Redecorando a Sala – parte 1: Pintura das Paredes e Portas

Sempre há um momento em que nós olhamos para algo e pensamos, “é, chegou a hora de mudar”. Acredito que mudanças são coisas boas; nos fazem sair do lugar-comum, da mesmice; nos desafiam.

Preciso dizer que nada aqui no apartamento foi pensado como “provisório”: tudo que foi para o lugar, foi como definitivo. Se eu não tinha condição de fazer determinada coisa em determinado momento, eu preferia adiá-la até poder realizá-la como tinha em mente, evitando deixar uma solução provisória “tapa-buraco”, pois muitas vezes ela acaba tornando-se definitiva. Sabe como é.

Mesmo assim, em algum momento… a vontade de mudança chega. Pode aparecer por uma questão de funcionalidade (“encontrei um uso melhor para isso”),  por uma questão estética (“acho que isso traria mais destaque ao ambiente”), ou simplesmente por que você quer mudar. Acontece. E aqui em casa, um pouquinho disso tudo tem acontecido.

É por isso que, com o post de hoje, inauguro essa série de posts sobre a Redecoração das salas de jantar e estar. Ainda estou feliz com muitas de minhas escolhas: a mesa de jantar, o papel de parede, o piso, o rack… todos foram escolhas acertadas, felizmente!! Mas há outras coisas que irei repensar, e compartilho aqui com vocês, agora, a primeira delas.

E vou lhes dizer: é tão bom estar escrevendo sobre isso de novo! Tive muita saudade de escrever aqui no blog, então abrir essa série de posts me deixa muito feliz.

Vamos lá?

* * *

Foi no final de 2011 que recebi as chaves do apartamento, e, logo a seguir, a primeira coisa que quis fazer foi pintar o apartamento. As cores já tinham sido decididas (na verdade, elas já estavam compradas até mesmo antes da entrega das chaves, naquela ansiedade que ficamos de entrar logo em casa), então o processo foi rápido e o resultado me deixou bastante satisfeito.

Caso queiram (re)visitar os posts originais, falo sobre a pintura do quarto aqui e da sala aqui.

Assim como aconteceu originalmente há alguns anos, o primeiro passo que dei quando resolvi que iria repensar a decoração do apartamento foi em relação à seleção das cores. Em primeiro lugar, quis refazer a pintura porque: (a) ela realmente estava precisando ser refeita – especialmente a das paredes brancas, que sujam mais fácil e (b) eu queria experimentar outras nuances no apartamento. Elas são fundamentais para todo o resto.

Precisava pensar bastante sobre elas, pois é complicado você mudar a cor das paredes de um ambiente pronto, que já dita as suas próprias necessidades de cor. Bem diferente de quando o apê está vazio e você pode decorar à partir das cores que colocar na parede.

Queria algo que trouxesse novidade, mas sem contrariar a identidade visual já estabelecida da sala.

Então, em primeiro lugar, queria pintar essa parede aqui:

sala parede branca

… que é a parede da porta de entrada do apartamento. Queria uma cor diferente do branco. Ao pensar sobre minhas possibilidades, e ciente do fato de que a nova cor precisava estar consoante ao resto da decoração (especialmente se tratando de um ambiente pequeno!), fui buscar a resposta… no meu papel de parede. A resposta estava lá, há anos.

papel de parede verve italiano

Fazia sentido: O papel de parede tinha as nuances que se fazem presentes no resto da decoração: o cinza – lá desde sempre – e agora, esse outro tom que está nas folhas do papel.

Foi assim que cheguei nessa cor da Coral:

Coral Bege Vale do Deserto

Gostei dela pois ela é um tom neutro que não tem nada de insosso – não é claro demais (sendo que a mudança seria quase imperceptível) mas também não é escuro demais. Ele tem personalidade, mas não grita.

E aí, eis que, um galão de tinta depois, essa é minha nova parede de entrada:

parede sala de jantar bege Coral Vale do Deserto

Quanta diferença, gente! Eu adorei o resultado! Ficou exatamente como eu tinha em mente. É impressionante o que um pouco de tinta não faz por um ambiente. Notem que a moldura do espelho, branca, realmente se sobressai agora com a parede em cor diferente.

Outro detalhe que vocês podem perceber é o fato de que eu precisei trocar a cor do caixonete da porta (comparem a 1a foto com a 2a). Enquanto o caixonete cinza funcionava muito bem com a parede branca, ele não combinaria com a cor nova. Assim, resolvi mudar a cor dele para a cor original, branca – pois assim está mais de acordo até mesmo com a moldura do espelho. Dessa vez, usei esmalte com acabamento acetinado ao invés de alto brilho, uma tinta que remete à própria laca, bem menos brilhoso do que aquele esmalte comum.

