora de trocar o estofado, e vou explicar o porquê.

Em primeiro lugar, nem cogitei trocar de sofá, pois o que tenho atualmente atende muito bem as necessidades da sala – em termos de espaço (ele tem exatamente a medida da parede onde fica, parece que foi feito sob medida – só parece!) e funcionalidade. Só precisávamos mesmo tratar a questão estética.

O sofá era revestido em suede, esse material aqui:

sofa-suede

Sofá em suede

Eu gostei bastante do suede, na verdade – ele não é tão difícil de limpar, e a sensação ao toque é muito boa, é super macio. Porém, com o tempo, mesmo sendo impermeabilizado e com o cuidado de tentar limpar quaisquer ‘acidentes’ imediatamente, o suede foi apresentando várias manchas, como essas abaixo.

mancha-sofa

 

Então, eu resolvi tentar, dessa vez, outro material. Não cogitei estofados naturais como o algodão ou linho, pois ainda que eles sejam ótimos ao toque e muito bonitos (ver fotos abaixo), em compensação, são fáceis de sujar e difíceis de limpar.

sofá-algodão

Sofá em algodão natural

 

sofá linho

Sofá em linho natural

 

Uma coisa que eu aprendi a prezar, na prática, é que a gente precisa ter um foco sempre no dia-a-dia para evitar dor de cabeça. Não basta ser só bonito na vitrine. Tem que ser prático e funcional. E afinal, a gente consegue achar muita coisa que alia a estética à funcionalidade, então, por que não?

Bem, eliminados os tecidos naturais, o que me restaram foram os sintéticos, novamente, como o suede. Pesquisei sobre o assunto e tomei algumas decisões:

  • não poderia de forma alguma usar algo como couro (fosse natural ou ecológico/sintético), já que moro em um lugar onde o verão é muito quente e tornaria-se extremamente desconfortável. Se eu revestisse meu sofá com esse material, ele ficaria mais ou menos assim:
sofa-couro

Sofá em couro natural

Até acho esteticamente interessante, mas a questão do dia-a-dia precisa ser considerada e priorizada, como disse.

  • o chenille foi eliminado principalmente pois sua manutenção é também complicada, tanto quanto ou ainda mais que o suede, uma vez que tem muitos vincos que podem acabar acumulando resíduos e/ou poeira;
sofa-chenille

Sofá em chenille

Foi então que me deparei, num dos catálogos do estofador, com esse tecido que achei super interessante: o linho sintético, em poliéster.

linho-sintetico

Procurei saber mais sobre esse tecido e li uma reportagem em que as decoradoras Adriana Agostinho e Claudia Schneider indicam “os tecidos que sejam mais duráveis e que mantenham o sofá mais alinhado, como o linho sintético. (…) Uma vez impermeabilizados, os linhos sintéticos podem ser limpos com bastante facilidade, apenas com um pano úmido”.

Era exatamente o que eu estava procurando. Decidido o tecido, só me perguntei em relação à cor. As possibilidades finalistas eram: cinza, marrom claro e marrom escuro.

linho-sintetico-poliester-sofa

O cinza seria algo bem diferente na sala, entretanto, dos três modelos, foi o que me pareceu menos atraente esteticamente no catálogo, nesse material. O bege claro eu achei bem bonito, mas eu achei que seria bem mais difícil disfarçar quaisquer marcas eventuais com um tecido tão claro. O marrom, que era meu preferido, tinha como “contra” o fato de que era o mais parecido com a cor do meu sofá antigo:

linho-sintetico-e-suede

O tecido em linho sintético sobre o sofá antigo, em suede – cor parecida, mas textura completamente diferente

Ao mesmo tempo, era de fato o que mais combinava com toda a nova paleta de cor da sala do apartamento. E, como vocês podem ver pela foto, o tecido é bem diferente do suede em relação à textura.

Quando vi o sofá finalizado, fiquei super satisfeito com o resultado!

Primeiro, vamos ver o sofá sozinho:

sofa-linho-sintetico

Notem que o estofado novo ficou super bem alinhado com a estrutura do sofá, dando um acabamento elegante! E agora, o sofá já com a decoração da sala…

sala-decorada-sofa-linho

Realmente parece outro sofá! Para conservá-lo melhor, ainda adotei mantas (que, usadas nos braços, evitam quaisquer marcas) que não só protegem o sofá como também podem compor a decoração…

manta-sofa-algodao

Manta em 100% algodão.

E outro recurso fundamental é a impermeabilização! Mostrei o processo sendo feito no Instagram do blog:

Serviço fundamental sendo realizado aqui! Parece mágica, mas é só impermeabilização mesmo! 😂 Em breve tem mais novidade no blog…

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Dica: a impermeabilização deve ser feita assim que o estofado for trocado, ou assim que o sofá novo for comprado. Sofás antigos precisam ser lavados antes da impermeabilização ser feita, de outra forma, você estará literalmente ‘grudando’ a sujeira no sofá! Ninguém quer isso, né?

Bem, amigos, é isso! Agora que já reformei a varanda e o sofá, meu olhar se volta para um outro ambiente que quero reformar antes de sossegar de novo durante um tempo! rsrs Ou seja, em breve tem mais novidades por aqui! Enquanto isso, não esqueçam de seguir o @asagadoapartamento no Instagram!

Abraços,

Thiago S.

