Adega vertical

Pouco espaço, muitas necessidades. Grande dilema que faz parte da realidade de muitos de nós. Gosto de pensar assim: a falta de espaço força você a ser… criativo.

Eu queria muito ter uma adega. Primeiro porque, óbvio, sempre tenho uma quantidade razoável de garrafas de vinho em casa e seria legal ter um lugar específico para elas. Segundo porque… elas são lindas, não são?! 🙂

Quando pensamos em adegas, pensamos basicamente em dois tipos: aquelas tradicionais de carvalho e/ou madeira, em forma de barril; e as climatizadas, mais modernas e sofisticadas:

adegas

As primeiras tem seu charme: remetem ao armazenamento antigo de vinhos em grandes barris de carvalho para seu amadurecimento, e dão um ar bem rústico ao ambiente. Entretanto, essa opção simplesmente não combinaria numa sala com traços mais contemporâneos como a minha, por exemplo (e realmente não há outro lugar onde ela pudesse ficar). As últimas, posso dizer que seriam ‘ideais’ para o armazenamento de garrafas de vinho mais caras, especialmente aquelas que vão ficar armazenadas por um tempo maior: alguns meses, talvez até anos. Vinhos de colecionadores, vinhos que evoluirão com o tempo. Como faço uso do vinho de forma mais ‘despretensiosa’, no dia-a-dia, e para socializar com amigos em jantares informais, não vejo grande necessidade da adega climatizada (pelo menos ainda… quem sabe no futuro? quando tiver um apartamento maior? quando estiver comprando garrafas de 200 reais? rs). Outro fator a ser considerado, contra essa opção, é o consumo de energia (é preciso pesquisar bem qual modelo comprar, e qual seria o impacto dele na sua conta de luz).

Bem, tanto uma quanto a outra opção não me satisfazem plenamente e, mesmo que fosse o caso, eu simplesmente não *teria* onde colocar essas adegas. Em cima do rack? Ficaria estranho. Por onde olhava, ficaria estranho, estranho, estranho.

Então…. o que fazer?

Aí, vendo um daqueles programas americanos de renovação de espaços, vi uma ideia interessante: as garrafas eram dispostas em módulos em uma parede, fazendo parte da decoração. Depois, fui procurar na internet os tais módulos e encontrei:

adega modular parede

Aí você vai colocando quantos forem necessários, dá pra fazer uma parede inteira disso e fica bem legal esteticamente. Em minhas pesquisas, vi também muitos outros modelos de adegas verticais, até que encontrei uma bem simples, mas que dava um efeito muito legal. Vamos ver?

IMG_88741

 

Adorei! Notem que a adega é super clean, não pesa no ambiente; o destaque acaba ficando para as garrafas em si, que viram parte da decoração. E o legal, também, é que aqui ficou super bem casado com os adesivos da cozinha, integrando a sala e a cozinha tematicamente.

E o melhor, sabe onde a adega está? Atrás da porta de entrada, num espacinho que, antes, era completamente morto!

IMG_88751

E, agora, a impressão que fica era que aquele espaço estava esperando por essa adega esse tempo todo (e é essa justamente a intenção por trás de todo problema que eu encontrei aqui no apê até hoje… fazer parecer que era intencional, desde sempre!). Até pensei em colocar duas, uma em cima da outra, mas achei que seria exagerado, pois eu não sou ‘colecionador’ de vinhos, eu compro para beber mesmo, como já disse, no dia a dia. Um tá bom! A adega no detalhe:

IMG_8871

 

Taí, uma solução tão simples, que fez uma grande diferença aqui!

E ah — pra quem estiver interessado, eu comprei a adega através do Mercado Livre; é só procurar por “adega vertical” que vocês vão encontrar essa e outras opções de adegas de parede.

Por hoje é só, pessoal! Gostaram?

Abraços,

Thiago.

 

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Novidades do Apê no Instagram

O post de hoje é um apanhado de algumas novidades que postei recentemente no Instagram do blog (@asagadoapartamento). E por que só lá? Bem, acredito que algumas dessas novidades simplesmente não justificam um post inteiro aqui no blog, então postar a foto por lá e fazer alguns comentários sobre ela já são o suficiente! A conta no Instagram realmente funciona como uma “companhia” para o blog, então o que você vê por lá, não necessariamente verá aqui e vice-versa 🙂

Algumas dessas coisas, vou mostrar agora e postei por lá:

adesivo vinho armário

Cara, que adesivo lindo! Adorei! Como vocês talvez lembrem, não é a primeira vez que faço uso de adesivos na decoração. Já usei na sala, como podem ver aqui:

banco alto vermelho

Quando bem escolhidos, os adesivos são muito eficientes pois conferem um ar único a qualquer ambiente.  Mais importante, eles devem refletir algo da personalidade dos donos da casa, das coisas que gostam… colocar um adesivo só porque achou bonitinho não é bom o suficiente. Eles chamam muito a atenção e vão ser notados por qualquer visita.

Assim, como enófilo confesso, sempre tenho várias garrafas de vinho em casa. Sabe aquela história de que uma tacinha de vinho tinto por dia faz bem? É uma máxima aqui. Então foi uma escolha lógica os adesivos com temas de vinho nos armários da cozinha. Simplesmente adorei o resultado.

Usei num dos módulos da cozinha, que tem frente em vidro (acima), e também na bancada que divide a cozinha e a sala de jantar, abaixo:

adesivo vinho bancada

 

Outra coisa que postei por lá, recentemente, foi essa pequena modificação, mas que ficou bem marcante:

instasaga2

Há um tempo atrás falei sobre a nova porta de entrada do apartamento. Ao contrário da anterior, que era pintada com esmalte para madeira, essa nova é toda laqueada. Só que o caixonete continuou pintado com esmalte branco, o que causou uma diferença significativa no tom de “branco”, lado a lado. O branco do esmalte ficava amarelado perto do branco puro da laca.