Já que estamos falando de portas, aproveitei para repintar todas as portas dos quartos e do banheiro, também. O esmalte branco, com o passar dos anos, vai ganhando um tom levemente amarelado. Vamos ver a diferença do que estou falando?!

pintura porta esmalte fosco

Dá pra ver claramente a diferença: À esquerda, a porta pintada em esmalte com acabamento fosco; à direita, a porta sem ser pintada, ainda em esmalte de alto brilho. Fica realmente gritante a diferença quando começamos a pintar.

pintura porta esmalte fosco branco

Como dá para perceber, o acabamento fosco, mesmo sob incidência de luz, praticamente não a reflete; o que o faz um acabamento elegante.

E agora, vamos pra sala de estar.

Lá atrás, quando pintei o apartamento pela primeira vez, as paredes do sofá e da TV ganharam esse tom de cinza:

coral toque de cinza personalizada 2

Dessa vez, quis ousar um pouquinho mais, e trazer uma cor um pouco mais forte. O cinza que escolhi antes era muito agradável; não cansava, relaxava. Queria manter essa beleza sutil do cinza, só que com uma cor que trouxesse um tom um pouco mais terroso e que também remetesse à mesma paleta da cor nova, a Vale do Deserto.

Cheguei no tom Pinheiro Inglês, também da Coral. Ele, nas amostras, parece ter muito de cinza e algo de verde escuro; já na parede, o tom revelou-se como tendo uma presença pronunciada do verde escuro, e o cinza lá no fundo. Vamos ver??

Cores são coisas realmente fantásticas; é impressionante como mudam completamente a dinâmica de um ambiente. É outra sala! Inicialmente, fiquei reticente em relação à cor e pensei em mudar (pois ela ficou diferente do que tinha em mente), mas acabou que gostei bastante do fato de que apesar de ser uma cor forte, ela traz algo de acolhedor também.

Minha ideia era trazer o mesmo tom para a parede do lado oposto, onde fica o sofá; na mesma configuração do cinza anterior. Só que enquanto o cinza era bem claro e discreto, esse Pinheiro Inglês é mais fechado e marcante. Assim, imaginei que se ele fosse para os dois lados da parede, iria deixar uma sensação de ambiente mais pesado – diferente do clima clean que tento sempre imprimir ao espaço, que é restrito.

Lógico que não poderia deixar o cinza original também (pois aí seria um carnaval!), então, preferi trazer de volta o branco como forma de equilibrar o todo e aumentar a sensação de amplitude. (Depois mostro essa parede branca, em outra ocasião – pois tem outras coisas que quero mudar em relação à parede do sofá. Aguardem…).

* * *

Acho que, no fim, as cores novas ficaram muito bem casadas (mesmo que a segunda tenha saído um pouco diferente do que imaginava): uma das paredes da sala de estar ganhou esse tom forte e marcante, mas que foi neutralizado pela presença da parede branca onde não havia antes; o branco está também na moldura do espelho e na nova moldura da porta de entrada.

delimitação de ambientes por cor (2)

Observemos também que a cor Vale do Deserto delimitou claramente o espaço da sala de jantar, enquanto o Pinheiro Inglês ditou o espaço da sala de estar. São cores diferentes mas que se dão muito bem juntas; ambos tem um quê de terroso nelas.

Gostei bastante dessas mudanças que trouxeram um ar completamente novo ao que já estávamos acostumados. É bom saber que com uma ideia na cabeça e uns galõezinhos de tinta, a gente faz praticamente qualquer coisa! 🙂

Nos vemos em breve… vem mais ideias e novidades por aí. Enquanto isso, não esqueçam de nos seguir no Instagram: @asagadoapartamento.

Abraços!

Thiago S.

 

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Escolhendo o Centro de Mesa: Vaso com Flores

Olá, blogosfera!

Hoje vou mostrar pra vocês como ficou a mesa de jantar com o centro de mesa eleito, mas antes irei mostrar rapidinho algumas outras opções que considerei antes de tomar minha decisão.

Pelo que tenho visto, a opção mais manjada usada é a fruteira. Não quero desmerecê-la, pois vi algumas fruteiras bem bonitas nas minhas andanças por lojas de decoração… Prefiro algo assim:

Linhas um pouco mais retas, que conferem ar mais moderno. Ainda assim, queria fugir um pouco do lugar-comum, então fui atrás das outras opções.