 

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Sofá Retrátil com Chaise

Porcelanato estilo Madeira de Demolição

Nosso lar, por ser um claro reflexo de quem o habita (e que transforma um simples espaço físico em um “lar”), está sempre em evolução, já que nós mudamos com o tempo. Então uma vontade de mudança é cíclica, vai e vem, em ondas.
                                                                                                                                                  .
Ano passado, fiz algumas reformas que trouxeram uma dinâmica completamente diferente para o apartamento: reformei completamente a sala, trazendo mais cor através da pintura das paredes, da nova tela como ponto focal na sala, das molduras usadas de diversas formas; coloquei também rodatetos e troquei a bancada americana, com um viés mais funcional. Foram reformas que não tiveram um impacto financeiro enorme, mas com certeza injetaram vida e personalidade nos ambientes; assim como fizeram melhor uso do espaço. Mais que dinheiro, o que importa é sempre uma ideia na cabeça.
                                                                                                                                                .
Esse ano, as ideias são outras. Estou repensando outros ambientes, e tenho pesquisado muitos acabamentos para ver o que tem de novidade no mercado (sempre tem alguma coisa!), as novas tendências, e, claro, filtrando tudo isso pelo meu gosto pessoal e as próprias ideias que tenho para os ambientes.
                                                                                                                                                .
No post de hoje, irei compartilhar algumas das ideias que tive em relação a um dos ambientes que serão reformados, pois já decidi sobre um dos tipos de acabamento: o porcelanato que imita madeira de demolição.
Decortiles Ecovilla Pastilhart
A madeira de demolição original tem um viés sustentável, no que reaproveita a madeira usada na demolição de casas e obras grandes, dando um novo e diferenciado uso às peças. Atualmente, a madeira de demolição tem sido usada como contraste entre o antigo e o moderno em diversos projetos arquitetônicos, resultando em belíssimos trabalhos, com elegância e responsabilidade ecológica.
Porcelanato Ceusa Oliva
A madeira de demolição conserva traços de sua exposição ao tempo, à chuva, ao Sol; ela as exibe com orgulho!
Painted HD Portinari

Mas, claro, nesse post, estamos lidando com porcelanatos que imitam a madeira de demolição – todas as fotos desse post são exemplos – e não ela própria. Uma vez que a madeira de demolição tornou-se objeto de desejo, as fabricantes de porcelanatos passaram a fabricar peças com resultados extremamente parecidos – até ao toque – à madeira de demolição natural.

As vantagens são óbvias: você pode usar o porcelanato em madeira de demolição em ambientes que, tradicionalmente, não são recomendadas as madeiras naturais ou laminados, como a cozinha, o banheiro ou áreas externas; mas, preservando a estética e o estilo conferidas pelas mesmas.

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Dependendo do quanto você estiver disposto a investir, as opções são muitas, e os preços podem variar bastante. Eu tenho feito muitas pesquisas e já vi preços que vão de R$24,90 o metro quadrado…

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… como esse acima da Incefra, em placas de 50×50…

… até preços que passam facilmente da casa dos R$100 o m2 (podendo chegar a quase R$200), como é o caso desse modelo abaixo da Itagres, em placas de 17×103 cm, onde cada peça da caixa tem características próprias, dando um ar bastante natural ao resultado final.

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Os modelos desse post (fora o da Incefra) são deste último tipo, com placas no formato de piso laminado, e realmente não há comparação em relação à estética final. Isso se reflete no preço, claro: nesse tipo de acabamento retangular, o mínimo de preço que encontrei foi R$75 o metro quadrado.


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Mas o investimento vale a pena…. O resultado final é simplesmente incrível, não é? Olha esse box do banheiro com o porcelanato em madeira de demolição (e cimento queimado). Nunca que usaríamos uma madeira dessa num ambiente diretamente exposto à água; porém, o porcelanato permite isso.

porcelanato rustico

Bem, posso adiantar que esses foram alguns dos “finalistas” para um dos ambientes que vou reformar, mas não escolhi nenhum desses, no final! Em breve mostro pra vocês como ficou o resultado, a obra está para começar! Até lá, não se esqueçam de seguir nossa conta no Instagram: @asagadoapartamento, estou sempre postando ambientes inspiradores e novidades por lá!

Abraços,

Thiago S.

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Dando Vida ao Jardim Vertical: Plantas Naturais na Decoração

Minha varanda, com seus impressionantes 3m2, acabou tornou-se um xodó aqui em casa após a entrada do Jardim Vertical. É realmente incrível como as plantas podem mudar completamente a dinâmica de um ambiente, por menor que seja. Desde então, eu aprendi na prática um pouco sobre diversos tipos de plantas no que convivia com elas e observava suas necessidades.

Esse post é, ao mesmo tempo, uma resposta a vários leitores que pediam justamente dicas sobre que plantas eu recomendava, assim como também é uma sequência do post anterior, onde eu focava em plantas permanentes, ou semi-artificiais, na decoração de interiores.

No post presente me proponho a falar sobre minha experiência pessoal com diferentes plantas naturais na floreira da varanda, dadas as condições de clima um pouco “adversas” da mesma, que eu vou mostrar já já. E tem plantas naturais na decoração do interior, também!

Vamos lá?

Vamos começar de cara começar com um “antes” e “agora” do jardim vertical da varanda, pois vai mostrar claramente como o mesmo evoluiu nesses 3 anos (e como eu fui entendendo melhor o que eu queria daquele espacinho).

Então eis aqui o antes, foto que eu publiquei no blog originalmente em 2013 (e desde então virou queridinha no Pin Interest ❤ )

varanda pequena decorada

Nessa época, eu ainda não tinha ar condicionado na sala; assim, a condensadora ainda não estava presente ali embaixo da floreira, onde estava a mesa. Quando eu coloquei o split na sala, a mesa e cadeiras tiveram que ir para a outra ponta da varanda, e, em cima da condensadora, foram colocados alguns potes de plantas, como forma de disfarçar a presença do trambolho ali e, de certa forma, ampliar o jardim.

Bem, como vocês podem ver na foto acima, eu tinha decorado a floreira com vasos de plantas floridas, o que dava de fato um colorido muito bonito, mas era uma beleza efêmera: a maioria das plantinhas com flores durava 1 semana, 2 no máximo. Vou falar sobre essas também, mais adiante.

