Um até breve… :)

Há exatos 6 anos, dia 10 de setembro de 2011, eu publicava meu primeiro post aqui no blog. Eu estava para receber as chaves do apartamento, que estavam super atrasadas; viria a recebê-las finalmente em dezembro daquele ano. Naquela época, mais que tudo, o blog foi uma forma que encontrei de lidar com todo o estresse relacionado ao que parecia ser uma infindável espera pelas chaves, devido aos constantes atrasos da construtora. Eu precisava externalizar aquilo.  Então no início, esse espaço foi uma oportunidade de encontrar outras pessoas que estavam passando por isso (e elas aparecem até hoje!) e falar sobre o assunto. Bem terapia mesmo.

Para lidar com minha própria ansiedade, foquei na parte boa de se aguardar a entrega das chaves: poder planejar e pesquisar com calma, navegando entre o mar de referências e opções que se fazem disponíveis na internet, até chegar no nosso ponto de partida ideal (e dali, alçar voo; afinal, nossa casa, nossas regras). E então, comecei também a falar sobre algumas ideias e decisões que já tinha em mente para o apartamento. E isso sempre foi muito legal.

  • uma foto que esperei literalmente anos para poder tirar – pés descalços sobre meu tão sonhado durafloor carvalho dover, revestindo todo meu sonhado apê

 

Mas a reforma completa de um ‘simples’ apartamento de 50m2 não tem nada de simples. Dar vida a ele (que é como transformar uma tela inteiramente branca em uma obra de arte – a sua obra de arte) é tarefa complicada e requer paciência. Por mais delicioso que seja decorar o seu apartamento do jeito que você quer, as coisas tendem a não sair exatamente do jeito que você pensava inicialmente. E ao consertar-se um problema, sempre aparecem dois.

Mas a gente persiste. É legal passar por isso tendo a oportunidade de compartilhar tudo com outras pessoas (muito mais do que jamais poderia imaginar: o blog já foi visitado mais de 3.5 milhões de vezes desde o seu início) que estão passando pela mesma situação, ou que passarão em breve. É bom ouvir – ler, sim, mas é como se eu ouvisse mesmo – palavras de incentivo quando se está louco porque apareceu uma infiltração depois que o apartamento já estava pintado. E é muito bom ver que as pessoas não só estão gostando de suas ideias e soluções, mas também estão aproveitando-as para seus próprios lares. Essa troca sempre foi a melhor coisa.

minha salinha de estar. cada detalhe, um post. uma história. O sofá; a persiana romana; o rack e sua decoração; os módulos superiores e seus adesivos; a paleta de cores.

 

a entrada do apê: a porta, as cores das paredes, o espelho, a mesa, as cadeiras, o pendente, o arranjo de centro de mesa, o papel de parede, a adega… num pequeno espaço, tantas decisões. tantos posts. tantas histórias. 

Mas agora, pelo menos por um tempo e passados exatamente 6 anos, sinto que minha missão está cumprida por aqui. Já falei sobre o que eu precisava, e também sobre o que eu queria falar. Como reflexo disso, já vinha escrevendo com menos frequência (algo até esperado, uma vez que o blog sempre foi sobre minhas ideias, escolhas, obras e reformas para meu apê especificamente; isso tudo, assim como tudo na vida… passa) e entendi, finalmente, que era a hora de fechar esse ciclo.

Não digo de forma alguma que este é “o” fim (até porque o blog continuará sempre aqui, aberto a novos comentários, e pretendo respondê-los sempre que possível! 🙂 , mas esse é sim o fim de um ciclo: um ciclo lindo, rico, e simplesmente inesquecível!

 

 

me faz tão feliz ver tudo, finalmente, no lugar 🙂 

Foi dentro do meu apartamento que me tornei um adulto de verdade, e dentro desse espaço aqui, que é como uma realidade virtual do meu apartamento, cresci e aprendi muito também. Levo todas as experiências comigo. Agradeço cada mensagem, cada palavra de cada leitor ou leitora que passou por aqui durante essa jornada. Vocês foram simplesmente incríveis e me deram muita força e incentivo.

Fico sempre muito feliz quando ouço que o blog está, ainda hoje, depois de tantos anos, ajudando alguém que está passando por algo parecido com o que eu vivi em um determinado momento. Um legado virtual que me deixa muito orgulhoso.

E espero que assim continue por muito tempo, mostrando que mais que dinheiro na conta, é a vontade de fazer de um pequeno apartamento o seu lugar favorito no mundo o que mais importa no fim das contas.

Um abraço forte e meu muito, muito, MUITO obrigado!

Até breve… 🙂

Thiago S.

 

a queridinha do PinInterest 😉

 

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Reavalindo a compra… do piso laminado (Durafloor/ Pallas Dobbin)

saga do apartamento 2 anos

Como vocês podem ver aí no print, há exatos 2 anos eu publicava meu primeiro post aqui, que levava o mesmo nome do blog. Confesso: é estranho reler algo que escrevi aqui antes. Me faz lembrar do quão difícil foi chegar aqui, em casa, no fim do dia, e ver tudo do jeito que está. Ler aquele primeiro post é quase doído, foi uma época bem angustiante. E o blog me ajudou muito a lidar com isso, e me fez conhecer muita gente legal. Como já disse aqui antes, esse mundo dos blogueiros de decoração é um muito delicioso de se fazer parte, são todos como bons vizinhos.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu, essa época parece incrivelmente distante de mim, mas é bom saber que toda a trajetória está aí pra auxiliar quem está passando pela(s) mesma(s) coisa(s).