Então resolvi que, já que não dava pra ficar igual (e não estava disposto a pagar mais 200 reais para um simples caixonete ser laqueado!), faria completamente diferente.  Comprei esmalte cinza (uma latinha de R$15) e eu mesmo pintei o caixonete.

Taí um before and after.

porta entrada   instasaga2

O resultado me agradou muito: o cinza emoldurou a porta, destacando-a ainda mais. E, claro, ele remete à cor de algumas paredes da sala, das cadeiras da sala de jantar e do papel de parede. Ficou bem apropriado.

No Instagram, também posto fotos de pequenas aquisições; do que tem figurado no jardim atualmente, e por aí vai.
  gerberas e kalanchoe   rolhas na decoração

 

Outra coisa que acontece no Instagram é o fato de que, por lá, me permito compartilhar mais livremente ideias e fotos interessantes de outras fontes, ao contrário da proposta do blog, onde foco no meu apartamento e no que influenciou diretamente as minhas escolhas. Então você vai ver por lá ideias de decoração interessantes desse tipo:

mesinha amarela   estante feita de nichos

E, finalmente, o espaço está aberto para que os próprios leitores compartilharem algumas imagens de seus espaços preferidos em casa. É só marcar @asagadoapartamento em uma de suas fotos no Instagram! 🙂

 decoração do leitor   decoração do leitor

 

Bem, queridos e queridas, é isso. Nos vemos por aqui, nos vemos por lá… 🙂

Abraços,

Thiago S.

 

O blog no Instagram: @asagadoapartamento

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A saga do ar condicionado na sala (sem quebra-quebra!)

O post de hoje é dedicado a pessoas que, assim como eu, não conseguem ficar sem uma das maiores invenções do homem: o ar condicionado. Nele, vou responder basicamente duas perguntas: a primeira, se de fato vale a pena investir num ar condicionado portátil como alternativa ao split; e a segunda, como instalar um split sem precisar quebrar parede (o que meio que já responde a primeira pergunta, né?). Também vou falar sobre minha experiência (complicada) comprando nas lojas virtuais PontoFrio.com e CompraCerta.

Vamos lá?

***

6 longos meses. Esse foi o tempo que demorou do momento em que fiz o (primeiro) pedido do ar condicionado para minha sala até a publicação desse post.

Sendo bem realista, parece que está cada vez mais complicado fazer obra no nosso país. É fazer o pedido e rezar para que ele seja entregue no prazo; é rezar também para que não dê nenhum problema, pra não precisar contar com a boa vontade da loja pra realizar a troca. Pagamos, e parece que estão nos fazendo um favor.

E eu, que tinha me programado para passar o verão com a casa climatizada, me vejo publicando esse post… no outono. Legal.

Ainda bem que existe A Saga do Apartamento, minha válvula de escape. Hora do show.

 

Parte I – A novela do ar condicionado portátil

Antes de decidir comprar o ar condicionado split, fiz a compra, através do site Ponto Frio, de um ar condicionado portátil da Olymplia Splendid. Aqui no condomínio, não é permitido quebrar as paredes nem para colocar ar condicionado split, pois ele é em alvenaria estrutural. Logo, descartei a ideia de colocar um split, mas fui atrás da alternativa, pois o calor no RJ já ultrapassou os limites do suportável. E aqui verão é quase o ano todo, afinal.

Então, comprei o ar, e quando chegou, percebi que de ‘portátil’ aquilo não tinha nada.

ar condicionado portatil olimpia splendid

 

Por  fotos promocionais como essa, somos levados a acreditar que o dito cujo não ocupa tanto espaço. Mas não só ele é enorme (tanto em altura quanto em profundidade), como também é muito pesado, o que dificulta demais ficar levando-o de um lado pro outro. Outra coisa: A foto aí de cima nem mostra o tubo enorme que você precisa acoplar no aparelho para fazer a saída de ar quente (a gente sabe que ele existe, mas não tem noção de quanto espaço ocupa). Algo assim:

ar condicionado portatil tubo

Ou seja, no fim, você ainda tem que contar com um espaço extra para poder deslocar o tubo extensor.

E, claro, sem falar que, muitas vezes, vai precisar fazer um furo no vidro (da porta, da janela) para poder fazer a passagem e fixação do tubo. Apesar dessas dificuldades, eu persisti e fiz mesmo assim (entendam que o calor dessa cidade amplamente conhecida como Hell de Janeiro chega aos 50 graus, tá bom pra você?).

Mandei fazer um furo no cantinho da porta da varanda, que fica escondido atrás do sofá:

abertura no vidro

E coloquei o ar condicionado, que tinha 13.000 BTUS, para funcionar. Resultado?

Meu ar condicionado do quarto, de 7.500 BTUS, gelava mais que esse trombolho de 13.000. Esse parecia mais um climatizador que um ar condicionado. Vamos lembrar que o ar condicionado portátil é um produto muito caro, chegando a ser mais caro que um split. Ou seja, se é pra pagar caro, que o produto pelo menos funcione como esperado. Não é o caso.

E, acreditem ou não, na segunda vez que liguei o ar, ele parou de funcionar. Simplesmente. Em retrospectiva, acho que foi melhor assim, caso contrário ainda estaria com aquilo aqui em casa.

Aí o problema seguinte foi lidar com a Ponto Frio, que demorou mais de 2 meses(!!!!!) para recolher o produto defeituoso. Agora você imagina, ficar com algo desse tamanho ocupando precioso espaço em um apartamento e sem funcionar? Liguei para a operadora do cartão, cancelei a compra (porque imagina, ficar esperando eles recolherem um produto para fazer o estorno? E se não recolhessem?) e, muitas semanas depois, o produto foi recolhido. Isso depois de marcarem várias vezes e não aparecerem. E quando finalmente apareceram…. não avisaram. Parabéns pela completa falta de organização e profissionalismo, PontoFrio.com,  perderam um cliente pra sempre.