Mas antes, vamos olhar para o agora:

jardim vertical verde

jardim vertical varanda

Beeeem diferente, não?! Em primeiro lugar, vocês podem ver que o verde é predominante na floreira; e as plantas não mais ficam mais restritas dentro de seus cachepôs. É uma estética mais próxima a que descrevo nesse post aqui, quando falei sobre a arquitetura e decoração de Nova Orleans, para onde viajei no início desse ano. E é intencional.

Ora, eu tinha em mãos um jardim vertical – e foi justamente disso que decidi tirar vantagem! Essa nova configuração aproveita ao máximo a verticalização do jardim, de forma que as plantas crescem para cima ou para baixo e cobrem, assim, grande parte da floreira. A escolha das plantas foi fundamental nesse caso, com esse propósito. Os ramos das heras, como vocês podem observar na parte direita da foto acima, chegam a mais de 1 metro de altura!

Eu mencionei antes as “condições adversas” da varanda, certo? Pois bem, o mesmo não tem a ver com o sol, na verdade; minha varanda pega apenas o sol da manhã, o que é ótimo, e antes do meio dia as plantas já estão na sombra. O que complica mesmo, no meu caso, é o fato de que a condensadora do ar condicionado fica embaixo da floreira. Então, quando o ar condicionado está ligado na sala, durante o verão, a varanda fica bem quente, naturalmente. O verão do Rio já tem temperaturas elevadas, e, se adicionarmos a condensadora do ar jogando ar quente na varanda… já viu. Muitas plantas não suportam temperaturas tão altas, e as floridas são as primeiras a sentir tal efeito. (Em compensação: a condensadora na varanda é fantástica pra secar roupas, é tipo 2 em 1 – ar condicionado e secadora! ;)

Algumas das plantas que mais deram certo pra mim – pelo fato de que resistiram bem à essas condições específicas e também me agradaram muito por sua beleza, foram:

  • aspargo rabo-de-gato;

aspargo rabo de gato

Se vocês olharem novamente a foto original da floreira, lá está o aspargo rabo-de-gato, que continua até hoje, firme e forte, anos a fio, dando o ar de sua graça aqui!

E em certas épocas do ano, o aspargo dá essas mini-florzinhas brancas, que são lindíssimas. É muito legal poder observar o ciclo completo de uma planta durante o ano! Você se relaciona com as plantas de uma maneira diferente.

Adoro esses aspargos e, se plantados no chão, eles se espalham muito facilmente.

  • heras-inglesas (ou heras-estrelas);

mini heras

Virei fã das heras; algumas estão comigo há mais de um ano, e elas cresceram bastante; como disse antes, alguns ramos já tem mais de 1 metro!

jardim vertical

 

  • pata de elefante;

pata de elefante decoração

Outra planta bastante resistente, a pata de elefante não precisa de rega diária e pode chegar a tamanhos enormes. Como essa está dentro de um pequeno vaso, ela não crescerá muito, mas tem uma forma muito específica e bela.

A minha, já está comigo há mais de 1 ano.

  • ficus benjamina;

Apaixonei-me pela ficus benjamina através de uma árvore semi-artificial (não sabe o que é uma árvore “semi-artificial”? leia aqui), que está decorando minha sala:

DCIM154GOPRO

Então quando achei uma ficus natural no horto perto de casa, não hesitei em trazer a arvorezinha pra minha varanda também. Fora a floração intensa, outra coisa que gosto muito sobre ela é seu tronco e seus galhos, muito bonitos!

Inclusive reutilizei alguns dos seus galhos secos num arranjo no centro de mesa:

Ah, e quanto à árvore semi-artificial, ela continua na sala. Acredito que plantas permanentes desempenhem um papel importante em certos lugares onde as condições não são favoráveis à plantas naturais. Há espaço e oportunidades para que plantas naturais e permanentes convivam num mesmo lar, dependendo das necessidades de cada ambiente.

  • jibóia;

Acho muito legal, também, tentar incorporar plantas naturais na decoração de interiores. As plantas renovam o ar, conferem leveza e claro, trazem um colorido todo especial ao ambiente.

 

cozinha-verde

Entretanto, muitas plantas não se adaptam ao ambiente interno, o que acaba nos levando a dar preferência às plantas permanentes.

Ainda assim, uma planta natural que deu super certo dentro de casa foi a jiboia verde, uma trepadeira que coloquei em cima da prateleira do balcão da cozinha americana, a exemplo da foto anterior.

jiboia verde decoração

A jiboia se adapta bem à ambientes sem incidência direta do sol, mas gosta de luminosidade. E outra coisa boa: ela é uma das melhores plantas para melhorar a qualidade do ar!

Acredito que vá ficar linda quando crescer ainda mais, como uma cortina entre a cozinha e a sala.

 

Bem, agora vamos nos voltar às plantas floridas, mais recomendadas para temperaturas um pouco mais amenas.

  • kalanchoe

A kalanchoe é uma plantinha bastante fácil de encontrar, barata, e que tem floração bem densa; em alguns casos, as flores podem ser até de cores distintas entre si.

kalanchoe rosa

Como podem ver, não são flores grandes, são bem pequenas, mas sempre em quantidade, causando um efeito bem bonito.

Se vocês voltarem na primeira foto do post, também poderão ver uma kalanchoe vermelha na configuração original da floreira.

  • lavandas

flor lavanda

Depois que eu visitei o Le Jardin – Parque de Lavandas em Gramado, na Serra Gaúcha, eu fiquei completamente fascinado pelas lavandas; não só pela beleza das flores como também pelo seu aroma incrível.

Em comum com a kalanchoe, vocês podem perceber o fato de que suas flores não são grandes, o que promove uma durabilidade e resistência maior às mesmas.

  • Gerberas;

Quando falamos de flores maiores, tive experiências positivas com a gerbera, tive algumas muito bonitas, mas apenas quando o clima está mais ameno, durante o outono e/ou inverno, e quando eu não tenho necessidade de usar o ar condicionado.

gerbera

Ter em um apartamento um jardim como esse vale cada centímetro investido: você pode chegar do trabalho cansado, mas há algo quase mágico ali que te relaxa, que tem um efeito calmante. Tomar um café na varanda é uma das coisas do dia-a-dia que mais gosto de fazer.