Temos também aqueles pratos com objetos decorativos. Algo nessas linhas:

Confesso que gostei inicialmente da ideia, pois essas bolas decorativas remetem diretamente ao pendente que fica em cima da mesa de jantar, tem o mesmo efeito craquelado no vidro.

Outra opção que, na teoria, me agradava, eram os castiçais de cristal e candelabros.

Só que na prática, não consegui achar nenhum pelo qual tenha me apaixonado, sabem como é…  A maioria que vi, tive a impressão de que eram ornamentados demais, ficando fora de sintonia com todo o resto do espaço.

Foi então que, numa dessas lojas, vi um maravilhoso arranjo com rosas brancas, que me chamou atenção à ponto de parar pra admirar. A verdade é que não sou fã de flores artificiais, e nem havia considerado esta como uma opção em momento algum. É difícil encontrar flores artificiais que realmente chamem a atenção por sua beleza; na maioria das vezes, só consigo pensar, “que coisa mais fake!”

Não era o caso desse arranjo. As flores e folhas pareciam incrivelmente naturais, e, em conjunto com o vaso de cristal, ficava uma peça realmente bonita de se admirar. O engraçado é que eu fiquei pensando, “ah, mas onde vou colocar isso….”. Nem me toquei que poderia colocar ali mesmo no centro da mesa (que era o que estava ali pesquisando)!!!

Quando me deu o estalo, perguntei para a vendedora o que ela achava da ideia, se achava que ficaria legal. Com o incentivo dela… resolvi que esse seria meu centro de mesa.

É engraçado como suas respostas estão onde menos se espera! Nem havia pensado em flores, em vaso para plantas… Mas agora, faz absoluto sentido que seja esta a peça escolhida, deu muita vida ao lugar, e, como vou mostrar, ainda brincou com o papel de parede.

Vamos primeiro para o detalhe do vaso….

… bem legal, né? O dia que quiser dar uma mudada, posso comprar algumas naturais e colocar ali, em ocasiões especiais…

E as flores em si…

… muito bonitas, né? Vou confessar que não foram baratinhas não, mas acho que o produto final valeu a pena.

E também, como podem ver na próxima foto, as folhas acabaram funcionando quase que como um espelho do papel de parede! Tenho que dizer que isso nem foi planejado, mas que quando percebi isso no apê, fiquei muito satisfeito!

Então, decorar também é isso, ser surpreendido de vez em quando, ter uma opinião que não é inflexível, podendo aceitar que há ideias mais interessantes do que as que você pode ter pensado inicialmente por aí…

Bastar estarmos atentos!

E esse é o centro de mesa. Espero que tenham gostado!

Abraços!

Thiago S.

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Sobre espelhos e molduras

Enquanto o drama dos móveis planejados continua na mesma enrolação de sempre (Fujam da New!), eu vou colocando aos poucos as outras coisas no lugar. Mas só de pensar que ainda vai ter gente cortando madeira aqui (e consequentemente toda aquela poeirada), agora que já comecei com o processo de decoração… me dá arrepios. Mas enfim, vamos deixar pra falar novamente da New Móveis Planejados oportunamente. Aguardem, pois cenas dos próximos capítulos serão emocionantes.

Deixando esse papo chato para lá,  vamos falar sobre o espelho que coloquei na sala de jantar, algo muito mais interessante. Como disse anteriormente no blog, já vinha pensando nele há muito tempo, uma vez que as possibilidades são inúmeras. Quem estiver interessado em diferentes tipos e usos de espelhos em salas, recomendo dar uma olhada também no post anterior, onde compartilhei algumas ideias.

Deixei para falar no post de hoje sobre os espelhos com molduras, já que escolhi um desses para minha sala de jantar. Há molduras de todos os tipos, estilos, cores, tamanhos, materiais. Escolher não é tarefa fácil.

Vamos então, primeiro, à alguns ambientes legais que encontrei na net que fazem uso do espelho com molduras.

Interessante essa proposta de espelho inclinado na parede; reparem também que a moldura está de acordo com a mobília do ambiente. Não precisa ser exatamente igual (até porque seria difícil encontrar), mas é bom que eles estejam em harmonia.

A não ser, claro, que você, propositalmente, utilize a moldura do espelho para quebrar a monocromia/monotonia do seu ambiente. Imaginem uma moldura dessas num ambiente todo branco, com móveis brancos… ou com uma cor neutra qualquer.

Com certeza valorizaria bastante o ambiente, certo? Então é preciso sempre ter em mente qual o seu propósito: harmonizar ou contrastar.