E depois dessa palhaçada toda, fui atrás da outra alternativa.

*

Parte 2 – Como instalar ar condicionado split na sala, sem quebra-quebra

Como disse antes, só não optei direto pelo split pois o condomínio não permitia quebrar a parede. Entretanto, conversando com um vizinho, conseguimos pensar numa forma de contornar o problema, me aproveitando daquele furo na porta de vidro que fiz.

Comprei o split no Compra Certa. Já havia comprado na loja virtual antes, mas dessa vez eles extrapolaram o prazo significativamente (que já era longo, 25 dias úteis), o que me causou um pouco mais dor de cabeça. Enfim ele chegou, e o que fiz foi o seguinte:

Ao invés de quebrar a parede e esconder a fiação nela, a fiação ficaria, inicialmente, aparente, passando para fora pela abertura existente. Assim:

IMG_7740

 

IMG_7742

E agora ficava faltando pensar na parte estética, sobre como esconder a tubulação aparente.

A primeira coisa que pensei foi fazer uma coluna em gesso. Cheguei até a cotar com alguns gesseiros quanto cobrariam pelo serviço (cerca de R$200), mas eles mesmos me alertaram para o fato de que qualquer manutenção que precisasse ser feita no ar condicionado, a coluna teria que ser quebrada e o serviço refeito.

Decidi, então, conversar com um marceneiro sobre fazer uma coluna de madeira, removível, para esconder a tubulação do ar.

Melhor ideia ever.

split na sala sem quebrar parede

Não só o resultado ficou muito parecido com o de uma coluna de gesso, como também saiu significativamente mais barato, metade do preço cotado com o gesseiro. Podem perceber, também, que já havia uma coluna de gesso horizontal no teto, e essa nova coluna em madeira se assemelha muito a ela, formando meio que uma moldura na parede. Talvez, no futuro, isso possa servir para fazer algo decorativo, pintando essa “moldura” com uma cor diferente, algo do tipo. Quem sabe.

O split, da Consul, tem 18.000 BTUS, e gela muito bem a sala de estar e de jantar, assim como a área da cozinha e o corredor. Se eu deixar a porta do banheiro aberta, ele também fica geladinho. Ou seja, a potência foi suficiente para dar conta do apartamento inteiro, fora os quartos; uma área de 30m2.

Finalmente, preciso falar sobre a condensadora, a parte externa que fica na varanda.

Ela tomou um espacinho precioso na varanda, que não é enorme, mas já que ela ficou justamente embaixo da floreira, resolvi aproveitar a oportunidade pra integrar a condensadora ao ambiente.

disfarçar condensadora split varanda

Gostei muito de como ficou, “parte do jardim”. E mais uma vez a gente vai encarando essas pequenas dificuldades que aparecem, tentando torná-las favoráveis de algum jeito.

Pode parecer tão simples, mas é impressionante o quão complicado pode se tornar algo como instalar um ar condicionado na sala. Espero que com esse post eu possa facilitar de alguma forma a experiência de vocês.

Grande abraço e até a próxima,

Thiago S.

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Confira também:

 

 

 

Um pouco de cor, por favor!

Oi querid@s, tudo bem com vocês?

Há um tempo atrás, houve um pequeno acidente aqui em casa, com a prateleira superior da bancada que divide a cozinha da sala. Ela não resistiu ao peso e, como consequência, perdi várias taças de cristal (ô tristeza!) e as banquetas da bancada ficaram com algumas rachaduras, por causa do impacto com o vidro. Com o tempo, as rachaduras ficaram um pouco maiores, até que decidi finalmente trocá-las.

Cheguei a colocar no carrinho de compras as mesmas banquetas que tinha antes, na cor branca, mas depois pensei que deveria aproveitar a ‘oportunidade’pra mudar um pouco. Um pouco de mudança não faz mal à ninguém, certo? Nem um pouco de cor….

O ambiente da minha sala/cozinha é predominante e deliberadamente composto por cores neutras, como o branco, o cinza e o bege, que dão uma sensação de espaço maior, acalmam, e também conferem um ar contemporâneo. Daí resolvi testar puxar uma cor mais forte para quebrar um pouco o clima de paz mundial que reinava ali.

Antes era assim….

bancada cozinha americana

Agora ficou assim:

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splash de cor pra animar a decoração!

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Podem ver que a cor é bem marcante e, para potencializar ainda mais o efeito, tratei logo de achar um jogo americano que combinasse.

banco alto vermelho

O vermelho é ecoado em alguns outros pontos de decoração da sala, como se nota nas caixas organizadoras. Detalhes, detalhes… que fazem a diferença.

Por enquanto é isso, mas mês que vem tem novidade bem maior! Fiquem ligados 😉

 

Abraços,

Thiago.

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Reavalindo a compra… do piso laminado (Durafloor/ Pallas Dobbin)

saga do apartamento 2 anos

Como vocês podem ver aí no print, há exatos 2 anos eu publicava meu primeiro post aqui, que levava o mesmo nome do blog. Confesso: é estranho reler algo que escrevi aqui antes. Me faz lembrar do quão difícil foi chegar aqui, em casa, no fim do dia, e ver tudo do jeito que está. Ler aquele primeiro post é quase doído, foi uma época bem angustiante. E o blog me ajudou muito a lidar com isso, e me fez conhecer muita gente legal. Como já disse aqui antes, esse mundo dos blogueiros de decoração é um muito delicioso de se fazer parte, são todos como bons vizinhos.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu, essa época parece incrivelmente distante de mim, mas é bom saber que toda a trajetória está aí pra auxiliar quem está passando pela(s) mesma(s) coisa(s).