E é sempre um ótimo lugar pras fotos…

…pra todos! rs

 

Abraços,

Thiago S.

 

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Plantas Permanentes, Preservadas e Semi-Artificiais na Decoração

Foi-se o tempo em que as plantas decorativas eram apenas divididas entre “naturais” ou “artificiais. Agora, temos termos bem mais específicos que são usados para descrevê-las: permanentes,  preservadas, semi-artificiais, híbridas… são tantos que podem nos deixar meio confusos. No post de hoje, vamos falar justamente sobre esses tipos de plantas que estão ganhando bastante espaço na decoração de interiores, e, depois, eu mostro a linda arvorezinha semi-artificial que está decorando minha sala 😉

Bem, em primeiro lugar, o termo plantas “permanentes” tem substituído o antigo “artificiais” pois esse último traz a ideia de algo que pode ser nitidamente reconhecido como  “falso”, o que, muitas vezes, não é o caso de muitas dessas plantas artificiais mais modernas, onde você se questiona até mesmo ao toque se a planta é natural ou não!

arvoresartificiais

arvore permanente

As vantagens principais das plantas permanentes são, obviamente, o fato de que elas podem ficar em ambientes internos sem necessidade de exposição ao sol, e também não necessitam ser regadas. Se você vai viajar, por exemplo, você sabe que quando voltar, ela estará do mesmo jeitinho que a deixou quando saiu! Em suma, se as condições naturais não são favoráveis, as permanentes são uma boa alternativa.

Mas as plantas permanentes ainda podem se subdividir em (a) inteiramente artificiais, (b) semi-artificiais e (c) preservadas.

As plantas inteiramente artificiais, como o nome aponta, não contém partes naturais da planta, tanto nas folhas e flores ou galhos; entretanto, a atenção dada aos detalhes muitas vezes as deixa com aspecto bem natural.

ficus tree

As folhas, muitas vezes confeccionadas em seda, dão um toque bem realístico às plantas.

Já essa abaixo, eu coloquei na floreira da varanda pois essa posição específica onde ela se encontra é a parte que pega mais sol, e, durante o verão, as plantas naturais simplesmente não estavam resistindo ali! (lembra o que disse sobre “condições naturais não favoráveis” no início do post? pois então…) Assim, para não deixar o cachepô vazio, eu recorri à essa renda portuguesa artificial…

renda portuguesa artificial

… que casou bem com o resto das plantas naturais, que são prioridade absoluta na floreira (e por sinal, se você jogar a hashtag #jardimfeat no Instagram, vai ver todas as plantas naturais que tem figurado no meu jardim vertical! 😉

Quanto às plantas semi-artificiais (ou híbridas) elas levam esse nome pois alguma parte dela é natural e preservada: por exemplo, essas árvores a seguir, tem seu tronco *natural*, preservado, o que dá uma riqueza de detalhes maior na decoração.

bambu e chorao artificial

Já as plantas preservadas são resultado da transformação de folhagens naturais que são tratadas quimicamente e conservadas, substituindo assim as plantas vivas em ambientes internos de maneira permanente.

plantas preservadas preserved greens

A riqueza de detalhe é muito grande e cada folhinha foi colada ali individualmente. Por isso, as plantas preservadas são muitas vezes bem caras! Fiquei apaixonado exatamente por esse modelo acima quando estava em Nova Orleans; estava num preço incrível, com um desconto absurdo, mas simplesmente não tinha como trazer algo tão delicado de tão longe. Que dó!

E ressalto também que no caso da folhagem preservada, ela pode exigir sim um pouco mais de cuidado; não pode ficar sob luz direta do sol, e deve ser levemente umidificada se o clima for seco demais.

Quando voltei de viagem (com a planta que ficou na lembrança…) acabei me encantando por uma ficus semi-artificial com tronco natural, a única que estava sendo vendida numa loja de flores aqui perto de casa! E eis que assim ela ficou na minha sala:

E agora, no detalhe:

Se no início eu tinha minhas reservas em relação às semi-artificiais, agora fiquei bastante satisfeito com o efeito que ela deu no ambiente!

Pra finalizar – e dar um charme extra à ocasiões especiais – eu coloquei um cordão de luz no tronco da árvore, que, à noite, fica desse jeito:

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Bem, é isso, pessoal! É sempre bom dar uma cara nova pro nosso espaço… e as plantas – naturais, permanentes, que seja – são ótimas formas de fazer isso acontecer. Ter tantas opções não deixa a seleção mais difícil – só deixa mais prazeroso 😉

Confiram sempre outras pequenas novidades do apê em primeira mão no nosso Instagram, @asagadoapartamento! Se ainda não está nos seguindo, o que está esperando?

Abraços e até a próxima,

Thiago S.

 

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Portas Coloridas na Decoração

Assim como eu não sou a mesma pessoa que era 4 anos atrás (quando comecei a decorar o apartamento), tampouco é meu apartamento. É possível que a vontade de redecorar a sala tenha surgido como um reflexo disso. Hoje me sinto muito mais confortável para experimentar coisas menos fora do lugar-comum e que, inevitavelmente, fazem do meu espaço algo mais próximo da minha personalidade.

A gente se inspira através da leitura e de inúmeras imagens que podemos encontrar por aí, filtra e pensa, “ok, e agora, como eu posso fazer isso funcionar para mim?”; e hoje eu sei que a parte do “para mim” é mais importante do que qualquer outra coisa.

Uma máxima: Nossa casa, nossas regras.