Me deixa feliz quando me dizem que estou ajudando – bem, obrigado, vocês também me ajudaram muito. E vamos que vamos!

Hoje vou postar algo que já me pediram diversas vezes: uma reavaliação do piso laminado.

* * *

“Reavaliando a compra…” é uma série de posts onde revisito minhas escolhas para o apartamento criticamente, focando na durabilidade dos produtos, na assistência técnica e no suporte pós-vendas das lojas e fabricantes.

FATO: A primeira vez que eu enxerguei meu apartamento como “LAR” foi quando eu vi meu piso laminado, tão sonhado, finalmente instalado. Coisa que eu ilustrei, na época, com essa foto aqui no blog:

carvalho-dover3

Que lembrança boa. Eu sempre soube que queria piso de madeira; mas daí até chegar no modelo específico, e depois finalmente vê-lo prontinho… foi uma longa jornada. Isso tudo vocês podem, se tiverem interesse, ler detalhadamente nos posts onde falo sobre o assunto: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5.

Mas e agora, mais de um ano e meio depois da compra, como eu me sinto em relação ao piso, no dia-a-dia?

***

AVALIAÇÃO #5 : Piso Laminado Durafloor (Linha Studio, Padrão Carvalho Dover)

EMPRESAS RESPONSÁVEIS: Pallas Dobbin (Loja), Durafloor (Fabricante)

TEMPO DE USO: 1 ano e 8 meses

Bem, antes de mais nada: ninguém compra piso para durar um, dois anos. Pois bem, avaliar *de verdade* eu só poderei depois de pelo menos uns 5 anos de uso, mas como sempre me perguntam sobre o que estou achando do laminado, aqui vai essa review, preliminar, da minha experiência com ele até o momento.

Em primeiro lugar, preciso falar sobre a praticidade do laminado, que é uma mão na roda quando falamos de manutenção! A limpeza, conforme indicação do próprio fabricante, era pra ser somente com um pano úmido… e pronto. Por alguns meses eu segui a recomendação, até que um vizinho, que também tinha laminado, me apresentou isso aqui:

destac

Eu não conhecia o Destac, então fui procurar saber do que se tratava. Chequei no site da Durafloor, e vi que eles dão essa informação: “Conforme consta no Certificado de Garantia, o limpador Destac poderá ser utilizado diariamente, porém não deve ser aplicado diretamente no piso, sempre no pano; caso apresente marcas ou manchas, suspender o uso; poderá também diluir na água, pois é um produto como detergente” (Fonte: Durafloor). Já que era recomendado pelo fabricante, resolvi testar.

Adorei o resultado! O cheiro do produto é excelente, lavanda; deixa o apê com leve cheirinho de limpo. E, claro, sendo uma espécie detergente, é ainda mais eficaz na limpeza que simples pano úmido. Tem uma série de produtos Destac, e esse aí em cima é o específico para laminados. Aqui embaixo o piso logo após o Destac ter sido aplicado.

destac aplicado piso laminado durafloor

Bem, agora em relação à resistência/durabilidade do laminado em si, também sou só elogios. Não que ele não arranhe de forma alguma, isso é mentira; mas é muito menos suscetível à arranhões, obviamente, que um piso de madeira, por exemplo. Dependendo da escala de resistência à abrasão (que no mercado brasileiro, entre os pisos laminados, varia de AC-2 para o mais frágil e o AC-5 para o mais resistente), pode ser bem duro. O meu, Durafloor Studio, é um AC-4, e tive só pequenos problemas com arranhões. Vale lembrar que cada linha da Durafloor (e outros) tem uma resistência específica, sendo essa a razão pela qual são direcionadas ao uso doméstico ou público de alto tráfego, por exemplo.

O maior dos problemas que tive foi numa ocasião bem infeliz onde a prateleira que fica acima da minha bancada da cozinha veio abaixo (ela não tinha sido bem afixada pela montadora dos móveis, olha o perigo!), e com ela vieram também taças e outras coisas de vidro. Triste, mas felizmente, pelo menos, ninguém se machucou. Enfim, o impacto foi bem grande, e nas fotos que tirei, os arranhões são imperceptíveis.

E esse foi um caso extremo. Entretanto, acho que a COR que escolhi também favorece isso, disfarça possíveis arranhões.

O piso continua muito bonito e até agora, eu não me arrependo, de forma alguma, de tê-lo colocado. Ainda mais quando o comparando com o porcelanato da cozinha, que dá bem mais trabalho… Mas aí já é assunto pra outro post.

Então é isso, querid@s! Espero que tenha sanado suas principais dúvidas.

Até a próxima, abraços,

Thiago S.

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