Me deixa feliz quando me dizem que estou ajudando – bem, obrigado, vocês também me ajudaram muito. E vamos que vamos!

Hoje vou postar algo que já me pediram diversas vezes: uma reavaliação do piso laminado.

* * *

“Reavaliando a compra…” é uma série de posts onde revisito minhas escolhas para o apartamento criticamente, focando na durabilidade dos produtos, na assistência técnica e no suporte pós-vendas das lojas e fabricantes.

FATO: A primeira vez que eu enxerguei meu apartamento como “LAR” foi quando eu vi meu piso laminado, tão sonhado, finalmente instalado. Coisa que eu ilustrei, na época, com essa foto aqui no blog:

carvalho-dover3

Que lembrança boa. Eu sempre soube que queria piso de madeira; mas daí até chegar no modelo específico, e depois finalmente vê-lo prontinho… foi uma longa jornada. Isso tudo vocês podem, se tiverem interesse, ler detalhadamente nos posts onde falo sobre o assunto: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5.

Mas e agora, mais de um ano e meio depois da compra, como eu me sinto em relação ao piso, no dia-a-dia?

***

AVALIAÇÃO #5 : Piso Laminado Durafloor (Linha Studio, Padrão Carvalho Dover)

EMPRESAS RESPONSÁVEIS: Pallas Dobbin (Loja), Durafloor (Fabricante)

TEMPO DE USO: 1 ano e 8 meses

Bem, antes de mais nada: ninguém compra piso para durar um, dois anos. Pois bem, avaliar *de verdade* eu só poderei depois de pelo menos uns 5 anos de uso, mas como sempre me perguntam sobre o que estou achando do laminado, aqui vai essa review, preliminar, da minha experiência com ele até o momento.

Em primeiro lugar, preciso falar sobre a praticidade do laminado, que é uma mão na roda quando falamos de manutenção! A limpeza, conforme indicação do próprio fabricante, era pra ser somente com um pano úmido… e pronto. Por alguns meses eu segui a recomendação, até que um vizinho, que também tinha laminado, me apresentou isso aqui:

destac

Eu não conhecia o Destac, então fui procurar saber do que se tratava. Chequei no site da Durafloor, e vi que eles dão essa informação: “Conforme consta no Certificado de Garantia, o limpador Destac poderá ser utilizado diariamente, porém não deve ser aplicado diretamente no piso, sempre no pano; caso apresente marcas ou manchas, suspender o uso; poderá também diluir na água, pois é um produto como detergente” (Fonte: Durafloor). Já que era recomendado pelo fabricante, resolvi testar.

Adorei o resultado! O cheiro do produto é excelente, lavanda; deixa o apê com leve cheirinho de limpo. E, claro, sendo uma espécie detergente, é ainda mais eficaz na limpeza que simples pano úmido. Tem uma série de produtos Destac, e esse aí em cima é o específico para laminados. Aqui embaixo o piso logo após o Destac ter sido aplicado.

destac aplicado piso laminado durafloor

Bem, agora em relação à resistência/durabilidade do laminado em si, também sou só elogios. Não que ele não arranhe de forma alguma, isso é mentira; mas é muito menos suscetível à arranhões, obviamente, que um piso de madeira, por exemplo. Dependendo da escala de resistência à abrasão (que no mercado brasileiro, entre os pisos laminados, varia de AC-2 para o mais frágil e o AC-5 para o mais resistente), pode ser bem duro. O meu, Durafloor Studio, é um AC-4, e tive só pequenos problemas com arranhões. Vale lembrar que cada linha da Durafloor (e outros) tem uma resistência específica, sendo essa a razão pela qual são direcionadas ao uso doméstico ou público de alto tráfego, por exemplo.

O maior dos problemas que tive foi numa ocasião bem infeliz onde a prateleira que fica acima da minha bancada da cozinha veio abaixo (ela não tinha sido bem afixada pela montadora dos móveis, olha o perigo!), e com ela vieram também taças e outras coisas de vidro. Triste, mas felizmente, pelo menos, ninguém se machucou. Enfim, o impacto foi bem grande, e nas fotos que tirei, os arranhões são imperceptíveis.

E esse foi um caso extremo. Entretanto, acho que a COR que escolhi também favorece isso, disfarça possíveis arranhões.

O piso continua muito bonito e até agora, eu não me arrependo, de forma alguma, de tê-lo colocado. Ainda mais quando o comparando com o porcelanato da cozinha, que dá bem mais trabalho… Mas aí já é assunto pra outro post.

Então é isso, querid@s! Espero que tenha sanado suas principais dúvidas.

Até a próxima, abraços,

Thiago S.

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Dividindo ambientes com luz

O post de hoje é diferente dos demais pois está sendo publicado no mesmo dia em que comecei a escrevê-lo: quis logo compartilhar com vocês o que aconteceu quando resolvi trocar a lâmpada do pendente da sala de jantar.

Quando me mudei, não pensei duas vezes antes de comprar somente as lâmpadas fluorescentes para o apartamento, por uma série de vantagens que já estamos cansados de saber (menos gasto de energia e maior vida útil, por exemplo). Só que essas lâmpadas tem uma simples desvantagem: deixam o ambiente menos acolhedor que as tradicionais lâmpadas incandescentes.

Daí que, um belo dia, ao sair da casa de um vizinho que usa as lâmpadas tradicionais e ser surpreendido com o contraste de luminosidade entre nossos apartamentos, resolvi ir atrás de outras lâmpadas, para, pelo menos, testar o efeito que causariam aqui.

Testei a luz incandescente em cada ambiente, mas, por fim, resolvi manter as fluorescentes em seus devidos lugares. Acabou que achei que a luz não estava de acordo com o estilo do apartamento. Isso é, exceto em um lugar: na sala de jantar.