Então: uma coisa que eu quis trazer para a decoração esse ano, e que não estava presente de forma significativa anteriormente, era cor. De certa forma, quando comecei a decorar o apartamento, estava decidido a manter a decoração com tons neutros e mais frios – o que sempre funciona bem e é super indicado para ambientes menores pois dá uma sensação maior de amplitude.

E outra: é bem mais fácil acertar. Tons de cinza, branco e off-white, um bege aqui ou ali. Não tem como não dar certo! É mais seguro e fica sóbrio e contemporâneo.

Mas aí passaram-se alguns anos e eu decidi que estava na hora de experimentar algo um pouco mais vivo e dinâmico: eu estava sentindo falta de cor na minha casa. Isso foi mudando aos poucos; primeiro através de alguns detalhes que resolvi incorporar na decoração, como as almofadas do sofá, da bandeja porta-copos

Tem um cachorro punk de olho no meu vinho! 🐶👀🍷 Almofada Haus for Fun e Bandeja revestida em laca vermelha.

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…das banquetas na sala….

splash de cor pra animar a decoração!

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…das molduras nas portas

alguns dos detalhes finais da redecoração da sala… em breve tem novidade 😉

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…e finalmente nas paredes; que saíram do branco e do cinza e ganharam tons mais terrosos (ainda que sóbrios, como vocês podem ver no encontro delas nesse cantinho da sala):

rodateto poliestireno k1

Na única parede branca da sala, o antigo quadro (que adivinhem, era preto-e-branco) deu lugar à outro quadro em que há uma explosão de cores:

tela com flores moderna sala

… e voilà: a dinâmica do apartamento mudou c-o-m-p-l-e-t-a-m-e-n-t-e.

Claro que precisamos notar também que houve uma preocupação em coordenar as cores que estavam sendo usadas: tons de vermelho se fazem presentes na bandeja, na almofada, na banqueta, e no quadro; todas as molduras foram escolhidas à partir das cores presentes no quadro, que vai de um azul mais intenso, passando pelo laranja e chegando… ao vermelho.

Assim, as salas de jantar e estar ganharam sua própria identidade visual.

Mas…

o mesmo não acontecia com o corredor que levava aos quartos – eles mantinham-se brancos, com as portas brancas e quadros em preto e branco – ou seja, ecoavam a decoração antiga.

Para atualizá-lo e deixá-lo um pouco mais coerente com a nova decoração, resolvi manter as paredes brancas – afinal, é bom manter um pouco de branco quando se tem espaços menores – e pintar somente as portas. Era algo que eu já tinha vontade de fazer porque portas brancas sujam muuuuuito! E ainda mais com acabamento fosco, dificulta a limpeza. Então resolvi sair do branco e trazer cor pro corredor também.

Procurei por algumas ideias sobre o uso das portas coloridas na decoração e descobri que elas podem ser usadas das maneiras mais diversas:

  • na porta de entrada, como as famosas portas da Irlanda, que quebram a monotonia da faixada e conferem forte personalidade à construção;

portas coloridas decoracao

  • em ambientes internos, acompanhando a cor da parede colorida;

porta colorida mesma cor parede

  • em ambientes internos, contrastando com a cor da parede e mantendo o caixonete/portal na mesma cor da porta;

porta colorida caixonete colorido amarelo

  • em ambientes internos, contrastando com a cor da parede e com caixonete de cor diferente da porta:

PORTAS coloridas

Dessas possibilidades, a que eu acabei escolhendo foi essa última: optei por deixar o caixonete – que havia sido recentemente repintado de branco – intacto, pelo menos no início, para observar o resultado.

Quis fazer um teste e pintar somente as portas; depois, se eu achasse que seria melhor pintar também o caixonete, eu o faria (sim, dessa vez eu mesmo coloquei a mão na massa e pintei a porta!)

Mas acabou que eu fiquei muito satisfeito com o resultado, que ficou assim:

DCIM152GOPRO

O corredor é outro!! Agora sim ele está de acordo com o resto da decoração da sala. Achei ótimo o efeito visual ao ter deixado os caixonetes brancos! Talvez a pintura do caixonete também deixaria o espaço, que é pequeno, mais pesado.

DCIM152GOPRO

Notem também que cada porta ganhou uma moldura colorida (aquelas molduras do início do post), o que deixa tudo um pouco mais divertido!

Especialmente gostei do contraste entre esse laranja e o azul profundo.

porta colorida banheiro azul coral

E no banheiro, o tapetinho já foi mudado para combinar com a porta nova!

Detalhes…

Isso para vocês verem o que uma ideia na cabeça e uma lata de tinta podem fazer! E ah, falando em tinta, a cor que usei foi a Turquesa Veneziana da Coral, com acabamento Acetinado.

Bem pessoal, por hoje é isso. Espero que tenham gostado! 🙂

 

Grande abraço, até a próxima… e um excelente, iluminado fim de ano para todos!

Thiago S.

 

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Redecorando a Sala – parte 5: Molduras na Decoraçao

Se você está fazendo obras ou decorando, há uma enorme probabilidade de que, em algum momento, algo saia diferente do que você estava esperando. Enorme mesmo. Só que uma coisa que aprendi aqui, com o apartamento e com o blog, é que às vezes cabe a nós usar essas adversidades em nosso favor.

Por exemplo: há alguns anos, falei aqui no blog sobre o fato de que o pintor tinha deixado para fazer certos retoques na pintura das paredes para depois. E o que aconteceu? Todos esses retoques posteriores deram uma diferença significativa na pintura, que ficou super aparente em alguns lugares. Aí bate aquele momento de fúria inicial, e, em seguida, a gente tem que parar e pensar: tá. e agora? 

Um dos lugares onde o retoque ficou bem aparente foi em volta da tomada da sala de estar – algo que, pela posição estratégica, estava me deixando louco, pois toda hora eu olhava para lá. Só que aí tive uma ideia – pensei que talvez, se eu emoldurasse o erro, talvez ele poderia simplesmente… desaparecer.