Temos molduras nos mais diferentes materiais, como essa de pastilhas de chifre (!) da Ambientare…

… ou essa em ferro da Efeitos Brasil…

… ou molduras de madeira como estas.

Em madeira, as opções são muitas!

Esses são apenas alguns exemplos de molduras do Rei dos Quadros, loja onde comprei meu espelho. Todas são bonitas… cabe somente à nós julgar qual cairá como uma luva naquele espaço do nosso ambiente.

Então, depois desse apanhado, sem mais rodeios, vamos ver o espelho/moldura que escolhi, para depois explicar por que escolhi esse modelo em especial!

Está aí o espelhão! A principal razão pela qual escolhi esse espelho, nesse formato específico, foi para dar a impressão de que ali há uma “janela“, uma abertura para um outro ambiente, entenderam? Se você olha de relance, é essa a impressão que dá!

A posição dele, centralizado na parede e acima da mesa de jantar, é interessante pois acaba valorizando ainda mais o papel de parede, que é expandido (como podem ver na foto), e ganha-se um “novo” ponto de luz, com a duplicação do pendente.

Agora, o detalhe da moldura.


Pensei muito sobre a cor. Na minha mente, tinha 3 possibilidades: branco, cinza (pois combinaria com as cadeiras da mesa, paredes, e com alguns detalhes do papel de parede) ou até madeira (combinando com o sofá, e talvez com o piso).

Acabei decidindo pela moldura branca pois achei que não deixava o ambiente pesado, ajudava na sensação de amplitude e mantinha o ar clean que eu tanto queria conferir à sala.

Depois de escolhida a cor, hora de escolher o tipo de moldura: Lisa, ou trabalhada (naquela foto das molduras acima, há alguns exemplos de molduras brancas que vi). Não queria nada extravagante, mas achei também que uma moldura toda lisa fosse ficar um pouco apagada ali. Então resolvi escolher essa moldura, com vários e vários quadradinhos, todos trabalhados com riscos em alto relevo. Ele se destaca da parede, mas não é uma diferença óbvia, que foi feita só para chamar atenção.

Outro fator decisivo para a escolha dessa moldura foi o fato de que ela vai ecoar outro ítem decorativo muito importante que ainda vou colocar na minha sala! Não vou falar o que é agora (suspense…), mas em breve vou explicar direitinho do que se trata.

Para finalizar, uma foto de como está a sala de jantar com ele….

E aí, gostaram? Fiquei super satisfeito com o resultado 🙂

Abraços, e até a próxima!

Thiago S.

 

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Sala de jantar tomando forma: Mesa e Papel de Parede!!!

E o apê vai ganhando ares de lar.

Hoje vou mostrar pra vocês a mesa da sala de jantar, e o papel de parede já instalado. Primeiro, vamos lembrar que já dediquei 2 posts anteriormente mostrando várias ideias tanto para mesas de jantar quanto para papel de parede. Se está buscando ideias, recomendo dar uma olhadinha neles também.

Mas, sem demora, vamos logo para o papel de parede instalado! 🙂

Ele é da coleção Verve, de papeis de parede italianos vinílicos. Achei que ficou bem parecido com o que tinha em mente quando o vi no catálogo.

Agora, qualquer semelhança entre o tom das folhas cinzas e a parede que fica ao lado… não é mera coincidência, lógico! 😉

Casou legal, né? Gostei do resultado. Como a parede onde fica o papel é bem pequena, 1 rolo somente foi necessário, e ainda sobrou um pedaço do papel, que devo pedir para o instalador voltar e colocar aqui:

Essa paredinha ao lado da porta fica de frente para o papel, então acho que ficaria interessante. E daria vida a aquele pedacinho que com certeza ficaria esquecido!

E partindo para a mesa de jantar…

Estou louco por ela! Se não me engano, foi o primeiro móvel que comprei para o apartamento, lá no Carioca Design (que fica no Carioca Shopping).  A loja foi a SCJ Design. Isso em novembro… E só agora puderam entregar, porque não dava para fazer isso antes do piso ser colocado. Mas valeu a espera!

E tem a cadeira também, muito confortável! E claro que o cinza da cadeira está aí por uma razão…

E assim está minha sala de jantar, por enquanto:

Agora é hora de pensar em colocar um espelho nessa parede vazia, e ainda preciso escolher um pendente legal também. Já anotei a ideia para um futuro post: falar de pendentes. São tantas opções… uma mais cara linda que a outra, que fica difícil escolher!

Espero que tenham gostado. Abraços e até a próxima,

Thiago S.

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