Assim que eu troquei a lâmpada e a acendi, o ambiente se transformou com.ple.ta.men.te. Foi como se eu estivesse vendo aquela sala do jeito que era pra ser vista, pela primeira vez. Fiquei, literalmente, boquiaberto.

Bem, a sala antes, como já mostrei aqui algumas vezes, ficava assim…

pendente sala de jantar lampada fluorescente

… e eu realmente acho que ela tinha seu charme exatamente assim, desse jeito.

Mas vamos ver a sala agora?

sala de jantar nova

Não sei se consegui captar exatamente o “feel” do lugar (a câmera deixa a luz mais ‘branca’ do que é, também). Mas ficou completamente diferente, muito mais intimista que antes. Claro que esse efeito foi causado, em grande parte, pela luminária. O pendente craquelado agora projeta sombras por toda a sala de jantar, criando um clima único. Antes, com a luz fluorescente, o mesmo não acontecia, era uma luz bem difusa.

Como disse, essa foi a única lâmpada que troquei, e resolvi deixar as outras fluorescentes. Imaginei que pudesse ficar estranho, mas até gostei do resultado, pois a luz da sala de jantar demarca exatamente o que é a sala de jantar e o que não é. O ambiente ganhou uma interessante divisão natural, vejam:

divisao sala de jantar sala de estar

É interessante lembrar que há diferentes formas de delimitar ambientes, sem separá-los com barreiras físicas (divisórias, paredes, biombos etc.). Pisos diferentes, tapetes, tetos e até a iluminação podem setorizar cada ambiente, mostrando o que é o que, dividindo por função. E claro, isso é bom pois evita que os espaços pareçam menores do que são, coisa que acontece com as barreiras físicas.

Por fim, também é preciso mencionar o fato de que há lâmpadas fluorescentes que produzem uma luz branca “quente, remetendo às lâmpadas incandescentes tradicionais. Não é difícil encontrá-las em lojas de decoração. Cheguei a testar a luz amarela fluorescente no pendente da sala de jantar, e, realmente, o ambiente ficou mais aquecido, só que sem o efeito de sombras que tanto gostei com a luz incandescente. Mas para a varanda, por exemplo, resolvi trocar para a fluorescente amarela, pois dá um acolhimento maior e é mais econômica.

Mas enfim, o que vale é conhecer as opções, testar, e analisar o que mais tem a ver com o que você quer para o ambiente. Recomendo mudar: você pode se surpreender com o que vai acontecer!

Abraços,

Thiago S.

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Belas praticidades para o dia-a-dia: sapateira, capacho, toalha de mesa etc.

Dando uma folga na série de avaliações sobre as compras que já fiz para o apartamento, hoje o assunto é bem mais light (até no bolso: tudo que vou mostrar nesse post custou entre R$20 e R$50!). Quero compartilhar algumas coisinhas pequenas que ajudam *e muito* na organização diária, mas que às vezes nós vamos deixando de lado. Eu mesmo só agora fui atrás delas.

Tipo quando você chega em casa, tira logo os sapatos e os mesmos ficam ali, perto da porta. E quando você vê, tem 6 pares de sapato amontoados no mesmo lugar. Um horror. Sim, eu sei, todos nós somos culpados desse crime…

Como tenho muitos sapatos e tênis (falta espaço pra guardar no armário), não tenho espaço para aquelas sapateiras grandes (algumas até muito bonitas, com grandes portas espelhadas, etc.) e obviamente não posso deixar do lado de fora de “casa” como muita gente faz, acabava que às vezes aparecia sapato em lugares bastante inusitados. Tipo debaixo do armário da cozinha? Deixa quieto… Mas enfim, um belo dia, enquanto andava sem compromisso pela ETNA, vi uma sapateira de madeira muito simpática, bem diferente daquelas outras que descrevi acima.

sapateira pequena madeira

Claro que era exatamente o que eu precisava! Ela não pesa no ambiente (vazada, apenas 30cm de altura, e até combina com o piso rs), e é perfeita para ficar ao lado da porta, pois assim que chegamos já colocamos o sapato ali. Mesmo quando tem vários sapatos nela, não fica aquele ar de “bagunça”, sabe? Foi um achado. E o melhor: R$19,90 na Liquidação da Etna!

Tem uma outra versão com 3 andares, mas aí acho que já pesa mais, especialmente se é algo para ficar à vista.

Nesse mesmo dia pela ETNA, aproveitei também para levar um capacho decente para o apê. O antigo já estava meio sujinho e não me dizia muita coisa. E como o capacho é a primeira coisa que suas visitas vão olhar (enquanto você não abre a porta), vale a pena investir um pouquinho.

capacho folhas porta

Esse aí custou apenas R$29, e tem outros modelos na mesma faixa de preço na loja, como esses aqui:

modelos capachos porta

Com certeza valorizam a entrada.

Uma outra coisa boba que comprei, mas que tem feito uma diferença grande no “senso de organização” do apartamento é… o porta controle remoto! Se eles não ficam no lugar, vocês sabem, eles tendem a sumir o tempo inteiro, sem falar que sempre espalhados pelo sofá, não dá um visual lá tão elegante. Aí quando eu vi esse simples porta controle estilo Hollywood-vintage (por apenas R$19!), não pensei duas vezes.

porta controle remoto vintage hollywood

E finalmente, outra coisa que, descobri na prática, que não dá pra ficar sem é uma boa toalha de mesa. Eu amo minha mesa de jantar, acho ela linda, e achava um desperdício a cobrir quando tinha que receber convidados aqui. Então passei um bom tempo sem toalha de mesa, mas a verdade é que a superfície de vidro está sujeita a pequenos arranhões com o simples deslocar de um descanso de panela ou uma jarra de vidro. Isso não é algo que queremos, certo? E então lá fui eu procurar uma toalha de mesa que fugisse do tradicional xadrez (fora café da manhã, não dá né?), e que eu me sentisse confortável pra dia de festa.