Vejam do que eu estou falando:

moldura branca decorativa

À esquerda, a diferença grosseira na pintura; à direita, uma moldura branca que, posicionada bem ali, fez tal diferença na pintura de fato sumir. E o interessante foi que todo mundo que veio aqui achou a ideia ‘divertida’, ‘charmosa’. No fim, é isso que faz a diferença na decoração: saber lidar com esses problemas que sempre aparecem, e, se precisar contornar um erro, fazer parecer que era tudo intencional, que essa era justamente sua ideia desde o princípio. 

Acabou que eu me acostumei tanto com essa moldura ali que agora, na Redecoração da sala, eu achei estranho quando ela saiu. Como eu disse no post anterior, eu pintei essa parede de branco… e lá se foi a moldura.

Mas acabou ficando um vazio incômodo ali, e eu entendi que a moldura já era parte integrante do ambiente, e precisava retornar, adaptada: dessa vez, não poderia ser uma moldura branca, afinal, a parede já era branca. Fui buscar no quadro novo da sala a inspiração pelas cores, e, alguns dias depois, eis que tinha algumas novidades para finalizar a sala.

molduras decorativas

Lindezas, não? Todas elas foram produzidas em resina e são bem resistentes. Os detalhes são incríveis. A moldura que escolhi para substituir a branca foi a maior, que tem esse tom de azul bastante vivo e um estilo provençal, auxiliando o novo quadro da sala em sua função de conferir um pouco mais de vida à parede totalmente branca.

moldura provençal decoração

Como disse antes e vocês podem ver, tomei o cuidado de escolher uma cor que estava presente no quadro para que a composição ficasse esteticamente agradável. E o mesmo vale para as outras molduras:

Post novo no blog! Nós amamos molduras… ❤

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Comprei essas outras pois resolvi ampliar a ideia das molduras na decoração, usando de outras formas. Isso não é nenhuma novidade: as molduras vazias ganharam espaço na decoração de quem está buscando algo diferente para conferir personalidade a algum espaço vazio ou dar destaque a algum detalhe específico.

blueprint-moldura-sem-quadro

As opções são inúmeras e o que impera, no fim das contas, é a sua criatividade. Aqui no apê, resolvi brincar com as molduras de duas outras formas.

Uma delas foi em cada porta branca do corredor- a do banheiro e a dos 2 quartos- , que ganhou uma moldura provençal em cor diferente. O resultado estético é interessante porque traz uma descontração e um ar despretensioso mas que, ao mesmo tempo, não deixa de ser elegante, pois as molduras são bem bonitas e bem trabalhadas.

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E claro, como o corredor todo é branco e as portas são brancas, as molduras ali, sem causar muito, dão uma quebrada nessa brancura de uma forma interessante.

E por último usei uma outra moldura, feita sob medida, de uma forma que seeempre tive vontade: tomando como referência um dos meus seriados mais queridos…

DCIM152GOPRO

… Friends, obviamente! A clássica moldura em volta do olho mágico. Eu simplesmente amei o resultado na porta. No original, a moldura era amarela, mas a porta era roxa, o que dava um belo contraste. Aqui, como a porta é branca, decidi optar por algo entre o laranja e o vermelho (adivinhem aonde a gente também encontra essas cores?) para enfatizar o contraste.

Como as molduras estão presentes de diversas formas, tomei cuidado para que em nenhum ambiente elas ficassem brigando entre si. Nada over. Assim, quando você vê uma delas, você provavelmente não está vendo outra. Quem entra no apartamento só vê a moldura perto do quadro; uma vez que esteja sentado na sala de estar, apenas a moldura da porta deve estar no seu campo de visão. E só quem vai em direção ao banheiro ou aos quartos verá as molduras do corredor.

Nesses 4 anos de blog (completados essa semana! ❤), também aprendi que são detalhes como esses que sempre fazem uma diferença significativa na decoração, especialmente quando pensamos um pouco sobre eles. Às vezes, por incrível que pareça, mais que aquela mesa de jantar belíssima que você tanto sonhou, o que vai ficar na lembrança da sua visita (ou do seu leitor rs) pode ser aquele detalhezinho tão simples mas que foi usado de forma original e inusitada. E acho isso simplesmente fantástico!

Espero que tenham gostado, pessoal.

Abraços e até…

Thiago S.

P.s.: Comprei todas as molduras desse post no Mercado Livre, você acha coisas super interessantes e criativas por lá.

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Redecorando a sala – parte 4: Sobre Peças Marcantes, Quadros e Telas Decorativas

Pode observar: quando a gente entra num ambiente pela primeira vez, nosso olhar costuma ser magneticamente atraído para a direção de um quadro ou tela decorativa, e não é por acaso.

Na composição do ambiente, o quadro geralmente tem um espaço privilegiado, bem no meio da sala de estar ou de jantar. Ele muitas vezes se encontra no que chamamos de ponto focal, e, justamente por isso, pode ser uma oportunidade fantástica para se mostrar um statement piece, termo comum usado na língua inglesa que descreve algo que deliberadamente chama a atenção, seja porque foge do lugar comum, pela beleza singular, ou pela mensagem que transmite. Vou identificá-lo aqui como Peça Marcante – uma peça que pode ser qualquer item decorativo: uma cadeira feita de retalhos, uma poltrona em estilo provençal, um simples centro de mesa exótico… que tem o poder de capturar o olhar e a atenção de quem a vê. Marcante.

Idealmente, ela se integra ao ambiente, complementando-o (seja ele consoante ao resto da decoração ou deliberadamente contrastante) e dizendo algo que tem a ver com o estilo que você quer imprimir ao ambiente ou sua personalidade.

Bem. Quando mudei as cores das paredes na redecoração da sala, me deparei com um problema: a cor nova de uma delas mostrou-se mais intensa do que eu previ:

parede sala de estar verde cinza Coral Pinheiro Inglês

… sim, gostei muito do resultado, mas achei que se eu trouxesse essa mesma cor – mais fechada – para a parede do sofá também, iria deixar o ambiente pesado. Então resolvi pintar a parede do sofá de branco, como forma de de neutralizar a cor mais forte e deixar o ambiente equilibrado.

Esse não era meu plano original, e não fiquei totalmente feliz com o branco: ainda por cima, achei que minha tela antiga (que era preto & branco) ficava muito apagada na parede. Era essa a tela:

tela com luzes LED

Depois que a parede tornou-se branca (na foto acima, a parede ainda estava cinza, como era antes da redecoração da sala), senti que precisava de mudar o quadro, pois faltava algo ali: vida. E para dar vida… nada melhor que cor.

Eu sabia que, o que quer que entrasse ali – fosse uma paisagem ou algo abstrato; uma pintura ou uma fotografia; fosse o que fosse – precisava ter muita cor. E foi assim que comecei a procurar, com esse filtro principal em mente.

Olha, há muitos quadros bonitos por aí, mas é difícil achar um que realmente capture alguma coisa além do “ah, gostei”. Procurei por lojas físicas de quadros e nada me encantou; resolvi então buscar algo na infinidade de possibilidades da internet. Vi muita coisa legal em sites diversificados como o Elo 7 (que inclui reproduções originais, por encomenda, de artistas interessantes), o All Posters (site em português, mas os pedidos vêm dos EUA e podem ser taxados; infinidade de possibilidades, há tudo o que você pode imaginar) e o AliExpress (o famoso site da China; sabendo procurar você acha coisa bem interessante com bons preços, também sujeitos a serem taxados pela Receita).

Durante essas buscas, fui salvando algumas imagens que me chamavam a atenção; mas uma em especial tinha algo que sempre capturava meu olhar: me fazia querer olhar para ela. Por algum motivo. A tal da peça marcante.

Resolvi arriscar e, 1 mês e meio depois da compra… aí está a tela dando a vida que eu procurava na sala:

tela com flores moderna sala

tela floral

A tela é pintada à mão e traz uma explosão de cores muito bem vinda ao ambiente. Eu sentia falta de algo assim, mais alegre, uma vez que meu apê é repleto de tons mais sóbrios (pois não cansam, ampliam ambientes, e claro, são elegantes). Entretanto, foi só agora, com a parede branca, que essa necessidade ‘gritou’.

Gostei muito do fato da tela ter essa textura:

tela colorida quadro sala

… que dá um ar meio caótico à pintura, meio despretensioso, e, ao mesmo tempo, um pouco mais ‘artístico’ do que seria uma pintura ‘perfeitinha’.

E outra coisa, sob o reflexo da luz do dia, a tela fica completamente diferente, quase que em 3-D, as flores ‘saltam’ aos olhos. Tentei capturar:

tela texturizada colorida

… e amei esse resultado inesperado.

E pela manhã cedinho…

luz da manhã invadindo o apê… 🙂

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Comprar na internet tem disso: você nunca sabe exatamente o que vai receber, ainda mais quando são peças pintadas à mão, uma nunca vai ser igual à outra. Eu dei sorte dessa vez de ter ficado super contente com o resultado final na parede, ainda que a tela que eu comprei aparecesse no site bem diferente.

O link para a loja do vendedor está aqui.

Ah, outra coisa: comprando em sites, na maioria das vezes, as peças vem em tubos, enroladas; e aí cabe a você, depois, esticá-las colocando chassi (no caso das telas) ou emoldurá-las de acordo com sua preferência (caso dos quadros) – o que pode encarecer bastante a peça (Comprar em lojas tem essa vantagem, o preço já é final).

E aí, gostaram? Acho que encontrei minha peça marcante! Escolher algo a dedo, entre tantas opções, é quase que apostar; mas quando dá certo, é muito gostoso. Aquela peça específica está ali porque ela te disse algo.

Então, queridos e queridas, minha ‘redecoração’ está quaaase acabando… só faltam alguns pequenos- mas notórios- detalhes que quero acertar antes de dizer, “that’s all, folks!“. Tem sido maravilhoso voltar a escrever aqui e já estou quase ficando com saudade! 🙂

Até breve!

Thiago S.

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Redecorando a Sala – parte 3: Nova Bancada Americana

Quando introduzi essa série de posts sobre esse processo de redecoração da sala, disse que essa vontade de mudança pode ocorrer por diversos motivos – sejam eles relacionados à funcionalidade (“encontrei um uso melhor para isso”), à estética (“acho que isso traria mais destaque ao ambiente”), ou simplesmente pela nossa vontade inerente de mudar

Enquanto os dois primeiros posts da série estão mais relacionados à questão estética (pintura nova das paredes, molduras de teto), o assunto de hoje se encaixa principalmente dentro do âmbito da funcionalidade, mas, claro!, a gente pode sempre tentar unir o útil ao agradável (literalmente, nesse caso rs) e tentar aprimorar também a parte estética, no que pensamos em algo mais funcional.

Bem: gostava muito da minha bancada americana antiga, que funcionava como transição entre a sala e a cozinha. Pra quem não lembra, esse aqui é o ANTES:

bancada cozinha americana

Como vocês podem ver, a bancada era extremamente clean e discreta. Ficaria com ela por mais tempo, não fosse um pequeno grande porém: Eu. Preciso. Otimizar. Espaço (mantra dos apartamentos pequenos). Minha cozinha é pequena, e, ainda que meus móveis tenham sido planejados para tentar maximizar esse espaço,  mesmo assim… sinto falta de espaço.

Então resolvi que aproveitaria o espaço da bancada para incluir, embaixo dela, um armário. O espaço era precioso: Com 1 metro de comprimento, 1,20 de altura e 50 cm de profundidade, o armário teria espaço para guardar muita coisa. Já estava decidido, então só faltavam os detalhes de acabamento: queria algo que fugisse do tampo branco, pois já que era pra mudar, queria mudar mesmo.