E foi aí que encontrei, na ZELO, uma toalha de mesa do Alexandre Herchcovitch perfeita!

toalha mesa floral alexandre herchcovitch

Olha, se eu tivesse que desenhar uma toalha pensando no que funcionaria para o meu apartamento, não teria desenhado nada diferente, seja quanto à cor ou padronagem. Essa é um floral, mas tem outras da coleção que também são muito elegante.

Resultado final:

toalha alexandre herchcovitch jantar íntimo

Dia de jantar para amigos próximos, com a mesa devidamente coberta, protegida, mas a sala igualmente bonita. 🙂

Agora sim!

Bem, querid@s, acredito que é isso por enquanto. Espero que alguma coisa possa lhes ser útil. Vou curtir agora meu mereciiiido recesso de julho! Nos vemos em breve, escrevam-me se tiverem alguma dúvida, e podem também me seguir no Instagram (@thisardenberg).

Grande abraço,

Thiago S.

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Organizando o Open House, parte 2: Como recepcionar os convidados e Decoração

Oi pessoal!

Hoje eu darei continuidade ao meu post anterior sobre a festa de OPEN HOUSE. Enquanto na primeira parte eu falei da lista de convidados, dos convites e de sugestões para o cardápio do evento, agora eu vou ser um pouco mais específico e focar em como recebi os meus convidados,  na decoração, organização e disposição dos móveis.

Bem, primeira coisa que precisamos manter em mente: Sua casa é a estrela principal. Assim, não vá “fantasiá-la” demais!!! Vale, sim, realçar a beleza de alguns ambientes, fazendo uso de velas, flores e bolas, claro; mas sem exageros. Ninguém vai querer ‘esconder’ a própria casa no Open House.

Eu queria que meus convidados, logo ao chegar, entrassem no clima da comemoração, então resolvi brincar um pouco com a porta de entrada.

Ninguém se perde no corredor, e já dá aquele ar festivo! Só vou dizer que no final, teve gente até tirando foto junto com as letrinhas (depois de umas caipirinhas, já viu né 😉

A sala de jantar foi reformulada: Ao invés da mesa de jantar se encontrar no centro, ela foi levada para o canto, junto ao papel de parede, abrindo precioso espaço para circulação quando se entra no apartamento.

Duas das cadeiras da mesa de jantar foram dispostas junto à ela, mas voltadas para a sala de estar, de forma que todos pudessem interagir. As outras duas cadeiras foram levadas para a varanda. Vamos falar sobre elas mais à diante.

Vocês podem notar também que, embaixo da mesa de jantar, foram colocadas algumas bolas de festa. Elas estilizam o ambiente, mas não chamam muita atenção. As bolas, de cor metálica, foram escolhidas para dar o clima festivo sem destoar do principal, que é a decoração do apartamento em si.

Lembram que disse, no post anterior, que a maioria das comidas servidas devem ser finger food (ou seja, os próprios convidados se servem, e podem pegar um guardanapo para o fazer, sem necessidade de pratos)? Pois bem, fazendo dessa forma, a mesa de jantar assume a função de mesa buffet:

Todas as comidinhas ficam lá dispostas (só estão faltando aí a sopa, que servi no fim, e a sobremesa) e assim você tem mais tempo de interagir com todos os seus convidados.

Agora, uma visão geral do apartamento, pegando a sala de estar e de jantar:

Notem que os móveis foram dispostos de forma que todos possam interagir. Temos dois lugares na área de jantar, as duas banquetas que fazem a separação da área da cozinha e os 4 lugares do sofá, totalizando 8 lugares nessa área.

E, claro, dispondo os móveis dessa forma, podem perceber que o centro da sala está totalmente livre para o trânsito das pessoas, dando uma clara sensação de espaço, que não seria o caso se a mesa estivesse disposta como fica no dia-a-dia.

Quanto ao banheiro, que não está pronto, o que fiz foi colocar esse quadro na parede, onde ficará o espelho, para dar um ar mais acolhedor, e também usei uma vela aromatizada para isso. Claro: ao receber visitas, certifique-se que o banheiro tem toalhas de mão limpas e papel higiênico novo.

Por fim, vamos à varanda, que fica como um ambiente extra. É interessante usá-la caso você esteja recebendo grupos de amigos diferentes. O pessoal geralmente adora varandas: É fresquinho, tem vista interessante… então o problema vai ser que todos vão querer ficar por lá! rs

Para poder aproveitar melhor o espaço, lembram das duas cadeiras que disse que levei pra varanda, da sala de jantar? Então, comprei na Etna uma manta (essa aí de baixo) muito bonita, e a usei para cobrir as cadeiras que ficaram na varanda.

A impressão que dá é que temos um sofazinho na varanda! Gostei do resultado. Assim, temos um outro ambiente com mais 4 lugares!

Enfim, preciso dizer que é muuuuuuito bom receber seus amigos em casa, finalmente! Muito prazeroso mesmo. É algo que sempre vou querer fazer. Espero que, ao planejar seus open houses ou outras festinhas na casinha, algumas dessas dicas simples sirvam pra vocês.

Ah, e os presentinhos da lista de presentes podem parecer bobagem, mas, no fim, é impressionante quanta coisa útil você ganha! 😉

Bem gente, espero que tenham curtido os posts.

Até breve!

Thiago S.

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Organizando o Open House, parte 1: Quem/Como/Quando convidar + O Que servir

Dia de gala no “A saga do Apartamento”.

Recentemente, abri as portas da minha simple home for two para meus amigos pela primeira vez. Sim, tem bastante coisa para contar. Desde o planejamento das festas – no plural, pois seria impossível ter um único open house  considerando nosso espaço – passando por escolha de cardápio até a decoração da casa. Como não quero passar batido por nada, resolvi desmembrar o post, que estava ficando gigantesco, em dois.