Vou mostrar então algumas fotos e fazendo os comentários!

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bancada cozinha americana madeira linheiro grigio

Como vocês podem ver – é linda! 😉 – o acabamento escolhido, chamado Linheiro Grigio (que é facilmente encontrada no catálogo de qualquer loja ou profissional que trabalha com madeira), é um tom acinzentado e todo riscado de madeira que remete muito ao piso laminado da sala (o Carvalho Dover). O fundo do armário, branco, faz com que a bancada continue em harmonia com a prateleira superior, que se manteve no lugar.

Note também, nas fotos acima, que o armário interno é 10 cm menos profundo que o tampo (o tampo da bancada tem 50cm, o armário 40cm), deixando mais confortável sentar ali.

passa prato linheiro grigio madeira

Como disse, sendo o tom bastante próximo ao do piso, a bancada funciona bem como transição entre os ambientes.

Outra coisa que podemos perceber pela foto é que a profundidade do tampo é maior que o da bancada branca original (que tinha apenas 30cm). Essa área de trabalho um pouco maior faz uma boa diferença!

bancada armario cozinha americana

A divisão interna dos armários foi pensada para maximizar todos os espaços. O armário tem portas de correr (fundamental para espaços pequenos) e, dentro dele, 1 prateleira que separa os 2 vãos de 1 metro de comprimento cada. A profundidade interna do armário é de 40 cm (o que dá pra organizar os itens em fileiras). Acima do armário, podem perceber que há outro vão, de apenas 15 cm de altura, bastante funcional: pode servir para armazenar temperos, panos de prato, garrafas de vinho, enfim, o que você quiser.

Opaaa, tem novidade no blog: Terceira parte da série "Redecorando a Sala"! 😁

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Para finalizar, mandei fazer numa vidraçaria um vidro nas mesmas dimensões do tampo da bancada. Isso foi por experiência própria: ali, do lado da cozinha, acabamos sempre colocando algo molhado. Para proteger o tampo, quis colocar um vidro transparente, que valorizasse a beleza do padrão de madeira escolhido.

Na verdade, se repararem bem, o vidro é um pouquinho de nada menor que o tampo:

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… o que foi pensado para prevenir qualquer tipo de acidente. A aderência do vidro à madeira se dá pelos silicones que você também pode ver na foto acima. E, claro, vidro é bem prático de limpar, o que o torna não só esteticamente agradável como também funcional.

Bem, pessoal, é isso! Fiquei super feliz com minha bancada nova, principalmente por sua funcionalidade, mas acabei amando o visual novo que ela conferiu à sala/cozinha.

cozinha americana moderna bancada madeira e vidro

Abraços e até breve!

Thiago S.

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Redecorando a sala – parte 2: Instalação das Molduras de Teto (ou ‘Roda-teto’)

Antes de mais nada: que alegria foi ler os comentários tão carinhosos aqui e no Instagram do blog sobre essa minha pequena aventura redecorando as salas de jantar e estar. Fico realmente feliz ao ver que ao lado de pessoas que estão chegando aqui pela primeira vez, há outros que estão por aqui há anos, sempre deixando uma palavra de incentivo (quando não um puxão de orelha, “posta mais, desgraça!” rs). Valeu, gente. ❤

Bem, ao assunto de hoje: Ao contrário da maioria das modificações que estou fazendo nesse momento, o tópico do dia é algo que de fato não havia antes no apartamento, mas que, aos meus olhos, fazia uma certa falta. Falo das molduras de teto, o tal do “roda-teto“.

Surgindo como uma alternativa extremamente prática e econômica às tradicionais sancas de gesso, esse tipo de moldura, que pode parecer um simples detalhe, acaba conferindo um resultado estético bem diferenciado ao ambiente; fazendo uma transição harmoniosa entre as paredes e o teto.

A vantagem das sancas de gesso, claro, é que podemos trabalhar com rebaixamento e iluminação embutida, fazendo diversos tipos de jogos de luz. Entretanto, além de ser um investimento significativamente maior, o gesso faz uma sujeira descomunal, algo que seria completamente fora de questão para mim nesse momento.

Quando conheci essas molduras em poliestireno – um material leve, que pode ganhar um acabamento super liso (sem aquelas bolinhas feias características do isopor) e que pode até ser pintado com a cor de sua preferência – fiquei encantado. O efeito estético é idêntico ao que seria uma moldura em gesso. Então, sabia que quando chegasse a hora de repensar a decoração do apartamento, iria incorporá-las.

Aqui, um detalhe de como tinham ficado as paredes novas das salas de jantar e estar, algo que falei no post anterior, sem o roda-teto:

delimitação de ambientes por cor (2)

E agora, com ele:

rodateto poliestireno k1

Como podem ver, a diferença faz uma diferença!

Agora, um detalhe mais de perto do modelo específico que escolhi:

detalhe roda-teto K1

Engraçado que eu achei que, nas paredes brancas, ele não fosse sobressair, iria praticamente desaparecer. Não foi o caso!

moldura teto decoflair

O roda-teto trouxe uma certa imponência ao ambiente que não havia antes; é um acabamento que realmente diz que prestaram atenção nos detalhes, sabe? E, como disse: sem gastar muito tempo ou dinheiro.

Toda a colocação do roda-teto (uma área de 20 metros lineares) demorou menos de 3 horas (sem sujeira! sem pó! ô glória!) e o investimento ficou por volta de R$300, já incluindo o material *e* a mão de obra. Por sinal, a instalação é tão prática que é fácil encontrar tutoriais para que você mesmo instale, como esse:

O modelo específico que usei é o K1 da Gart; gostei do fato de que ele não é muito ornamentado, são traços retos como os da minha sala; mas há também vários outros modelos interessantes, de outras marcas também.

Espero que tenham gostado 🙂

rodateto gart K1

Até breve, pessoal!

Thiago S.

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