Nesse primeiro post, falarei um pouco sobre Open Houses em geral (até porque acho que estarei expandindo um pouco o conteúdo do que já vi na internet, que me pareceu um pouco repetitivo e formalzinho demais). Falarei também sobre convites e lista de convidados e, por fim, sobre o cardápio do evento.

I

Open House – O que é? Quando fazer?

Desde que compramos nosso novo apartamento ou casa, acho que já imaginamos o momento em que tudo estará pronto para começar a receber os amigos. É a melhor fase! Geralmente esse intervalo leva mais tempo do que o planejado, pois sempre há coisas que fogem do nosso controle e acabam atrasando os planos.

Então fica a pergunta: Qual o momento certo para chamar as pessoas para o Open House, uma espécie de “inauguração social” de sua casa? Bem, a resposta é que não há resposta certa para a pergunta, mas acredito que é melhor segurar um pouco a ansiedade, e dispor pelo menos de uma estrutura básica para receber seus convidados confortavelmente.

Quando falo de estrutura, penso em: Há lugares suficientes para todos, mesmo que forem ficar sentados o tempo todo? Há lugar onde poderei servir as coisas? Há equipamento para entreter meus convidados? Esse tipo de coisa. Se as respostas são sim, você já pode começar a pensar no Open House. Caso não, talvez seja melhor esperar mais um pouco.

Isso não quer dizer que sua casa precise estar totalmente decorada, com todos os acabamentos perfeitos, e com todos os móveis e eletrodomésticos. Pouca diferença fará uma lavadora, uma estação de trabalho, ou um quadro no corredor em termos de Open House. Afinal, o Open House é uma celebração bem informal, onde você traz à sua casa seus amigos mais próximos; gente que, com certeza, retornará à sua casa posteriormente, e que vai gostar de notar as “novidades”.

II

Listas de Convidados, Convites e Listas de Presentes

Algo primordial no planejamento de um Open House é a lista de convidados. Tenha em mente sempre o número exato de lugares que você dispõe em sua casa, e evite chamar muito mais que esse número. Por exemplo, em meu apartamento tenho 12 lugares: sofá que cabem 4 pessoas, 4 cadeiras da mesa, e 4 banquetas – 2 na varanda e 2 na sala. Nenhuma lista de convidados que planejei excedeu 12 pessoas. Claro que nem todos ficarão sentados o tempo todo, mas você não quer que seus convidados temam ir no banheiro e ficar sem lugar o resto da festa, quer? E outra coisa – gente demais dá a sensação que o espaço é menor do que é.

Com isso em mente, pensei não em um, mais sim 3 Open Houses para meus amigos. Três círculos de amigos diferentes. Algo do tipo “amigos do trabalho”, “amigos da faculdade”, “amigos da escola” etc. Lembrando, claro, que você não precisa, nem tem a obrigação de, chamar todo o pessoal do seu trabalho, por exemplo. Chame apenas os mais próximos, e que se dão entre si; afinal, como é algo bem intimista, você não vai querer criar climão.

Pode parecer muita coisa, mas acredite, é perfeitamente possível com um pouco de planejamento, como vocês vão ver!

Agora que você já tem a sua lista de convidados, é hora de… convidá-los, oras. Mas como? Sendo evento informal, o Open House não requer um convite impresso, mas, se você quiser impressionar, bem, não há problema algum. Numa era de Facebook, entretanto, é muito simples criar um evento e adicionar seus convidados. O Facebook é também uma boa ferramenta pois permite que o convidado confirme ou não sua presença com antecedência, o que é essencial para seu planejamento. Inclusive, você pode pedir para seus convidados que RSVP até determinada data.

Tanto por Facebook quanto por e-mail, você pode personalizar um pouco mais o convite, adicionando uma imagem como essa, que encontrei na internet, e personalizei com meu próprio texto.

Pode também imprimir a própria imagem num papel apropriado e enviar aos seus amigos; ou, ainda, se preferir, pode convidá-los até mesmo por telefone, ou pessoalmente. É informal assim!

Agora, como puderam notar na imagem do convite modelo, há o “nossa lista de presentes” no convite. Já li na internet que Open House não se deve fazer lista de presentes. Bem, pensemos um pouco. A pessoa está te convidando para uma festa de inauguração na casa dela, com comes e bebes por conta dela. Mesmo que não houvesse lista de presentes, acho que nunca teria coragem de chegar de mãos vazias no evento. Já participei de alguns Open House, e é muito mais fácil quando o anfitrião disponibiliza a lista, pois aí você sabe o que de fato ele precisa. E, sem falar que, você pode fazer dos próprios presentes uma fonte de entretenimento, com brincadeiras tipo “descubra o que é” etc.

Agora: Talvez esse ‘não’ à lista se aplique caso o casal tenha se casado, e os convidados já deram seus presentes de casamento. Aí, de fato, uma nova lista de presentes não seja realmente de bom tom, ficando a critério dos convidados trazer algo ou não. Mas, como no meu caso e de muitas outras pessoas não tem casamento na jogada, então sim, há lista sim.

III

Cardápio do Open House

Na hora de escolher o cardápio, praticidade impera. É recomendável que você planeje o tipo de comida que seus convidados possam servir-se a qualquer momento, e que não te impeça de estar interagindo com todos durante o evento. Lembre-se, esse é um momento seu, e você tem que aproveitar tanto quanto seus convidados!

Vou dar uns exemplos práticos do que servi no(s) meu(s) Open House, para ilustrar:

a) Tábua de Frios – é uma mão na roda. Não só funciona como perfeito tira gosto, mas, se bem arrumada, também deixa a mesa muito bonita. Gostaria de poder dizer que eu mesmo arrumei essa belezura aí embaixo, mas não tenho tanta habilidade com frios! Encomendei a tábua na Art Pão.

b) Antepasto de Berinjela – Muito fácil fazer! São berinjelas cortadas em tirinhas; passas brancas; pimentão vermelho também cortado em tiras; azeitonas pretas sem caroço fatiadas; sal, vinagre e orégano à gosto; banhados pelo menos 250ml de azeite. É prático mesmo, e as pessoas ADORAM! Fica uma delícia mesmo, com uma torradinha…

c) Batatinha Calabresa – Fora a apimentada receita tradicional (que pode ser encontrada facilmente na internet) há um ingrediente extra na nossa receita: bacon!

f) Torta capixaba. A torta é uma delícia de frutos do mar, com recheio de camarão, siri, bacalhau e caranguejos desfiados. Cortesia da minha tia, uma chef de mão cheia! A torta foi cortada e servida em pratinhos pequenos, para todos experimentarem.

e) Tortas diversas; cortadas em quadradinhos, no convidativo estilo “pegue um guardanapo e sirva-se”

f) Pãezinhos recheados, alternativa prática para os salgadinhos. Não há a preocupação de ter que servir na hora com medo de esfriar.

g) Licuada (ou clericot); a licuada foi uma bebida que experimentei em Punta del Este, e adaptei aqui. É uma sangria com vinho branco e frutas cortadas (da sua preferência; mas combina bastante com morangos, maçãs e kiwis, por exemplo!). Sucesso entre os convidados!

h) Caipivodkas (com Absolut edição limitada, porque meus amigos não são muito chegados em cerveja, então caprichei nos drinks!)

i) Brigadeiro de colher. Até a sobremesa segue a regra da praticidade. Todo mundo adora o brigadeiro, e faz uma vista legal na mesa. Esse brigadeiro foi feito no microondas, e ficou uma delícia! Num pote de vidro fundo, coloque os ingredientes (achocolatado, leite condensado, manteiga), misturando-os bem até ficarem homogêneos. Leve ao microondas por dois minutos, tire, misture bem, e depois leve ao microondas por mais 1 minuto e meio. Pronto. O brigadeiro deve ser colocado imediatamente nos copinhos, antes de esfriar!!!

Bem, essas são algumas ideias… Por hora, ficamos por aqui; numa outra oportunidade, vou voltar a falar sobre Open House, só que focando na decoração, em como receber os convidados etc.

Espero que aproveitem as dicas!

Thiago

Leia também a continuação desse post:

Escolhendo o Centro de Mesa: Vaso com Flores

Olá, blogosfera!

Hoje vou mostrar pra vocês como ficou a mesa de jantar com o centro de mesa eleito, mas antes irei mostrar rapidinho algumas outras opções que considerei antes de tomar minha decisão.

Pelo que tenho visto, a opção mais manjada usada é a fruteira. Não quero desmerecê-la, pois vi algumas fruteiras bem bonitas nas minhas andanças por lojas de decoração… Prefiro algo assim:

Linhas um pouco mais retas, que conferem ar mais moderno. Ainda assim, queria fugir um pouco do lugar-comum, então fui atrás das outras opções.

Temos também aqueles pratos com objetos decorativos. Algo nessas linhas:

Confesso que gostei inicialmente da ideia, pois essas bolas decorativas remetem diretamente ao pendente que fica em cima da mesa de jantar, tem o mesmo efeito craquelado no vidro.

Outra opção que, na teoria, me agradava, eram os castiçais de cristal e candelabros.

Só que na prática, não consegui achar nenhum pelo qual tenha me apaixonado, sabem como é…  A maioria que vi, tive a impressão de que eram ornamentados demais, ficando fora de sintonia com todo o resto do espaço.

Foi então que, numa dessas lojas, vi um maravilhoso arranjo com rosas brancas, que me chamou atenção à ponto de parar pra admirar. A verdade é que não sou fã de flores artificiais, e nem havia considerado esta como uma opção em momento algum. É difícil encontrar flores artificiais que realmente chamem a atenção por sua beleza; na maioria das vezes, só consigo pensar, “que coisa mais fake!”

Não era o caso desse arranjo. As flores e folhas pareciam incrivelmente naturais, e, em conjunto com o vaso de cristal, ficava uma peça realmente bonita de se admirar. O engraçado é que eu fiquei pensando, “ah, mas onde vou colocar isso….”. Nem me toquei que poderia colocar ali mesmo no centro da mesa (que era o que estava ali pesquisando)!!!

Quando me deu o estalo, perguntei para a vendedora o que ela achava da ideia, se achava que ficaria legal. Com o incentivo dela… resolvi que esse seria meu centro de mesa.

É engraçado como suas respostas estão onde menos se espera! Nem havia pensado em flores, em vaso para plantas… Mas agora, faz absoluto sentido que seja esta a peça escolhida, deu muita vida ao lugar, e, como vou mostrar, ainda brincou com o papel de parede.

Vamos primeiro para o detalhe do vaso….

… bem legal, né? O dia que quiser dar uma mudada, posso comprar algumas naturais e colocar ali, em ocasiões especiais…

E as flores em si…

… muito bonitas, né? Vou confessar que não foram baratinhas não, mas acho que o produto final valeu a pena.

E também, como podem ver na próxima foto, as folhas acabaram funcionando quase que como um espelho do papel de parede! Tenho que dizer que isso nem foi planejado, mas que quando percebi isso no apê, fiquei muito satisfeito!

Então, decorar também é isso, ser surpreendido de vez em quando, ter uma opinião que não é inflexível, podendo aceitar que há ideias mais interessantes do que as que você pode ter pensado inicialmente por aí…

Bastar estarmos atentos!

E esse é o centro de mesa. Espero que tenham gostado!

Abraços!

Thiago S.

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